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Santarém sem variante à linha do Norte! Um mal que vem por bem?!

Em Opinião

O ministro das Infraestruturas e da Habitação deixou claro o que já estava mais do que evidente: não vai haver variante à linha ferroviária do Norte, esta vai continuar a passar pela Ribeira de Santarém! Diz que vai sim ser construída uma linha de alta velocidade que não passará perto de Santarém, obra de 4,5 mil milhões de euros que pessoalmente não acredito ter condições financeiras e outras de se iniciar sequer nos próximos 10 anos…

Disse ainda o ministro que o desvio da linha não é necessário porque o Conselho Superior de Obras Públicas e a Infraestruturas de Portugal garantem não haver perigo de derrocada das barreiras sobre a linha… E que assim não faz sentido gastar dinheiro numa obra que pode ser substituída por várias outras menores, mas de maior eficácia, para as quais deixou as portas abertas.  

Tudo isto se passou no passado dia 21 numa reunião em videoconferência entre o ministro e os presidente e vice-presidente da Câmara de Municipal de Santarém, presidente da Assembleia Municipal de Santarém e primeiro vereador eleito pelo Partido Socialista. O principal assunto que esteve “em cima da mesa” foi o da construção ou não da variante à linha ferroviária do Norte na zona de Santarém e alternativas a esta.

À falta de melhor, e mesmo não estando convencido de que a variante não seja a melhor solução, temos de garantir que todos os inconvenientes da linha como está ficarão sanados, já que nos é afirmado (do que ainda duvido) que a segurança não é problema.

Será assim imprescindível exigir que fique definido, assegurado e realizado com celeridade:

  • Intervenções de fundo nas passagens de nível, nomeadamente do Vale de Santarém, Peso e Assacaias;
  • Acessos pedonais e rodoviários à zona ribeirinha do Tejo, sem embargos impostos pela linha; 
  • Eficaz modernização da estação de Santarém;
  • Estacionamento junto à estação suficiente e seguro;
  • Resolução do estrangulamento viário na estrada da estação e
  • Rede eficaz de transportes para a cidade.

E não menos importante:

  • Construção de uma plataforma logística na área;
  • Investimentos de monta no Rio Tejo com fins agrícolas e turísticos (apesar de parecer que o ministro do Ambiente não simpatiza com projetos do tipo do “Projeto Tejo”) e
  • Continuação da consolidação das barreiras e da sua monitorização.

Há ainda que garantir que os comboios intercidades não deixarão de passar em Santarém para se mudarem para a futura hipotética nova linha de alta velocidade, um dia que ela venha a ser realidade.  Isto para já não falar no Alfa Pendular que já só pára em Santarém uma vez por dia…

A haver garantia da mais rápida possível concretização de tudo o que refiro, darei a mão à palmatória e admitirei que a variante à linha do Norte em Santarém não será necessária. Isto é claro, a acreditar que nunca vamos acordar com as barreiras a passarem por cima de algum comboio!…

É urgente e imprescindível então que, dada a pequena, para não dizer nula, influência e pressão que a nossa Câmara Municipal, e em particular o seu presidente, conseguem exercer a nível central, se constitua desde já um alargado grupo de influência e debate destas matérias na região.

Francisco Mendes

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