Prémio Literário do Médio Tejo distingue três obras de autores da região

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Os vencedores da 3ª edição do Prémio Literário do Médio Tejo foram revelados esta sexta-feira, 29 de janeiro, num evento online, devido às limitações criadas pela pandemia de covid-19. O prémio de Romance foi atribuído à obra “A esquina do tempo”, de Jorge Fazenda; na categoria de Poesia foi distinguida “Bendita Sejas”, de Sónia Vieira Pereira; e na Não-ficção foi premiada a obra “Liceu de Abrantes – 50 anos de uma escola para todos”, de Joaquim Candeias da Silva e José Martinho Gaspar.

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Os vencedores recebem um prémio monetário de 500 euros e as suas obras são editadas pela Médio Tejo Edições / Origami Livros, com distribuição nacional e lançamento na Feira do Livro de Lisboa, anunciou a editora com sede em Abrantes.

O Prémio Literário do Médio Tejo, uma iniciativa da Médio Tejo Edições realizada com o apoio do TorreShopping e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, visa promover talentos regionais e, nesse sentido, distingue obras de autores naturais ou descendentes de famílias de um dos 13 concelhos do Médio Tejo, ou residir na região há mais de um ano, tal como especifica o regulamento deste concurso.

As obras a concurso foram avaliadas por um júri presidido por António Matias Coelho, historiador e presidente da Associação Casa-Memória de Camões, em Constância, e que integra ainda a diretora da Biblioteca Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, Margarida Teodora Trindade, e a diretora editorial da Médio Tejo Edições, a jornalista Patrícia Fonseca.

O prémio de romance foi atribuído à obra “A esquina do tempo”, de Jorge Fazenda, na categoria de Poesia foi distinguida “Bendita Sejas”, de Sónia Vieira Pereira, e na Não-ficção foi premiada a obra “Liceu de Abrantes – 50 anos de uma escola para todos”, de Joaquim Candeias da Silva e José Martinho Gaspar.

Segundo a editora, o Prémio Literário do Médio Tejo, que conta com o apoio do TorreShopping e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, visa promover talentos regionais, tendo os trabalhos a concurso de ser inéditos.

Jorge Fazenda já havia recebido uma menção honrosa na primeira edição do prémio, tendo o júri distinguido a “escrita elegante, limpa e séria, mas com notas de um humor subtil e até um certo tom divertido que, a espaços, rompe com a gravidade da narrativa”, presente em “A Esquina do Tempo”.

Sobre a obra “Bendita Sejas”, de Sónia Vieira Pereira, o júri destaca a “poesia cristalina, melodiosa”, enquanto a obra de dois historiadores abrantinos, Joaquim Candeias da Silva e José Martinho Gaspar, sobre a história de 50 anos do Liceu de Abrantes, é considerada “um documento sólido, bem estruturado”, e um contributo “essencial para a história da cidade e de todos os que frequentaram este estabelecimento de ensino ao longo de várias décadas”.

A Médio Tejo Edições anunciou a abertura das candidaturas para a 4.ª edição do Prémio, “único na região”, frisando que, ”apesar de todas as dificuldades adicionais criadas pela pandemia da covid-19, é imperativo manter viva a cultura e criar espaço para celebrar o talento” dos autores da região.

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