Município de Tomar promoveu seminário sobre o rio Nabão

Em Região

“O rio é de todos nós e todos somos responsáveis pela sua saúde”, esta a principal conclusão do seminário online com o título “Rio Nabão: ontem, hoje e amanhã?”, promovido pelo Município de Tomar, através do Centro de Interpretação Ambiental, para celebrar o Dia Mundial da Água.

Além da presidente da Câmara Municipal, Anabela Freitas, a iniciativa contou com intervenções de Luís Santos (professor do Instituto Politécnico de Tomar) sobre “O paradigma da qualidade ecológica do rio Nabão: passado, presente e que futuro?”; José Santos (da empresa TejoAmbiente) acerca do “Rio Nabão: um recurso intermunicipal”; e Ana Silva (do movimento ProTEJO) que abordou “A cidadania em defesa da bacia do Tejo”. A sessão foi acompanhada por perto de quatro dezenas de participantes, que enriqueceram o debate com as suas questões e comentários.

Em relação àquele que é o problema mais premente, o dos frequentes episódios de poluição do rio, Anabela Freitas deixou claro que a sua resolução passará necessariamente pelas obras a realizar nas ETARs e emissários, cujo custo será de cerca de 22 milhões de euros e que terão de ser candidatadas a fundos comunitários, aproveitando as candidaturas abertas – sabendo-se agora que tal não será possível no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Das várias intervenções ficou também claro que este é um problema com diversas origens, muitas vezes logo à saída das habitações, devido à inexistência de separação entre os esgotos e as águas pluviais. Algo que acontece ainda na própria cidade de Tomar, na sequência do que era uma prática comum no passado, e que tem estado a ser solucionado, segundo a autarca, à medida que as intervenções no leito do rio detetam esses casos.

Também a interatividade entre os diversos cursos de água, e entre estes e o meio ambiente que os envolve, foi referida pelos preletores, tendo mesmo Luís Santos salientado que nas últimas duas décadas foram registadas variações significativas do caudal do Nabão nos meses de inverno, possivelmente atribuíveis a alterações climáticas.

Daí a conclusão de que o futuro do rio está nas mãos de todos e que a resolução dos seus problemas implica investimentos direcionados, mas também uma consciencialização diária do papel de cada um de nós em o manter como um dos maiores recursos estratégicos do concelho e da região.

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