Nova casa mortuária em S. Pedro – “Uma solução ao arrepio dos interesses dos escalabitanos”

Em Região

A AMSIC – Associação Mais Santarém Intervenção Cívica manifesta a sua “indignação com a assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal e a Diocese de Santarém (representada pela Paróquia do Divino Salvador), sobre a construção da Casa Mortuária em S. Pedro”.

Invocando o direito que lhe assiste como associação de intervenção cívica, a AMSIC afirma em comunicado que o protocolo contratualiza “atos e compromissos que lesam os legítimos interesses e aspirações dos munícipes sem qualquer razão aparente, que não seja a de resolver um problema da Diocese e que não diz respeito aos escalabitanos e que é o da reconstrução da igreja de S. Pedro, utilizando o pretexto de, também ser lá construída a Casa Mortuária“.

Diz o contrato que, a troco do pagamento pela Câmara Municipal de Santarém de 300 mil euros, a Diocese se obriga a construir, no prazo de dois anos, a Casa Mortuária junto da capela de S. Pedro, entrando a Igreja com 100 mil euros para a sua reconstrução. Diz também que ficará a cargo da Diocese a sua gestão durante cinquenta anos, procurando aplicar preços justos aos respetivos serviços. Em contrapartida a Diocese obriga-se a disponibilizar a Igreja da Piedade como Casa Mortuária, enquanto durarem as obras em S. Pedro e enquanto não puder voltar à sua atual localização.

Não se compreende como pode a Câmara Municipal comprometer-se com a construção de uma Casa Mortuária, distante do cemitério mais de 4 Km, quando adquiriu, em fevereiro de 2020, um terreno com 7300 m2 a menos de 100m do cemitério (perto do Crematório), onde podem ser construídas as casas mortuárias e ainda sobrar muito espaço para estacionamento“, refere a AMSIC.

A associação sublinha que a Câmara também tem em seu poder um projeto, oferecido pelo Arq. Carlos Guedes de Amorim, que previa a construção das casas mortuárias noutro terreno camarário contíguo ao Cemitério.

“A Câmara opta por uma solução que apenas indo ao encontro dos interesses da Diocese, vai contra as expectativas e os interesses dos munícipes“, refere a Associação Mais Santarém-Intervenção Cívica.

Os cortejos fúnebres terão que percorrer uma enorme distância num trajeto cheio de obstáculos, atravessando o centro da cidade, quando poderia já estar a iniciar o processo para a utilização do terreno já na posse do Município e cujas obras poderiam estar prontas em dois anos“, afirma a AMSIC, considerando que “entretanto poderia, na mesma, utilizar-se a Igreja da Piedade, ou outra, que fosse acordada com a Diocese ou outra instituição, por exemplo a Santa Casa da Misericórdia…”

Leave a Reply