Aumento de casos de violência doméstica preocupa eleitos do Bloco de Esquerda de Santarém

Em Sociedade

A deputada do Bloco de Esquerda, Fabíola Cardoso, reuniu com a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, no GAV – Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém, na antiga Escola Prática de Cavalaria.

O relatório anual da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, referente ao ano de 2019, serviu de base à reunião que juntou, com as distâncias exigidas pelas medidas de prevenção Covid-19, Carmen Ludovico e Gustavo Duarte, do Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém, com Fabíola Cardoso e Vitor Franco, do Bloco de Esquerda.

A deputada por Santarém e o eleito na Assembleia Municipal de Santarém partilharam as preocupações do Bloco de Esquerda com o aumento dos casos de violência doméstica, devidos à pandemia de covid-19. O Bloco tem apresentado, na Assembleia da República e na Assembleia Municipal, um conjunto alargado de medidas para responder às dificuldades agravadas pela crise sanitária.

Apesar da rede de apoio existente a nível local nunca ter deixado de responder às situações de emergência, a situação sanitária que atravessamos veio desorganizar o trabalho de proximidade levado a cabo por esta instituição, que celebrou este ano os seus 30 anos de existência.

Das dificuldades da denúncia, a uma verdadeira mudança na educação e formação de jovens, mas também de profissionais de forças de segurança, saúde e justiça; passando por uma atuação sistémica ao nível das causas da violência de género, atuando ao nível da prevenção da violência; muitos foram os temas abordados. As caraterísticas do apoio a vítimas pertencentes a grupos específicos, como sejam migrantes, LGBT (Lésbicas, Gays, Bi e Trans) ou idosos, foram também discutidas.

A necessidade de simplificar procedimentos, intervir especificamente junto dos agressores e garantir supervisão e apoio aos técnicos de apoio à vítima, foram algumas das áreas identificadas como necessitando de melhorias.

“A violência de género, em contexto doméstico e na sociedade em geral, é uma pandemia, que devemos coletivamente eliminar. É indispensável atuar na educação dos mais jovens a título preventivo, mas também no apoio às vítimas”, concluiu Fabíola Cardoso.

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