Centro Hospitalar do Médio Tejo vacinou mais de 1200 profissionais diretamente ligados à prestação de cuidados a doentes Covid-19

Em Sociedade

O CHMT – Centro Hospitalar do Médio Tejo tinha planeado incluir, no processo normal de vacinação, profissionais essenciais ao normal funcionamento da Instituição, no dia 21. Profissionais como eletricistas, canalizadores e informáticos que prestam apoio aos diferentes tipos de manutenções, dentro das enfermarias Covid-19 e dentro da Unidade de Cuidados Intensivos Covid, refere o CHMT em resposta a um pedido de esclarecimento do Mais Ribatejo sobre as prioridades do processo de vacinação, que suscitaram dúvidas e especulações, até entre alguns profissionais do Centro Hospitalar.

Segundo o Centro Hospitalar, também no dia 21 de janeiro, o CHMT integrou ainda elementos que abastecem de medicação e material de consumo clínico essas mesmas áreas de prestação de cuidados de saúde Covid.

O CHMT sempre teve um número muito baixo de infeção em contexto hospitalar, refere o Centro Hospitalar. 

“A principal fonte de contaminação dos seus profissionais de saúde é na comunidade, na sua vida pessoal. Assim, o CHMT sempre tencionou vacinar profissionais essenciais a funções tão importantes como a tramitação administrativa dos seus doentes e assim, naturalmente, os doentes Covid“, .

Estas práticas têm sido adotadas pelos hospitais com melhor sucesso no combate à pandemia onde se inclui o CHMT, refere o esclarecimento do Centro Hospitalar em resposta a algumas críticas quanto às prioridades na vacinação.

“Quando à situação que refere, ontem, último dia de vacinação, vários profissionais previamente selecionados e que anuíram à primeira toma da vacina faltaram à vacinação e sem aviso prévio. Acresce ainda, que profissionais que fizeram a primeira toma entre os dias 29 e 31 de dezembro, entretanto, positivaram e a respetiva vacina teve de ser alocada a outros profissionais, tal como preconiza o Plano Nacional de Vacinação Covid-19”, refere o esclarecimento.

“Estando as vacinas preparadas e havendo um prazo de validade muito curto, das mesmas, e depois de se terem chamado à pressa outros profissionais, restavam 4 vacinas. Razão que explica que se tenham aproveitado essas quatro vacinas para 3 elementos do secretariado e um elemento do Conselho de Administração, sendo que duas destas pessoas têm condições clínicas e ou idade que os fazem integrar grupos de risco”, afirma o CHMT, acrescentando que “à hora a que tal ocorreu os profissionais que estavam com funções relevantes já estavam todos vacinados”.

O CHMT tem “uma altíssima percentagem de profissionais de saúde vacinados. pelo que o próximo lote de vacinas vai ser, também, afetado a outros trabalhadores que são essenciais para o normal funcionamento da Instituição. Profissionais ligados à aquisição de medicamentos ou outros bens de consumo clínico”.  

“Não esquecendo que a incidência de contágio na comunidade é enorme, também estes trabalhadores têm de ser protegidos, para não colocarem em causa as funções essenciais que executam na gestão da instituição”, salienta o Centro Hospitalar.

“Estes profissionais prestam serviços, também estes essenciais ao funcionamento do CHMT, em áreas como equipamentos e infraestruturas, gestão e acesso/tramitação de doentes, como são exemplo, técnicos de informática, canalizadores, eletricistas, dirigentes de gestão de acessos de doentes, entre outros.

“Os serviços hospitalares não se garantem sem atividades de retaguarda essenciais que permitem os recursos necessários para que médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes operacionais prestem cuidados de saúde aos doentes”, salienta o CHMT.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo “lamenta profundamente que, num momento tão difícil que estamos todos a viver, haja quem, por motivos pouco esclarecidos, projete denuncias maldosas e que revelam profunda ignorância sobre o funcionamento hospitalar”.

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