Dia do Homem

Em Opinião

Nos últimos dias tenho recebido mensagens intituladas Dia do Homem, claro sinal de clamor contra o sentimento de perda de posição estratégica no Mundo dos seres humanos (parece que escrever seres humanos será o preconizado pelo Manual do politicamente correcto aplaudido e editado por Francisco de Assis) a favor das mulheres como se elas não fossem superiores aos homens embora no tocante a direitos o matriarcado tivesse aberto as pernas e, por isso, o patriarcado aproveitou a deixa instalando-se no cadeirão do poder delegando nas mulheres trabalhos e subalternidades nas mulheres. É verdade.

Ao longo dos séculos o homem apoucou a mulher, no entanto, esta, pelo facto de ser Mãe (também o Manual de Assis toca no fundamental – parir – distinguir a real/realidade o que é tremenda tolice) confirmava e muitas continuam a confirmar o óbvio, serem diferentes para melhor.

O homem atribui-lhe ardis, astúcias e subtilezas no modo de lidar com os homens, trazem-se a terreiro o crédulo Adão em contraste com a paciente/impaciente Eva que sabe gerir silêncios, desejos e o tempo.

O dia do Homem segundo as mensagens caídas na minha caixa postal é a 19 de Março, efeméride consagrada a São José (dia do pai). Este Santo, carpinteiro de profissão é a personificação da candura, da extrema bondade, do crer sem ver, do ter sem ser, enfim: um Santo excepcional. Uma das localidades de que é padroeiro situa-se no coração do Ribatejo, a vetusta Santarém que aprendi a gostar desde há quarenta e nove anos. Continuo assim e, gostos não se discutem, afiança o anexim.

Armando Fernandes

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