Queixas meses após infeção por Covid-19 preocupam médicos

Em Saúde

Preocupados com os problemas de saúde que surgem após a infeção por COVID-19, os médicos especialistas do Hospital CUF Santarém alertam para a necessidade de avaliação médica precoce e acompanhamento das pessoas que estiveram infetadas e que já estão sem risco de contágio.

Algumas pessoas infectadas com o vírus COVID-19 mantêm-se sintomáticas 4 semanas após terem contraído a infeção e existem casos em que a sensação de se estar doente pode durar mais do que 12 semanas. Entre as queixas está a fadiga extrema, a tosse, a falta de ar, dores no peito, dores de cabeça, dores musculares, dificuldades de memória e persistência da ausência de cheiro ou paladar. Mesmo as pessoas com formas menos graves de doença podem experimentar queixas arrastadas”, alerta Filipa Miguel, especialista em Medicina Geral e Familiar no Hospital CUF Santarém, que acrescenta: “ao longo destes meses torna-se cada vez mais evidente que os doentes que recuperam da COVID-19 tendem a precisar de cuidados de saúde”.

A altura ideal para avaliação de potenciais impactos e necessidades de tratamento ou reabilitação é entre as 6 a 8 semanas após a infeção aguda. Através da avaliação médica pode ser identificada a necessidade de realizar exames complementares de diagnóstico, cujos resultados podem levar à necessidade de avaliação multidisciplinar, motivando, por exemplo, a referenciação para consulta de pneumologia, cardiologia, otorrinolaringologia, psiquiatria ou de neurologia.

Atendendo a esta necessidade de avaliação e acompanhamento, a CUF acaba de disponibilizar a Consulta Pós COVID-19, em várias unidades de norte a sul do país – entre as quais o Hospital CUF Santarém. O objetivo desta consulta, que pode ser feita presencialmente ou por teleconsulta, é identificar, de forma precoce, se estão presentes sequelas que podem ser alvo de reabilitação para conseguir uma recuperação total, qualquer que tenha sido a intensidade da doença apresentada inicialmente.

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