Setor da Suinicultura cresce no mercado português e nas exportações

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A contrariar a tendência dos mercados face à crise do covid-19, o setor da Suinicultura portuguesa cresceu no último ano e apresenta perspetivas animadoras para 2021. De acordo com os dados do INE, a produção suinícola nacional atingiu mais de 302 mil toneladas de carne de porco no último ano.

Este número representou uma variação positiva de 8,19% em relação a 2019, que ficou abaixo das 280 mil toneladas. Estes valores representam uma autossuficiência a rondar os 79% do consumo interno, em contraste com os 68% do ano anterior, permitindo reduzir as importações na ordem dos 11 por cento.

Nototal, o setor somou 1,2 mil milhões de euros no ano passado, que representa o acumulado do valor da produção e da indústria. De acordo com o INE, o valor da produção suinícola em 2020 representou 8% de toda a produção agrícola nacional.

O sector suinícola manteve a sua atividade a laborar durante toda a pandemia COVID-19, assegurando o ritmo de crescimento gradual dos últimos três anos. Contudo, o nível de consumo de leitão teve um impacto negativo, tendo sido especialmente afetado pelo encerramento do canal HoReCa.

Dados do INE, no relatório de Contas Económicas da Agricultura de 30 de setembro de 2020, referem que houve uma diminuição dos preços de base (-1,4%) que reflete a redução da procura nacional.

As perspetivas são mais animadoras para as exportações nacionais. No ano passado, o setor da produção suinícola representou cerca de 6,7% das exportações portuguesas do complexo agroalimentar, atingindo valores na ordem dos 191 milhões de euros (30,6% da produção suinícola nacional).

China e Angola continuam a ser os principais compradores externos, seguidos pelo Reino Unido. Com a meta de atingir o mercado internacional, a aposta dos produtores nacionais continua sobretudo nos mercados asiáticos, com a mira em países como o Vietname e Filipinas, cujo consumo de carne de porco é bastante elevado.

“Os nossos principais importadores são a China e Angola, mas a nossa meta é atingir o mercado global. Para isso, temos de ser bastante competitivos, sendo fundamental derrubar barreiras burocráticas e implementar práticas cada vez mais enraizadas em Portugal promotoras do bem-estar animal e da sustentabilidade”, refere Vítor Menino, presidente da FPAS.

O mesmo relatório do INE esclarece que “as exportações de suínos entre janeiro e setembro de 2020 apresentaram, face ao período homólogo, um aumento no volume de suínos vivos exportados (cerca de +54,3%) e de carne de porco (cerca de +45%), em particular para países asiáticos”.

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