Autárquicas – Novidades esperam-se!…

Em Opinião

As eleições autárquicas estão à porta! Em setembro ou outubro aí vão estar – faltam oito meses, mais coisa, menos coisa.

Parecer-me-ia bem que, a esta distância temporal já não grande – e mais ainda em face da necessidade que os municípes eleitores do concelho de Santarém (de outros concelhos também certamente) têm de equacionar os possíveis cenários de mudança ou de continuar com mais do mesmo -, estivessem já apresentados, pelo menos pelos partidos políticos representados na Assembleia Municipal, quem serão os primeiros candidatos à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal e também para pelo menos algumas Assembleias de Freguesia, de que resultam as respetivas Juntas.

Irei mesmo mais longe, poderíamos e deveríamos já conhecer também os candidatos à Câmara Municipal na prática elegíveis por cada força política, para que se pudesse começar a fazer luz sobre os objetivos de ação para Santarém de cada força política numa altura em que o nosso concelho e a nossa cidade em particular, vivem a necessidade de ter dirigentes capazes de implementar definições estratégicas e orientações que venham ainda a tempo de nos recuperar como concelho a figurar no mapa de Portugal e que nos tire do angustiante marasmo do “vamos (des)andando” que temos vivido nos últimos já largos anos…

Mas, infelizmente na minha opinião – talvez exagere por gostar de ver as questões importantes orientadas e definidas atempadamente -, só temos ainda como certa a indicação do candidato à presidência da Câmara Municipal e do primeiro candidato à Assembleia Municipal por parte do Partido Socialista e a quase certa recandidatura ao lugar de Presidente de Câmara pelo PSD, anunciada pelo próprio suposto candidato e atual presidente há alguns meses e ainda mesmo antes de ter sido reeleito presidente da concelhia de Santarém do seu partido e por isso de alguma forma legitimado para tal. 

Para além destes, não se vislumbram novidades pela parte do Bloco de Esquerda (apesar de bem ativo com propostas a nível de Assembleia Municipal, mesmo que algumas delas pouco pragmáticas e que pareçam mais para marcar posição e agenda), nem pela parte da CDU (que permanece aparentemente há muito adormecida). Também os emergentes novos partidos não dão grande sinal de si com vista às autárquicas já pouco distantes. Candidaturas de grupos de cidadãos eleitores (as incorretamente comummente chamadas candidaturas independentes) com consistência também não me parece que venham a ser uma realidade, mesmo que haja intenção de levar adiante um projeto há dias anunciado, o que não deixa de ter o seu mérito.

Mas ainda mais do que os nomes a candidatar, a que sem sombra de dúvida os eleitores, para o bem e para o mal, dão predominância na altura do voto, há que começar a apresentar ideias. Os tradicionais programas que as forças politícas sempre divulgam, mas muitas vezes um pouco descuradamente por julgarem saber que ninguém ou poucos os leem e que não são determinantes na altura de pôr a cruz no boletim de voto, devem e têm de passar a ser mais cuidados, divulgados, discutidos e considerados.

É que desta vez (e infelizmente pelo motivo que a isso leva…) vai ser mais difícil conquistar simpatias e votos exclusivamente à custa da proximidade dos comes e bebes e da comparência nos casamentos e funerais que, não deixando de ser importantes, não podem dispensar a defesa de ideias concretas e implementáveis com vista ao desenvolvimento estratégico e estruturado. Santarém precisa como de “pão para a boca” de quem saiba fazer, mais do que parecer.

A ver vamos… esperança não pode faltar!

Francisco Mendes

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