Ex-deputada do CDS Patrícia Fonseca na Casa Civil do Presidente Marcelo

Em Sociedade

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa remodelou a sua equipa na Casa Civil, e entre os novos nomes conta-se o de Patrícia Fonseca, antiga secretária-geral e técnica da Associação dos Agricultores do Ribatejo e ex-deputada do CDS-PP eleita pelo distrito de Santarém.

Segundo o Expresso, Bernardo Pires de Lima vai ser o responsável na nova equipa do Presidente da República pela área política. O Presidente Marcelo introduz diversas inovações na sua equipa. A sua Casa Civil passa a incluir 62% de mulheres e 38% de homens. A idade média baixou de 51 para 46 anos. E passa a contar com duas mulheres de origem africana: Djaimilia Pereira de Almeida, uma escritora portuguesa nascida em Angola, que foi escolhida para consultora para os temas da Integração e Inclusão Social, e Patrícia Pereira, uma major da GNR, que irá integrar a Casa Militar do Presidente.

Entre os novos nomes estão ainda Maria José Policarpo, que integrou o gabinete do ex-ministro do PSD Luís Filipe Pereira quando este presidiu ao Conselho Económico e Social; a atual presidente do Conselho Nacional da Juventude, Rita Saias; a atual embaixadora de Portugal em Moçambique, Amélia Paiva, que vai dirigir a Assessoria Diplomática; a ainda a astrobióloga Zita Martins e a médica Isabel Aldir, diretora do Programa Nacional contra o VIH e a Tuberculose, que olharão pela Ciência, e duas antigas deputadas de direita, Inês Domingos, do PSD, e Patrícia Fonseca, do CDS.

Patrícia Fonseca, de 48 anos, eng. agrónoma, residente em Santarém, foi técnica e secretária-geral da Associação dos Agricultores do Ribatejo, assistente convidada da Escola Superior Agrária de Santarém, adjunta da ministra da Agricutura Assunção Cristas e deputada do CDS-PP eleita pelo distrito de Santarém.

Da atual equipa presidencial transitam para o segundo mandato Fernando Frutuoso de Melo, que chefiou a Casa Civil do PR desde o início. E também os assessores Isabel Alçada (Educação), Pedro Mexia (Cultura), Maria João Ruela (Assuntos Sociais), Helder Reis (Assuntos Financeiros e Orçamentais), Gonçalo Matias e Ricardo Camossa (Assuntos Jurídicos) e Nuno Sampaio (Assuntos Políticos). A assessoria de imprensa muda de registo e, com a saída de Paulo Magalhães, deixa de contar com jornalistas, mantendo-se Ricardo Branco e Duarte Vaz Pinto. Para chefe da Casa Militar (CCM), Marcelo Rebelo de Sousa escolheu o vice-almirante Luís Carlos de Sousa Pereira. Depois de ter tido um CCM da Força Aérea e um do Exército, será agora a vez da Armada, o que faz de Marcelo o único Presidente da República que entregou o cargo aos três ramos das Forças Armadas. Novidade na orgânica é o facto de o PR deixar de ter assessores e todos passarem a consultores. Menos de metade integrarão os quadros como funcionários do Estado.

Neste segundo mandato, o Presidente definiu como grande objetivo o “desenvolvimento sustentável do país”, e a sua Casa Civil passará a funcionar agrupada por três grandes áreas: Desenvolvimento Institucional Sustentável, Desenvolvimento Humano e Social Sustentável e Desenvolvimento Económico Sustentável. Será a partir destes eixos que Marcelo se propõe dar “cobertura reforçada a várias temáticas” nacionais. A primeira será a “luta contra a pandemia”, a “luta contra a crise” e o Plano de Recuperação e Resiliência. Mas também constam da lista a “luta contra a corrupção, a igualdade de oportunidades e não discriminação, a integração e inclusão sociais, o investimento e empreendedorismo, a ciência e inovação, o diálogo intergeracional, o digital, o clima e o ambiente, os recursos hídricos e marítimos e a economia verde

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