Tino – O humanista otimista, dos 150 a 300

Em Correio dos Leitores

Os debates para as presidenciais terminaram e muitos balanços se fazem sobre os mesmos. Para cada candidatura específica os seus candidatos venceram sempre, afinal não importa o conteúdo nem a forma, importa sim sobressair para se impor.

Foi assim em muitos desses debates, usaram-se mentiras, dados falsos, aumentou-se o tom de voz, atabalhoou-se. Surgiram argumentos estapafúrdios numa sociedade que é inclusiva e acolhedora do outro, do diferente.

Muitos dos candidatos surpreenderam, a maioria pela negativa.

Mas, do que se viu, é impossível resistir a Vitorino Silva, o Tino de Rãs, como nos foi dado a conhecer em 1999 num Congresso do Partido Socialista.

Vitorino Silva cresceu, depois de ser cantor e entertainer, apresenta-se como um político sério, mais credível e, acima de tudo, sem medo de querer ser diferente.

Para melhor, entenda-se.

Para aqueles que esperavam um estilo parolo, o Tino mostrou-se um homem humilde, mas de convicções, que se candidata ao maior cargo da Nação, um lugar em que se requer o equilíbrio, humanismo e um espírito inclusivo.

Foi o que demonstrou ter!!

Apresentou-se com pedras, mas não foi para arremessar, antes para explicar que a sociedade se constrói nas igualdades e, sobretudo, nas diferenças.

Criticou as paredes que se elevam, as barreiras que separam pessoas, que estigmatizam. Chamou-lhes muros, muros ilegais.

Não existe melhor definição para tal.

Sobre a dicotomia de esquerda e direita, afirma ser de uma esquerda às direitas, de um Estado social sério, comprometido na luta contra as desigualdades, sem esquecer a iniciativa privada e o valor a importância da força do trabalho.

Admire-se, leitor:

Falou de um justo lucro, quando se referiu à utilização de todos o sistema de saúde, público e privado. Nem todos têm essa inteligência, por estarem viciados numa cegueira ideológica, que não consegue ver o elefante na sala, o aumento do número de mortes não Covid desde março de 2020 até ao presente.

Termina com a máxima que procurará, enquanto Presidente da República, dar voz a quem não tem voz, nem vez. Ou seja, dar valor a quem o sistema meritocrático não reconhece, a quem tem de emigrar para mostrar o verdadeiro potencial.

Simples, de linguagem fácil e inteligível.

Assim é Vitorino Silva, tarimbado pela calçada da vida, um humanista otimista, que pensa redobrar votos, pois assume ser o mais popular a seguir ao popular populista, como denominou Marcelo Rebelo de Sousa.

Um fenómeno de popularidade, mais disruptivo que os discursos mais extremados do expecto político português, representados nestas eleições.

Pasme-se, mereceu hoje o apoio nas redes sociais, de páginas ligadas ao CHEGA.

E vai Tino, dos 150 aos 300 mil…

Aguardamos.

José Pereira Lopes

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