Dia de luto nacional na quarta-feira pela morte de Eduardo Lourenço

Em Sociedade

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que quarta-feira será dia de luto nacional, pela morte do ensaísta Eduardo Lourenço, aos 97 anos.

“Amanhã [quarta-feira] será dia de luto nacional, no dia em que dos despediremos do professor Eduardo Lourenço”, disse António Costa, que falava aos jornalistas à margem das comemorações do 1.º de Dezembro, em Lisboa.

O filósofo Eduardo Lourenço, um dos maiores pensadores do nosso tempo, morreu hoje em Lisboa, aos 97 anos.

Professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço é um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa.

Eduardo Lourenço Faria nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda.

“O Labirinto da Saudade”, “Fernando, Rei da Nossa Baviera”, “Os Militares e o Poder” são algumas das suas principas obras.

Recebeu o Prémio Camões (1996), o Prémio Virgílio Ferreira (2001) e o Prémio Pessoa (2011).

Era Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, de que também possuía a Grã-Cruz, assim como da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem da Liberdade.

Era Oficial da Ordem Nacional do Mérito, Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras e da Legião de Honra de França.

Presidente Marcelo salienta “praticamente um século de serviço à pátria”

O Presidente da República afirmou hoje que Portugal está muito grato ao ensaísta Eduardo Lourenço, ao ter dedicado “praticamente um século de serviço” ao país.

“Portugal está-lhe muito, muito grato. Foi praticamente um século de serviço à nossa pátria”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no final das comemorações do 1.º de Dezembro, em Lisboa.

O ensaísta Eduardo Lourenço, de 97 anos, morreu hoje, em Lisboa.

O Presidente da República realçou a “coincidência simbólica” de “o maior pensador sobre Portugal vivo” ter morrido no dia da Restauração da Independência.

“Quase que parecia que teria que ser assim”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa frisou que Eduardo Lourenço “pensou Portugal durante toda a vida”.

“Escreveu sempre sobre Portugal, sobre o que é Portugal, sobre a história de Portugal, o que é ser português, qual é a nossa identidade, o que significamos hoje e no futuro e toda a vida foi verdadeiramente dedicada a pensar sobre Portugal”, realçou.

Professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa.

Eduardo Lourenço Faria nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, no distrito da Guarda.

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, na Universidade de Coimbra, em 1946, aí inicia o seu percurso, como assistente e como autor, com a publicação de “Heterodoxia” (1949).

Seguir-se-iam as funções de Leitor de Cultura Portuguesa, nas universidades de Hamburgo e Heidelberg, na Alemanha, em Montpellier, na França, e no Brasil, até se fixar na cidade francesa de Vence, em 1965, com atividade pedagógica nas principais universidades francesas.

Autor de mais de 40 títulos, possuiu desde sempre “um olhar inquietante sobre a realidade”, como destacaram os seus pares.

“Eduardo Lourenço é uma grande referência cultural e moral do nosso tempo” – António Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje que o ensaísta e conselheiro de Estado Eduardo Lourenço “é uma grande referência cultural e moral” da atualidade, definindo-o como um “humanista e europeísta empenhado e crítico”.

Professor, filósofo, escritor, critico literário e interventor cívico, Eduardo Lourenço, considerado um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa, morreu hoje em Lisboa aos 97 anos.

Numa mensagem enviada à agência Lusa, o antigo primeiro-ministro de Portugal (1995/2002) começou por referir que não esquece “a amizade com o professor Eduardo Lourenço e os seus gestos de generosa solidariedade”.

“É uma grande referência cultural e moral do nosso tempo. Toda a vida pensou Portugal, como realidade em que as raízes antigas se projetam num futuro de exigência, de abertura e de diálogo. Foi um humanista e um europeísta empenhado e crítico, preocupado com os egoísmos e a indiferença quanto à liberdade”, salientou o secretário-geral das Nações Unidas.

Na mesma mensagem, António Guterres observou ainda que Eduardo Lourenço “ensinou a importância da cidadania ativa com forte consciência da justiça social”.

“O seu patriotismo orientado para o futuro valorizou sempre as prioridades para a Educação, a Ciência e a Cultura. Muito continuaremos a dever ao seu exemplo e à sua memória”, acrescentou o antigo líder do PS entre 1992 e 2002.

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