A popularidade do e-commerce durante 2020 em Portugal

Em Empresas

Há vários anos, as tendências têm nos mostrado que a população portuguesa se tornou muito mais digital e que, com isso, alguns mercados cresceram a passos gigantescos. A penetração da Internet nas residências veio para ficar e os públicos são tão diversos que podemos encontrar desde quem decide pagar seus impostos online, comprar roupas ou acessórios, até quem investe na bolsa.

Os dados sobre as mudanças evolutivas no mundo do e-commerce são cada vez mais encorajadores. Nos últimos anos não só cresceu, a tendência, mostra apenas mais aumento. Se hoje voltarmos na história, o primeiro produto vendido online foi um livro em 1995 dentro da plataforma Amazon. As últimas previsões para 2021 estimam que as vendas do comércio online chegarão a 45 trilhões de dólares. Alguém já imaginou que a partir da venda de um livro online hoje teríamos essas estatísticas? Sem dúvida, para Jeff Bezos e para os investidores que decidem comprar ações da Amazon, o futuro é muito promissor.

Um estudo elaborado pela Associação da Economia Digital, em conjunto com outras entidades, forneceu alguns números mais esclarecedores sobre o assunto durante o último trimestre do ano passado. As previsões indicavam que o crescimento do e-commerce português em 2020 rondaria os 110 milhões de euros. O cenário apresentado pela COVID-19 ao longo de 2020 forjou uma nova dinâmica no comércio eletrónico. E Portugal não foi exceção.

A pandemia mudou a forma como consumimos

O aumento nas compras online durante a pandemia da Covid-19 é uma análise quase obrigatória entre especialistas e investidores em todo o mundo. É claro que houve setores que se beneficiaram mais do que outros, pois, por exemplo, quase tudo relacionado ao turismo esteve muito quieto e seus números ainda são preocupantes.

Com o cumprimento das medidas de confinamento, aos poucos foi promovida a digitalização dos canais de consumo portugueses. Alguns itens como a entrega de comida ou alimentos em casa e a compra de aparelhos eletrônicos ou de entretenimento, apresentaram resultados inéditos (sobre tudo, se compararmos esses itens com os anos anteriores).

Os cidadãos precisavam ficar em casa e suas necessidades básicas (e outras que não o eram) foram resolvidas de forma online utilizando, principalmente, um computador ou um dispositivo móvel.

A entrega desses produtos e seu mercado correspondente (aquele das entregas feitas em domicílio) também se tornaram protagonistas no último ano. No final de 2020 e no âmbito de um evento sobre comércio eletrónico, o presidente da empresa de encomendas CTT, João Bento, indicou que “hoje mesmo apurámos os dados de ontem e, quer em Portugal como em Espanha, batemos o recorde de sempre de entrega de encomendas, em números que seríamos incapazes de imaginar há um ano”.

Outros mercados que sentiram seu desempenho ser acelerado, foram os meios digitais de pagamento. Essas novas ligações no processo de compra fornecem a tecnologia necessária para que possamos movimentar o dinheiro de nossas contas e colocá-lo nas das empresas ou portais onde queremos comprar.

Outras mudanças no comércio, introduzidas durante 2020

As empresas portuguesas deram especial atenção ao novo cenário mundial e reforçaram a sua presença na Internet. Não é difícil descobrir que muitas marcas que antes não ofereciam seus produtos ou serviços em páginas da web, hoje o fazem.

Alguns especialistas apontam que mais de 20% do total de empresas ingressaram no comércio eletrônico no último ano e que os números se devem à adesão de pequenas e médias empresas a esses canais de venda.

A experiência do usuário se tornou um fator determinante para fazer compras online. Tanto as formas de pagamento, como os meios de entrega, a veracidade das informações sobre o produto e a necessidade de uma interface intuitiva e de carregamento rápido, representam mais do que nunca alguns dos pontos que conseguiram atrair ou não seus potenciais clientes.

A dúvida de comprar online em Portugal está sendo esquecida aos poucos. Vivemos um momento muito especial da nossa história e os internautas decidiram confiar nos serviços digitais que o mundo de hoje oferece. Portugal é o terceiro país no ranking europeu (com 62%), ao aumentar a sua percentagem de compras online durante a pandemia (precedido pela Espanha em primeiro lugar com um 67% e pela Itália em segundo, com um 66%).

Para se adaptarem ao contexto, milhares de empresas portuguesas estiveram à altura das mudanças e deram uma resposta rápida para o mercado. Reação que, sem dúvida, ajudou muito a merecer aquela confiança que indicamos anteriormente em um ano, não tão simples, como 2020.

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