Sofre de flatulência? O melhor é saber como se trata e como se previne

Em Saúde

É, no fundo, a sensação de ter uma grande quantidade de gases no trato gastrointestinal, e por três proveniências possíveis: ar engolido, produção intestinal e difusão a partir do sangue. Vamos ver como se processa a flatulência.

O ar é engolido juntamente com os alimentos. A deglutição e um grande volume de ar provoca uma sensação de saciedade, ocasionando arrotos excessivos ou a expulsão do ar pelo ânus. O hidrogénio, o metano e o anidrido carbónico são produzidos pelo metabolismo bacteriano dos alimentos no intestino, há alimentos mais sensíveis, é o caso do feijão e das couves. Pessoas com deficiência das enzimas que fragmentam certos açúcares têm também tendência para produzir grandes quantidades de gás quando ingerem alimentos que contêm esses açúcares. E não se pode esquecer que as queixas de arrotar em excesso é comum em doentes com refluxo gastroesofágico.

A flatulência provoca dor e distensão abdominal, arrotos e expulsão excessiva de gases pelo ânus. Casos há em que a quantidade excessiva de gases intestinais pode indicar uma perturbação digestiva séria. Mas, de um modo geral, a flatulência raramente é sintoma de um problema grave de saúde.

Para a tratar convenientemente, há que identificar a causa das queixas, apurar se há algum problema de saúde relacionado com o trato gastrointestinal. A base do tratamento consiste na redução da ingestão de alimentos flatulentos, competindo ao doente assumir comportamentos que irão contribuir para reduzir ou minimizar os sintomas: comer lentamente, salivando bem os alimentos; evitar o consumo de rebuçados e de pastilhas elásticas; evitar a ingestão de bebidas gaseificadas; evitar beber líquidos quando estiver deitado e evitar também deitar-se imediatamente após comer; evitar a obstipação crónica, já que esta pode facilitar a acumulação de gases intestinais; evitar o tabaco, por ser um irritante gástrico e um gerador de aerofagia.

Quando as queixas digestivas são ocasionais e muitas vezes associadas a excessos ou a intolerâncias alimentares, o recurso à indicação farmacêutica é admitido. Podem existir medidas que se sobrepõem à toma do medicamento, tem a ver com os comportamentos acima indicados. Nas situações de pequena gravidade, o farmacêutico pode recomendar um antiácido para abrandar os sintomas de azia ou de ardor, em afeções como flatulência, perturbações de digestão ou cólicas e, quando necessário, ele pode recomendar uma ida urgente ao médico. Escusado será dizer que estes problemas gástricos não ficam por aqui, pois podem envolver a toma de laxantes, antiácidos e medicamentos para aliviar a diarreia ou para tratar hemorroidas. A lista é enorme.

A conversa com o seu farmacêutico é um imperativo quando o mal-estar não abranda e quando o doente, para além da flatulência, está a tomar outros medicamentos. Nestes casos a escolha de um antiflatulento ou de outro fármaco deve adequar-se à medicação que está a tomar, para evitar interações indesejáveis. Recorra ao aconselhamento farmacêutico, explique sem reservas as manifestações que está a sofrer, só assim este profissional de saúde pode decidir pela escolha de um medicamento não sujeito a receita médica ou recomendar a ida urgente ao médico.

Mário Beja Santos

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