Ministro do Ambiente suspende processo de licenciamento da central fotovoltaica da Torre Bela

Em Sociedade

O ministro do Ambiente João Matos Fernandes decidiu suspender todo o processo de licenciamento da central fotovoltaica projetada para a Quinta da Torre Bela, no concelho de Azambuja.

Em declarações à SIC Notícias, o ministro adiantou que foi já entregue uma queixa por crime ambiental no Ministério Público e revogada a licença de caça da Zona de Caça Turística da Quinta da Torre Bela.

Em causa, segundo o ministro do Ambiente, está a “matança ignóbil” de centenas de animais numa montaria que teve lugar no fim de semana passado na Quinta da Fonte Bela, de que o Mais ribatejo deu notícia e tem vindo a acompanhar.

A montaria com o abate de mais de 500 javalis e veados é um acontecimento que o ministro João Matos Fernandes considera que “veio alterar profundamente as condições ambientais deste território“. Por isso, o Ministério do Ambiente determinou a suspensão por 30 dias do estudo de impacto ambiental e o cancelamento do processo de consulta pública que tinha sido iniciado na semana passada. Isto para que a APA – Agência portuguesa do Ambiente possa averiguar a situação.

O ministro do Ambiente afirma que pretende alterar a Lei da Caça, nomeadamente tornando obrigatória a comunicação ao ICNF das montarias por parte das entidades promotoras. Isto, para permitir ás entidades oficiais fiscalizarem estas montarias e impedirem que volte acontecer uma “matança ignóbil” como a que aconteceu na Torre Bela.

Das averiguações em curso, o ministro do Ambiente adianta a informação de que os animais abatidos foram já enviados para Espanha, e identificaram o veterinário que colocou os selos nas carcaças.

Segundo a SIC Notícias, cada um dos 16 caçadores que participaram na montaria pagou cerca de 7 mil euros.

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