Proteção Civil prevê inundações nas zonas ribeirinhas do rio Tejo

Em Região

Face à previsão de subida dos caudais do rio Tejo, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém prevê o alagamento das zonas ribeirinhas.
Pela informação disponível, o SMPCS – Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém prevê um aumento dos caudais debitados pelas barragens, o que potencialmente contribuirá para um aumento dos níveis registados no rio Tejo.
Atendendo ainda aos avisos meteorológicos e Estado de Alerta Especial para precipitação para o distrito de Santarém e para os restantes distritos do país, é expectável um agravamento dos caudais com consequente influência na previsão anterior.

Em função das condições meteorológicas presentes e previstas, o SMPCS não prevê que o Rio Tejo, transvase as suas margens, mantendo-se dentro do leito. Prevê, no entanto, que as zonas que se situam dentro desse leito, e que são normalmente utilizadas como zonas agrícolas e de pastagem, possam ser afetadas. Assim, o aumento dos caudais no Rio Tejo vai ter potencial impacto nas zonas ribeirinhas.


Medidas de Auto-Proteção

O SMPC recomenda à população a tomada das medidas necessárias de precaução e especial atenção, às possíveis consequências de cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios:
• O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir, significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias. Outros condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal (como consequência de áreas ardidas) assim como a diminuição da capacidade de vazão das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são fatores associados às inundações por cheias.

Neste contexto, o SMPC recomenda a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
As populações devem retirar “das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens”, e a levarem os animais “para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis“;
✓ É recomendado “não atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”;
✓ Deve manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos agentes de Proteção Civil, “desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens“.
✓ Desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento;
✓ Limpeza de linhas de água assoreadas;
✓ Limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água;
✓ Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso, localizados nas proximidades das linhas de água;
✓ Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas localizadas nas margens das linhas de água;
✓ Recolha ou trituração dos resíduos de atividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água;
✓ Verificação (e eventual reparação) de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;
✓ Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;
✓ Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, etc.).

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém afirma que está a acompanhar a evolução da subida dos níveis da água no concelho em articulação com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, Agência Portuguesa do Ambiente, Infraestruturas de Portugal, e agentes de Proteção Civil Municipal, e emitirá outros comunicados, que o Mais Ribatejo aqui irá noticiar, sempre que tal se revele necessário.

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