Vídeo – Moita Flores fala no programa do “Goucha” do processo de corrupção e da sua passagem pela Câmara de Santarém

Em Sociedade

O escritor e ex-presidente da Camara de Santarém foi esta segunda-feira ao programa da TVI “Goucha”, e acabou a falar da acusação de corrupção e branqueamento, pela qual vai responder no Tribunal de Santarém.

https://tvi.iol.pt/goucha/videos/francisco-moita-flores-comenta-acusacoes-de-corrupcao/600f1c700cf245b9a9763a30?fbclid=IwAR0Wh3Px-cYn6UuVE9HU9nlem010w5nQtR9kTv6HfMGZBN7qbw4a6ejajnQ

Este processo em que és arguido por corrupção e branqueamento não macula a ideia do homem isento, correto e bom?” perguntou Manuel Luís Goucha. “Maculará, durante algum tempo, porque tem sido objeto de um processo de enxovalho público muito grande”, responde Francisco Moita Flores.

Mas, deixaste-te corromper alguma vez?” pergunta Manuel Luís Goucha. “Ó Manel, por amor de Deus! Estamos a falar entre amigos.. até me esqueci que tinha aqui as câmaras…”, retorquiu Moita Flores, dispondo-se a contar a “história de tudo o que se passou”.

Segundo o ex-autarca, “um dos grandes dramas de Santarém é que as suas elites não estão muito motivadas para a política, não temos gente com valor motivada para a política”. Recorda que “entre aqueles que me apoiaram eram de facto muito maus. Tive de por na vereação da Câmara um advogado apagado, sem nenhuma carreira, sem nenhum futuro, um jovem… E um que era contabilista, na altura ganhava 700 ou 800 euros… Putos que a vida nunca lhes sorriu… E quando cheguei dei-lhes palco, fi-los sentirem-se respeitáveis, a aparecerem na televisão, coisa que para esta gente da política local é muito importante”.

“E quando cheguei ao fim dos 7 anos, decidi sair, e entreguei a esse contabilista a minha presidência que eu tinha ganho e entreguei-lhe tudo o que tinha em mãos e vim-me embora. Ele e esse advogado, que é o guru dele, ele um pobre diabo que faz o que lhe mandam os gurus…”, adianta o ex-autarca.

Segundo Moita Flores, “dois anos e meio depois de sair da Câmara, começam a aparecer processos contra mim, as coisas mais idiotas que podes imaginar… Coisas que consegui resolver, algumas delas por telefone, como a estátua do S. Francisco… Outras foram processos-crime, já arquivados. Este é outro que vai acabar como os outros”.

Mas este processo fala em luvas de 300 mil euros…” interpõe Goucha. Ao que Moita Flores diz que “isso é um filme que não tenho nada a ver com ele e que faz com que eu continue a ser perseguido… Eles quiseram matar o pai e por isso fizeram estas maldades todas”, adianta o ex-presidente,

Moita Flores admite: “gostei de ser autarca, mas estes caciques locais são autênticos canalhas que habitam a política e transformam a política na putrefação que nós vemos e ainda ontem vimos”.

O que é que a vida te ensinou?” pergunta Manuel Luís Goucha. “A ter calma e paciência para perdoar a estes trastes e trastes iguais a estes. A vida é muito mais do que estas mediocridades…”, afirma Moita Flores.

Como lidas com uma suspeição como esta?” pergunta Goucha. “Custa-me, mas coexisto com ela com indiferença. Aquilo não é para me atingir criminalmente, é para atingir a minha honorabilidade. Já tenho 67 anos, um passado demasiado grande para ser castigado por estes dois miseráveis. Portanto, vamos com calma. A verdade virá aí um dia destes…”, conclui o ex-autarca.

Leave a Reply