Prisão preventiva para os três detidos na plantação de canábis de Coruche

Em Sociedade

O três homens detidos pela GNR de Coruche por estarem implicados na grande plantação de canábis desmantelada esta semana, foram presentes ao Tribunal Judicial de Santarém hoje, dia 11 de março, e o juiz decidiu aplicar-lhes a medida de coação de prisão preventiva.

Os três homens foram detidos na operação da GNR que permitiu desmantelar uma plantação de canábis de grande dimensão no concelho de Coruche, em Santarém, numa operação que envolveu cerca de meia centena de militares.

Os detidos, com idades entre os 30 e os 37 anos, foram ouvidos hoje em primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal do Tribunal Judicial de Santarém, tendo sido decretada a medida de coação mais gravosa, disse à Lusa fonte da GNR.

O comandante do destacamento territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Coruche (distrito de Santarém), Diogo Oliveira, disse na quarta-feira à Lusa que a plantação e laboratório desmantelados numa propriedade revelavam “capacidade de organização” e “elevado conhecimento técnico” dos três homens que foram detidos.

A operação surgiu na sequência de uma fiscalização ao cumprimento das regras decretadas devido à pandemia da covid-19, realizada na sexta-feira à noite.

Os militares “abordaram uma viatura que estava num local ermo, na qual se encontravam os três indivíduos que foram detidos, sem qualquer documentação e em violação da obrigação geral de recolhimento”, disse.

Acompanhados até à propriedade, os homens mostraram a documentação para serem elaborados os autos de contraordenação e, enquanto se encontravam na propriedade, os militares, “além do forte odor a canábis, aperceberam-se de mais alguns indícios de que ali estaria localizado, pelo menos, um depósito ou uma instalação para a produção de canábis”, disse.

“Destaca-se, sobretudo, a capacidade de organização e o elevado conhecimento técnico destes indivíduos, que tinham, dentro do anexo, as áreas bem definidas e cada área tinha um propósito na cadeia de produção, desde plantação, germinação, maturação da planta e depois acondicionamento e transporte para venda ao consumidor”, disse.

Além dos três detidos, na operação, realizada na terça-feira no âmbito de um mandado de busca e apreensão, foi desmantelado o laboratório de produção de canábis, dentro do qual se encontrava, além de “material relacionado com a prática do ilícito em elevada quantidade, 459 plantas de canábis, em vários estádios de maturação, e cerca de 37.575 doses de canábis pronta para ser transportada e vendida ao consumidor”.

Além desse material, foram ainda apreendidas quatro viaturas e algum numerário em moeda estrangeira, disse, adiantando que os detidos são cidadãos europeus, não sendo conhecidos antecedentes criminais “nem nenhuma atividade profissional que esteja legalizada”.

A operação foi desenvolvida pelo Comando Territorial de Santarém, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Coruche.

A ação contou ainda com o reforço da estrutura de investigação criminal do Comando Territorial de Santarém, do Destacamento Intervenção (DI) de Santarém e da Companhia de Transportes da Secretaria Geral da Guarda.

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