Município e escolas de Santarém asseguram 80 refeições para alunos mais vulneráveis

Em Educação

A Câmara de Santarém está a garantir a entrega de refeições aos alunos dos escalões A e B da Ação Social Escolar, em articulação com os agrupamentos de escolas e as juntas de freguesia do concelho.

O diretor do departamento de Educação, Cultura e Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Santarém, Carlos Coutinho, disse à Lusa que hoje começaram a ser servidas um total de 80 refeições destinadas a alunos dos ensinos pré-escolar e do primeiro ciclo do concelho, na sequência da decisão do Governo de encerrar as escolas por um período de 15 dias, uma das medidas para combater a propagação da covid-19.

Parte destas refeições estão a ser servidas nas 10 escolas que se mantêm abertas para acolherem os filhos dos funcionários de serviços essenciais – profissionais de saúde, das forças de segurança, bombeiros, funcionários de lares -, disse.

Noutras 15 escolas do concelho, os encarregados de educação dos alunos identificados pelos agrupamentos escolares podem levantar as refeições, disse, admitindo que o número possa vir a aumentar.

Em casos muito pontuais, em que comprovadamente as famílias não se podem deslocar à escola para ir buscar a refeição, esta é entregue em casa, adiantou.

Em comunicado, o município apela aos encarregados de educação dos alunos que ainda não tenham articulado com a escola a necessidade de manterem as refeições escolares para que contactem com os agrupamentos de escolas “para serem inseridos no plano de refeições em vigor”.

Num universo de 2.995 alunos (978 do pré-escolar e 2.017 do primeiro ciclo), 1.102 crianças inserem-se nos escalões A e B da Ação Social Escolar (638 no A, que inclui 134 crianças com necessidades educativas especiais, e 464 no B).

Durante o primeiro confinamento, em 2020, o número de pedidos foi inicialmente muito baixo, aumentando ao longo do tempo, tendo desta vez havido, no imediato, a identificação de um elevado número de situações. “Não é com orgulho que o dizemos. Oxalá não houvesse necessidade das famílias”, disse Carlos Coutinho, salientando que, após essa primeira experiência, os serviços estão também melhor preparados.

Carlos Coutinho afirmou que o município está também já a trabalhar com os agrupamentos de escolas na preparação do ensino à distância, estando a ser feito um levantamento sobre o estado dos computadores que foram entregues na primeira fase do confinamento.

Os cerca de 300 computadores adquiridos pelo município, bem como os ‘routers’ de acesso à Internet, estão na posse dos agrupamentos escolares, que irão fazer a sua gestão e entrega aos alunos que necessitem desses equipamentos para terem acesso às aulas ‘online’, havendo expectativa quanto ao anunciado reforço por parte do Ministério da Educação, disse.

Salientando que, na primeira fase, a adaptação ao ensino à distância se fez “muito com base no esforço das autarquias e dos agrupamentos escolares”, Carlos Coutinho lamentou que, depois de “quase um ano para se preparar” e do “conjunto de sinais” que indicavam que seria melhor regressar a este regime, o Governo não tenha tomado atempadamente as medidas que eram necessárias.

“As aulas ‘online’ não dependem das câmaras municipais, há outras variáveis para que tudo corra como programado”, afirmou, sublinhando que o município tem vindo a identificar, com os agrupamentos, aquilo que pode ser necessário para que “não haja nenhuma situação de desigualdade”, sobretudo para com alunos que se encontram em situações mais vulneráveis.

“A Câmara Municipal está muito atenta para garantir que todos tenham o mesmo acesso ao ensino não presencial”, trabalhando “de forma próxima” com os agrupamentos de escolas, disse.

O Governo anunciou, na passada quinta-feira, o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo coronavírus, período que será compensado nas férias do Carnaval ou da Páscoa, concedendo apoios aos pais de crianças até aos 12 anos que tenham de ficar em casa.

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