Mercado Municipal de Santarém: uma obra cada vez mais atrasada!

Em Opinião

As obras “extraordinárias” do Mercado Municipal (as incompreensivelmente inicialmente não previstas…) estão com  pelo menos um mês de atraso e o empreiteiro pediu a prorrogação do prazo para a conclusão até 23 de fevereiro por considerar não ter tido condições para as concluir no prazo estipulado, pedido esse que a Câmara Municipal indeferiu…

Mas qual vai ser o efeito prático desse indeferimento se a obra não está feita, nem o vai estar rapidamente?! Só se for para aplicar penalidades ao empreiteiro que não será certamente o único responsável por este atraso… Aliás o prazo para a sua conclusão já expirou no passado dia 12, há duas semanas precisamente.

Na Assembleia Municipal do passado dia 16 de dezembro o presidente da Câmara disse categoricamente que os trabalhos “imprevistos” de fundações e reforço de paredes nas obras do Mercado Municipal de Santarém (que só eram imprevistos para quem não quis ver…), que deveriam estar a decorrer desde setembro, estariam concluídos até ao final do ano passado e que as obras da requalificação seriam retomadas neste mês de janeiro e que tudo estaria pronto a inaugurar em setembro ou outubro do corrente ano (“só” um ano e tal depois do prazo para a conclusão da obra, inicialmente previsto para agosto passado…).

Será que o presidente da Câmara (já que o pelouro das obras municipais é da sua responsabilidade) só agora é que deu pelo facto, mesmo depois de recorrentemente apregoar as suas visitas às obras em curso no concelho?! Quando lá foi não o verificou?! E pior, os técnicos da Câmara, que certamente acompanham a obra, e a empresa contratada para a fiscalizar também não o alertaram para tal? Ou será que mais uma vez quer “atirar areia para os olhos” de todos nós, vereadores e deputados municipais incluídos?! 

Com todas estas demoras e atrasos, os poucos vendedores que estão provisoriamente na Casa do Campino há já cerca de ano e meio e os, em menor número ainda, que não perderam a esperança de voltar ao seu antigo lugar no Mercado, esperam e desesperam… Ainda esta semana tivemos disso testemunhos.

E entretanto, enquanto tudo isto se passa, as paredes exteriores do Mercado, as que suportam os conhecidos painéis de azulejos, continuam com os seus topos a absorver a chuva, descobertas e sem qualquer proteção,  à espera do dia em que eventualmente venham a cair…

Francisco Mendes

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