Etiqueta energética regressa à escala A-G, sem as confusas classes “+”

Em Empresas

A partir de 1 de Março de 2021, as etiquetas energéticas das máquinas de lavar roupa, lavar e secar roupa, lavar louça, frigoríficos, congeladores, aparelhos de armazenagem de vinhos e televisores (foi alargada também aos monitores), à venda nas lojas físicas e online, vão regressar à escala original de A-G, com um novo design e pictogramas, e um código QR com acesso à base de dados da União Europeia (UE).

etiqueta nova

O porquê da mudança

Após uma longa batalha, que a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza sempre defendeu, a etiqueta energética vai finalmente regressar à escala original A-G e os produtos comercializados vão ser reescalonados, beneficiando os consumidores e a evolução tecnológica. De facto, a Comissão Europeia estima que as etiquetas energéticas possibilitem uma poupança média anual de 285€ às famílias.

A antiga escala compreendida entre as classes A+++ e G deixou de ser eficaz, dado que a maioria dos produtos no mercado já se encontrava nas três primeiras classes e a classe A+ era já a menos eficiente para a maioria dos modelos. Por outro lado, a antiga etiqueta não era de simples leitura, na medida em que dificilmente os consumidores percebiam a diferença de poupança entre as três classes superiores A+++, A++ e A+, alguns pictogramas e informações não eram claros, e, pelos motivos anteriores, os fabricantes eram menos propensos a inovar.

Principais mudanças

Em termos de design, as novas etiquetas são menos coloridas, seccionadas com base nas informações que apresentam, contendo pictogramas melhorados e outros novos. Quanto ao conteúdo informativo, as principais alterações são o regresso à escala A-G para classificar a eficiência energética dos produtos; a introdução da nova escala A-D para classificar o nível de ruído; o código QR que, através da leitura pelo smartphone, permite o acesso à base de dados da UE que contém informações adicionais sobre o produto; a indicação do consumo de água por ciclo de lavagem; a indicação do número de ciclos ou horas usadas para o cálculo do consumo de energia; e a duração do programa Eco.

Pela primeira vez, os monitores e os ecrãs luminosos passam a estar sujeitos à etiquetagem energética, bem como os aparelhos de refrigeração com função de venda direta (uso não doméstico).

Paralelamente, também entram em vigor, para as categorias de produtos acima referidas, requisitos sobre a eficiência na utilização de recursos e reparabilidade, como por exemplo, disponibilidade de peças sobresselentes e acesso às instruções de reparação. A Quercus é a favor de que informações sobre a reparabilidade e incorporação de materiais reciclados, por exemplo, passem a constar na etiqueta energética.

Fase de transição

Nas lojas físicas e online, os produtos à venda têm que exibir as novas etiquetas, havendo um prazo de 14 dias úteis para a substituição das antigas.

Com a chegada da nova etiqueta, não se encontrarão nas lojas modelos de classe A nem sequer, em algumas categorias de produto, de classe B, para dar espaço à inovação tecnológica, e evitar que as classes mais eficientes fiquem saturadas rapidamente após a entrada em vigor das novas etiquetas.

E daqui para a frente?

A vez das lâmpadas e das luminárias (estas últimas sujeitas a etiqueta pela primeira vez) serem abrangidas chegará ainda este ano, a 1 de Setembro 2021. Porém, para certas categorias de produtos, o reescalonamento da etiqueta poderá só acontecer em 2030 e, para outras, a etiqueta energética ainda é uma miragem, devido a constantes adiamentos que segundo a Quercus não favorecem a economia, a clarificação e a carteira dos consumidores e muito menos o ambiente. Numa altura em que a Europa parece empenhada em assumir ambiciosos compromissos climáticos, esta devia ser também uma prioridade.

Topten.pt – O portal da eficiência energética

Para continuar a orientar os consumidores para os aparelhos mais eficientes à venda no mercado nacional, em breve as categorias de produtos que passarão a partir de Março a ser abrangidas pela nova etiqueta estarão atualizadas no portal com os novos dados disponíveis.

Mais informações:

Etiquetas energéticas renovadas e reescalonadas em Março 2021

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