Governo garante reforço do Banco de Germoplasma Animal na EZN em Santarém

Em Região

Em resposta a uma pergunta dirigida pelo Bloco de Esquerda à ministra da Agricultura sobre as condições precárias em que funciona o Banco Português de Germoplasma Animal, em Santarém, o Governo assumiu o compromisso de reforçar os meios humanos daquela unidade em 2021.

Em outubro, a deputada Fabíola Cardoso e o deputado Ricardo Vicente, do Bloco de Esquerda, visitaram o polo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), onde funciona o Banco Português de Germoplasma Animal, tendo-se deparado com condições precárias de vária ordem.

As necessidades de trabalho do Banco Português de Germoplasma Animal em Santarém são garantidas por apenas cinco investigadores – a tempo parcial – nas funções de manutenção e gestão de todo o germoplasma animal do INIAV.

Entre os cinco investigadores, quatro aposentar-se-ão dentro de dois anos. Até ao momento, nunca tiveram progressão na carreira e ainda hoje são considerados auxiliares, apesar de não haver qualquer outro investigador em escalão superior. São estes auxiliares que, não raras vezes, são destacados para representar o país em eventos internacionais.


O Banco Português de Germoplasma Animal garante a salvaguarda do património genético das raças autóctones de bovinos, ovinos, caprinos entre outros animais domésticos do país, um património essencial para o melhoramento de raças e dos sistemas agro-silvo-pastoris. Muitas destas raças encontram-se ameaçadas de extinção, mas são fundamentais para a transição ecológica agroflorestal, garantindo a adaptação do território às alterações climáticas e a sua resiliência aos incêndios.

Por esclarecer está ainda o número de profissionais a contratar, as suas condições de trabalho e o reconhecimento das devidas progressões na carreira a quem desempenha as suas funções há décadas neste centro.

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