Inspeção-Geral abre três processos de fiscalização a irregularidades na vacinação numa Misericórdia e dois grupos de saúde privados

Em Nacional

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou três processos de fiscalização para analisar irregularidades detetadas na inspeção ao processo de vacinação contra a covid-19, anunciou hoje a entidade mandatada pela ‘taskforce’ para investigar eventuais desvios nos procedimentos.

A IGAS adiantou, em comunicado, que os processos abrangem um hospital gerido por uma misericórdia e dois grupos empresariais privados que gerem, conjuntamente, 25 entidades hospitalares, acrescentando que as diligências surgiram após “evidências de 84 entidades”, através da recolha de declarações de 205 pessoas (com a realização de 86 entrevistas) e a análise de cerca de 400 documentos”.

A IGAS sublinhou ainda que “não tem competências para aplicar sanções de natureza disciplinar aos trabalhadores e dirigentes” das unidades hospitalares, pelo que os relatórios dos processos de fiscalização serão enviados ao Ministério Público, caso existam indícios criminais, bem como à Entidade Reguladora da Saúde e ao Ministério da Saúde.

Recorde-se que o Ministério Público já instaurou 33 inquéritos relacionados com irregularidades na vacinação contra a covid-19, entre os quais a IPSS de Castelo Branco, Farminhão, Resende e Trancoso e a responsáveis autárquicos de Lisboa, Portimão e Reguengos de Monsaraz.

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