Vídeo – Mais de 70 ninhos de vespa asiática eliminados em Santarém em 2020

Em Sociedade/Vídeos

Cerca de 5 anos após ter entrado pelo norte de Portugal, a vespa asiática chegou a Santarém e tornou-se uma séria ameaça para as colmeias e os ecossistemas da região.

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Desde 2017 que o Município de Santarém eliminou cerca de 92 ninhos de vespa asiática, registou 60 avistamentos, nos quais foram colocadas várias armadilhas de captura seletiva desta espécie, segundo disse ao Mais Ribatejo o comandante dos Sapadores Bombeiros de Santarém, José Guilherme São Marcos.

No ano passado, os serviços municipais de proteção civil de Santarém eliminaram 70 ninhos de vespa asiática e registou 60 avistamentos, segundo disse ao Mais Ribatejo o comandante dos Sapadores Bombeiros de Santarém, José Guilherme São Marcos.

Em 2020 foram eliminados 70 ninhos, distribuídos pelas seguintes freguesias: 5 na freguesia de Abitureiras, 3 na freguesia de Abrã, 15 na freguesia de Alcanede, 5 em Almoster, 1 na freguesia de Amiais de Baixo, 1 na freguesia de Arneiro das Milhariças, 2 em Gançaria, 3 na Moçarria, 2 na freguesia de Póvoa da Isenta, 4 na União de Freguesias de Achete, Azóia de Baixo e Póvoa de Santarém, 2 na União de Freguesias de Azóia de Cima e Tremês, 3 na UF de Casével e Vaqueiros, 2 na União de Freguesias de São Vicente do Paúl e Vale de Figueira, 5 na União de Freguesias de Romeira e Várzea, 15 na União de Freguesias da Cidade de Santarém e 1 na freguesia de Vale de Santarém.

O comandante José Guilherme São Marcos salienta que o Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém, através do Gabinete Técnico Florestal, desde 2019,  tem contado com a colaboração da Associação Genearca para a realização da eliminação dos ninhos e colocação de armadilhas, bem como na realização de sessões de informação e sensibilização à população.

O comandante dos Sapadores Bombeiros apela aos munícipes que observarem indivíduos desta espécie ou ninhos devem entrar em contacto com o SMPC/GTF de Santarém, através do e-mail gtf@cm-santarem.pt, do telefone 243333122 ou através da plataforma STOPvespa http://stopvespa.icnf.pt/ do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Esta plataforma foi criada com o objetivo de monitorizar a progressão da espécie no território nacional. Todos os registos de ninhos que são efetuados para os serviços do Município, são posteriormente inseridos na plataforma STOPvespa.

 O comandante dos Sapadores Bombeiros de Santarém garante que o método de eliminação dos ninhos respeita os procedimentos definidos no “Manual de Boas Práticas na destruição de ninhos de Vespa velutina” enquadrado com a legislação em vigor, no que concerne às questões técnicas, ambientais e de proteção das populações, publicado pela Comissão de Acompanhamento para a Vigilância, Prevenção e Controlo da Vespa velutina (CVV).

De acordo com o ICNF, o ciclo de vida da vespa velutina é anual, iniciando-se na Primavera, em fevereiro/março, onde a rainha fundadora dos ninhos primários, já fecundada, alimenta-se sobretudo de açúcares e néctar, e encontra local para fundar a colónia (criando os ninhos primários, de tamanho mais reduzido). A partir de abril/maio a colónia adota um ninho definitivo (ninhos de maiores dimensões, que são os que são associados mais frequentemente a esta espécie) e em setembro/outubro atinge o número máximo de indivíduos (podem chegar aos 13 mil indivíduos), de onde irão surgir centenas novas fundadoras para criar outros ninhos.

De momento e até maio, é a altura adequada para a colocação de armadilhas, o que irá ajudar na captura de possíveis fundadoras de novos ninhos. O comandante dos Sapadores Bombeiros aconselha a que munícipes que possuam colmeias ou sejam apicultores, coloquem as armadilhas artesanais junto das suas colmeias e apiários.

 A vespa asiática não apresenta maior agressividade que as espécies de vespas mais comuns, que avistamos com mais frequência em Portugal, em situação de voo ou numa situação em que esteja isolada. Apresenta maior agressividade quando em defesa do seu ninho, atacando com frequência em grupo. O seu veneno não é mais ativo que a vespa-europeia, mas devido ao seu carácter invasor, tendo apenas algumas aves como predadoras, coloca em risco os diversos ecossistemas, provoca o colapso das colmeias, e tem um grande impacto na agricultura e diversidade biológica nacional.  

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