Câmara aprova voto de pesar pelo falecimento de José Diniz

Em Sociedade

A Câmara de Abrantes aprovou ontem, dia 26 de janeiro, um voto de pesar pelo falecimento de José Diniz, figura incontornável da sociedade abrantina, homem da cultura, figura carismática que foi dinamizador da biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian durante mais de 30 anos, na segunda metade do século XX,

José Joaquim César da Cruz Diniz, nasceu na freguesia de S. João, em Abrantes, em 17 de setembro de 1933 e faleceu a 11 de janeiro de 2021, em Coimbra, com 87 anos.

O voto de pesar recorda que no exercício das funções, trabalhou e conviveu com figuras máximas da intelectualidade portuguesa como Branquinho da Fonseca, António Quadros, Alexandre O’Neill ou Herberto Hélder.

Para além do amor que nutria à sua terra, facto sublinhado pelo Presidente da Câmara, a mensagem destaca a importância da sua atividade na Biblioteca Itinerante nº 32, a partir de 1963, que o tornou uma figura de referência nos concelhos de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Ponte de Sor, Gavião e, mais tarde, Constância, para sucessivas gerações de leitores. Alguns são hoje notáveis portugueses, como José Luís Peixoto, de Galveias (Ponte de Sor) e nascido em Abrantes, que afirma ser escritor devido à sua influência.

Manuel Jorge Valamatos anunciou que, por iniciativa de um grupo de cidadãos, a Câmara acolheu um conjunto de propostas que levarão a uma homenagem a realizar quando a situação pandémica o permitir, tendo adiantado que será atribuído o nome de José Diniz à biblioteca itinerante de Abrantes – BIA.

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