Pré-aviso de greve – Sindicato dos Bombeiros Sapadores responde à vice-presidente da Câmara de Santarém

Em Sociedade

O SNBS – Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores contesta as declarações ao Mais Ribatejo da Câmara Municipal de Santarém pela voz da Vice-presidente Inês Barroso, em carta enviada à nossa redação.
«Quando a Drª. Inês Barroso diz que a CMS não está a cometer nenhuma ilegalidade aos direitos dos trabalhadores, no entender do SNBS, tal afirmação não corresponde à verdade, pois a Lei é clara e diz, “que um trabalhador quando está de férias e no seu subsidio de férias tem direito à retribuição Base e outras prestações retributivas que sejam contrapartida do modo especifico da execução do trabalho“, algo que atualmente não acontece, mas que até meados de 2020 acontecia em parte», refere o Sindicato.

Os dirigentes do SNBS Ricardo Cunha e Jorge Santos

Câmara há sete meses à espera de um parecer

«Afirma ainda a Drª. Inês Barroso, que se encontra a aguardar um parecer da CCDR-LVT», prossegue o SNBS, salientando que «A verdade dos factos, é que em Agosto de 2020, e imediatamente após uma reunião entre este Sindicato e aquele Município, o SNBS entregou à CMS, fundamentação jurídica sobre o que se reivindicava, sendo que nessa altura a Drª Inês Barroso nos informou que iria solicitar pareceres a entidades externas para que depois se pudesse pronunciar. De modo a que o assunto não caísse em “saco roto”, pois nunca este Sindicato o iria permitir, foram efetuados vários contatos com a Drª Inês Barroso a questionar sobre respostas ao assunto, recebendo sempre como argumento, que ainda se aguardavam os pareces externos».

Segundo o Sindicato, «chegados a Março de 2021 e após grande insistência deste Sindicato, reunimos com a CMS, onde somos informados pela Drª. Inês Barroso, que a Autarquia iria dias mais tarde pedir um parecer à CCDR-LVT, situação no mínimo lamentável, comprovando-se assim, que a CMS esteve 7 meses a ganhar tempo, faltando ao respeito e consideração tanto do SNBS, como aos Bombeiros Sapadores”.

Sindicato pediu arbitragem independente, recusada pela Câmara

«Não obstante esta indelicadeza por parte da Autarquia, o SNBS ainda sugeriu, que o parecer fosse emitido por um Tribunal Administrativo Arbitral, que é uma entidade ISENTA, que toma decisões mais céleres e de cariz vinculativo”, afirma o Sindicato, salientando que «tal sugestão, foi lamentavelmente recusada pela CMS, comprovando-se mais uma vez, que não existe por parte da CMS, a mínima intenção de resolver cordialmente esta situação, ignorando desta forma os Bombeiros Sapadores, que tantas vezes abdicam da sua vida pessoal e do seu descanso, em prol do socorro aos munícipes de Santarém».
Após este cenário, «o SNBS solicitou nova reunião, agora com a presença do Sr. Presidente da Câmara, na esperança de que o Sr. Presidente pudesse resolver este diferendo, de forma a que ambas as partes ficassem satisfeitas, sendo aliás, alternativa sugerida pela Drª. Inês Barroso no início da nossa última reunião». Só que, adianta o Sindicato, «tal é a nossa surpresa, quando esta solicitação à presença do Sr. Presidente na reunião, deixa a Drª Inês Barroso muito ofendida com o SNBS, esquecendo-se quiçá, que foi a própria a dar-nos esta alternativa. Não entendemos o porquê do desagrado à solicitação, sendo que o SNBS não falta, nem nunca faltou ao respeito de qualquer Autarca, todavia o contrário não poderemos dizer o mesmo».

Também o Presidente da Câmara virou as costas aos Bombeiros Sapadores


«Lamentavelmente a resposta que o Sr. Presidente da Câmara nos deu, foi a de recusar nova reunião, até que os pareceres (que supostamente tinham sido pedidos, mas que afinal não foram), fossem entregues ao Município, mostrando também que o próprio Presidente virou as costas aos Bombeiros Sapadores”, adianta o SNBS.
O Sindicato sublinha que «relativamente à proposta que o SNBS fez à CMS, nada tem de ilegal, aliás é atualmente praticada em vários Municípios do País, e apesar de não ser perfeita, seria o mínimo aceitável para se desconvocar a greve».
Os Bombeiros Sapadores «exigem no mínimo os seus direitos e reconhecimento, bem sabemos que para alguns palavras bonitas e palmas sejam o suficiente, mas não são».
«Sabemos também que a Autarquia se defende, afirmando que os outros Sindicatos não se reverem na luta do SNBS e dos Bombeiros Sapadores, não era nada que este Sindicato não estivesse à espera, pois porque foi precisamente por não existir uma associação sindical que realmente se preocupasse com os Bombeiros Sapadores, e os representasse verdadeiramente é que este Sindicato foi constituído. Ou seja, um Sindicato totalmente independente, e fora dos meandros e interesses político-partidários, cujos dirigentes pouco (ou nada) sabem da carreira de Bombeiro Sapador – demonstrando-se tal facto na forma pela qual a mesma foi negociada”, salienta o SNBS.

O Sindicato salienta que «não deixa de ser curioso ver que o Presidente de uma dessas Associações Sindicais – que se colocou à margem da defesa da luta dos Bombeiros Sapadores de Santarém, concorre a Presidente da Câmara Municipal de Oeiras pelo Partido Socialista, isto por si só, já explica o porquê de os Bombeiros Sapadores não terem tido os seus interesses devidamente acautelados».
Assim, o SNBS conclui que «só nos resta AGRADECER às alegadas Associações Sindicais, terem-se colocado à margem desta luta, porque por um lado, não têm qualquer representatividade nos Bombeiros Sapadores naquele Município (e já o têm muito pouco a nível nacional), e por outro lado, dão razão aqueles que se uniram para a criação deste Sindicato, pois viram que não existia uma Associação que verdadeiramente os representava, e hoje existe o SNBS que representa a nível nacional a maioria dos Bombeiros Sapadores».

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1 Comment

  1. […] “Iniciamos hoje esta greve porque os bombeiros estão revoltados e porque, apesar das várias tentativas para negociar, a Câmara Municipal de Santarém não nos deixou outra alternativa“, afirma o dirigente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, Ricardo Cunha, assegurando que “o socorro às pessoas está garantido”, assim como “todos os serviços de Socorro Urgente” num problema que, notou, “sendo de ordem nacional, em Santarém chegou a este ponto”. […]

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