Vereador da Proteção Civil de Torres Novas abandona pelouro depois de tomar vacina sobrante

Em Região

A Concelhia do PS e o presidente da Câmara de Torres Novas juntaram-se ao coro de críticas ao vereador Carlos Ramos que tomou uma dose de vacina sobrante na vacinação de idosos num lar do concelho. Uma polémica que levou já o vereador do PS a abandonar o pelouro da Proteção Civil .

O caso do vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara de Torres Novas, que tomou uma vacina “sobrante numa instituição onde todas as pessoas foram vacinadas”, foi objeto de análise da Concelhia do Partido Socialista de Torres Novas, que considera que a vacina “deveria ter sido aplicada noutra pessoa de maior risco de saúde e dentro das prioridades oficiais”.

Em comunicado, a Comissão Política do PS de Torres Novas “manifesta a sua total discordância com esta atitude do vereador com o pelouro da Proteção Civil”, considerando que “violou princípios, apesar da ausência de normas oficiais para as vacinas sobrantes à data da tomada da mesma”.

O comunicado da Concelhia é subscrito pelo presidente da comissão política, Luís Silva, e também pelo presidente da Câmara Municipal de Torres.

A Concelhia do PS refere que o vereador “reconheceu o erro de avaliação da circunstância e voluntariamente entregou o seu pelouro da Proteção Civil ao presidente da Câmara”.

Já quanto à continuação de Carlos Ramos como vereador da Câmara, a Concelhia do PS recorda que juridicamente a manutenção do mandato autárquico de cada vereador não depende do presidente da Câmara, nem de qualquer outro órgão autárquico, mas apenas do respetivo titular eleito.

Para já, o presidente da Câmara aceitou a renúncia de Carlos Ramos ao pelouro da proteção civil, mas mantem os restantes pelouros, assim como e o estatuto de vereador a tempo inteiro.

PSD defende retirada de todos os pelouros ao vereador

Por seu lado, a Concelhia do PSD de Torres Novas considera que “perante os esclarecimentos vindos a público, que, desde logo pecam por tardios, não foram retiradas as devidas conclusões políticas desta atitude do vereador, com a qual o PS, e citamos, “manifestou a sua total discordância”, entendendo “que a mesma violou princípios éticos”.

Face ao exposto, entende a comissão política do PSD de Torres Novas que “o teor destas declarações isolam de forma inequívoca o vereador Carlos Ramos no seio do partido e dentro do executivo municipal”.

Para o PSD, “a mera renúncia ao pelouro da proteção civil não é suficiente”. Os social-democratas de torrejanos afirmam que “à semelhança, aliás do sucedido em casos análogos noutros pontos do país, consideramos que a única saída possível para esta situação era a de um pedido de demissão do cargo de vereador. Não tendo a mesma sucedido, deveria de imediato o executivo municipal, sobre proposta do presidente retirar todos os pelouros ao vereador, passando o mesmo ao regime de não permanência”.

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