Presidenciais: Marcelo é o primeiro a ganhar em todos os concelhos

Em Nacional

O candidato a Presidente da República e reeleito para o cargo no domingo, Marcelo Rebelo de Sousa, ganhou a votação deste ano em todos os concelhos do país, sendo o primeiro a conseguir esse feito. Ana Gomes ficou em 2.º lugar, com mais 44 692 votos do que o candidato de extrema-direita André Ventura.

Numa altura em que estão apurados os votos nas eleições presidenciais em todo o país, Marcelo Rebelo de Sousa ganhou a votação em todos os concelhos, sendo esta a primeira vez em que um candidato presidencial consegue este resultado.

Marcelo Rebelo de Sousa, candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP, superou assim o registo de Mário Soares em 1991, ano em que o na altura recandidato a Presidente da República apenas não conseguiu vencer em nove concelhos, perdendo para Carlos Carvalhas.

À data, Carlos Carvalhas, apoiado pelo PCP, bateu o socialista Mário Soares nos concelhos de Alpiarça (distrito de Santarém), Moita (Setúbal), Mora, Avis (Portalegre) Arraiolos, Alandroal, Montemor-o-Novo (Évora), Portel e Cuba (Beja).

Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de domingo, obtendo uma percentagem de 60,76%, correspondente a 2.519.599 votos.

Segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral, Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada, com 12,93%.

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Ana Gomes é a mulher mais votada de sempre em Portugal

A diplomata Ana Gomes foi a mulher mais votada de sempre numas eleições presidenciais em Portugal, com 12,93% dos votos, e a primeira a conseguir um segundo lugar.

Ana Gomes conseguiu um segundo lugar nas eleições presidenciais de domingo, ao ser a escolha no boletim de voto de 536.236 portugueses.

A primeira mulher a candidatar-se a eleições presidenciais em Portugal foi Maria de Lourdes Pintassilgo, que, em 1986, ficou em quarto lugar com 7,38% dos votos na primeira volta as eleições, o correspondente a 418.961 votos. Nessa eleição, Mário Soares ficou em segundo na primeira volta, mas ganhou na segunda a Diogo Freitas do Amaral.

Só 30 anos depois, em 2016, voltaria a haver mulheres a concorrerem à Presidência da República Portuguesa: Marisa Matias e Maria de Belém.

Há cinco anos, Maria Matias foi a escolha de 455.691 dos eleitores portugueses, o correspondente a 10,11% e que lhe valeu um terceiro lugar na corrida a Belém.

Já Maria de Belém teve 191.466 votos (4,25%), conseguindo um quarto lugar.

Nas eleições de hoje, além de Ana Gomes, candidatou-se também Maria Matias. Nesta segunda tentativa de chegar a Presidente da República, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda obteve 163.211 votos (3,94%), ficando em quinto lugar.

 

Ana Gomes em 2.º lugar nacional com mais 44 692 votos do que André Ventura

Ana Gomes venceu André Ventura no combate pelo segundo lugar nas presidenciais, com uma distância expressiva no distrito do Porto e marginal em Setúbal.

Ana Gomes venceu André Ventura nos distritos do litoral continental, com exceção de Leiria, mas o candidato do Chega ganhou nos concelhos do interior. Quanto às ilhas, Ana Gomes conquistou o segundo lugar nos Açores, André Ventura na Madeira.

A nível nacional Ana Gomes conquistou 12,93% dos votos, mais de um ponto percentual do que o candidato da extrema-direita, André Ventura, que obteve 11,89% dos votos.

Terá sido o distrito de Setúbal o que melhor corporizou o equilíbrio do embate entre os dois candidatos, onde, com duas freguesias por apurar, tiveram apenas 600 votos a separá-los, a favor de Ana Gomes. No final, terminaram separados por menos de dois mil votos, a favor da candidata socialista que entrou na corrida com uma candidatura independente. Ana Gomes registou 13,37% e André Ventura 12,86%

Foi nos grandes distritos do território continental que Ana Gomes consolidou o segundo lugar, sobretudo no Porto, onde venceu André Ventura com quase 54 mil votos de vantagem: os 116.906 votos corresponderam a 15,58% da votação no distrito, contra os 63.194 de André Ventura que lhe garantiram um resultado de 8,42%.

Em Lisboa, Ana Gomes chegou perto dos 15% (com 14,52%), conquistando 139.629 votos, deixando André Ventura em terceiro lugar com 123.573 votos correspondentes a 12,85% da votação no distrito.

Portalegre deu a vitória mais destacada a André Ventura sobre Ana Gomes, com quase 10 pontos percentuais de diferença: o candidato da extrema-direita conquistou ali 20,04% dos votos, contra os 10,22% de Ana Gomes, que ficou em terceiro lugar.

Bragança e Santarém também marcaram diferenças percentuais elevadas entre os dois candidatos, a favor de André Ventura, no primeiro caso com quase oito pontos percentuais a separá-los e no segundo com Ana Gomes a não atingir a fasquia dos 10% e Ventura a superar os 15%.

Évora e Beja foram os distritos onde Ana Gomes perdeu para Ventura e não conseguiu segurar um terceiro lugar, entregue ao candidato comunista João Ferreira. André Ventura e Ana Gomes ficaram a mais de seis pontos percentuais de distância em ambos os distritos.

Faro também preferiu Ventura a Ana Gomes, com o primeiro a registar 16,69% dos votos, mais do que os 11,74% de Ana Gomes.

Nos Açores, onde o Chega conseguiu um resultado eleitoral favorável para as legislativas regionais e é apoio parlamentar do Governo liderado pelos sociais-democratas, Ana Gomes ganhou a André Ventura, com uma diferença inferior a 1.500 votos. Já na Madeira, a ordem dos candidatos inverteu-se, com Ventura a superar Ana Gomes por mais de dois mil votos, mas ambos com resultados inferiores a 10%.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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