Biografias fictícias de lendas da literatura de crime e mistério (3) Hercule Poirot

Em Ribatejo Cool

TENTATIVA DE JUSTIFICAÇÃO

Não aspiro a ser arquivador de figuras que marcaram o penoso percurso da Humanidade ao longo dos tempos.

Diz a denominada sabedoria popular que a história das guerras, fizeram-na apenas os vencedores. E que as biografias de pessoas que se diz terem merecido menção, em estudos e memórias de laboriosos académicos, são ainda mais falsas que as que alguém conjetura sobre heróis de histórias infantis ou de ficção de crime & mistério.

Parafraseando Jorge Luís Borges (em “El Informe“) direi que estes relatos de vidas, “querem distrair ou comover, não persuadir“….

Não me atrevo a afirmar que são exatas (de novo Borges: pois não há na terra uma página, uma única palavra que o seja – “El Informe de Brodie“).

Posso garantir, sim, que me deu grande alegria escrevê-las.

III HERCULE POIROT

Um homenzinho de aparência extraordinária. Tinha pouco mais de um metro e sessenta de altura, mas caminhava com um porte muito digno. A sua cabeça tinha exatamente a forma de um ovo. Tinha um bigode hirto e militar. A limpeza do seu vestuário era quase inacreditável”.

É assim que a seu biógrafo Hastings nos apresenta (The Mysterious Affair at Styles,1920), pela primeira vez, Hercule Poirot. Podia ter acrescentado: “Olhos verdes de gato, muito expressivos, cortesia irrepreensível e uma inteligência ímpar”. Continuaria a falar verdade.

E, num compreensível pudor britânico em apresentar um jovem (embora ferido pelos alemães, perseguido e condenado ao exílio para não ser morto, no decurso da guerra de 1914-1918) como reformado (ignorando que o poderia ter sido compulsivamente, pelo governo pró-alemão, por “simpatias pelos Aliados” …), lhe atribui uma idade madura que Poirot está ainda longe de ter.


E o leva a induzir em erro os leitores mais desatentos, referindo uma frase do truculento James Japp, numa investigação policial que partilhara com Hercule, ainda na polícia belga (“trabalhámos juntos, ele e eu, em 1904 – o caso Abbercrombie – lembra-se?”) e a confundir Anne Hart e muitos outros historiadores policiais[1], que o dão como nascido entre 1849 e 1854.

O que o tornaria um macróbio mais velho que Sherlock Holmes, morrendo com 121 a 126 anos,[2] apenas levemente atingido pela artrite e numa cadeira de rodas, conversando com o ainda galante Arthur Hastings (que devia andar pelos cento e muitos), lépido e válido (recentemente viúvo da sua amada “Cinderela”), “costas direitas, ombros largos, cabelo cinzento, “trés distingué” (Curtain,1975).

Absurdo.

Na melhor das hipóteses, Poirot terá nascido em Bruxelas, cidade que tanto amava, entre 1889 e 1890, e era um jovem polícia belga. Que lutara (até ser gravemente ferido), com todo o romantismo da juventude, contra o invasor alemão do seu pequeno país na primeira Guerra Mundial e ajudara Japp, no verdor dos seus vinte e quatro anos, no caso do falsificador Abbercrombie em 1914 (antes de estalar a guerra), igualmente no caso do “Barão” Altara, tendo prestado um inapreciável auxílio a um jovem funcionário da Lloyd’s, então em Bruxelas, Arthur Hastings.

E acaba por morrer, por “opção voluntária”, vulgo “suicídio” (o que em absoluto contesto… se houve opção, foi da virago Agatha Christie…), em agosto de 1975, com 85 anos bem vividos. Com um bigode e um chinó postiços (“Curtain”), inválido, mas ainda disposto a dar a vida por uma causa que pensa justa.

Mas comecemos por uma infância da qual pouco sabemos, excluindo qualquer dogmatismo e alargando alguma especulação.

Foi educado catolicamente, num estabelecimento religioso dirigido por freiras, vocação que tinha em alta estima.

Segue um percurso de escolaridade convencional da Bélgica do seu tempo, sendo naturalmente bilingue (francês e flamengo) e dominando o alemão e o inglês. Minúsculo, trabalhador e meticuloso, devia ser amado pelas freiras e padres que presidiram às suas primeiras letras, bom aluno (sem ser genial, o “savoir-faire” virá mais tarde…). Era evidente ter-lhe sido inculcada (pela mãe, professores, avô, de quem tanto fala), desde pequeno, uma formação moral católica, exigente e sem fissuras.

E uma ideologia conservadora pequeno-burguesa, muito veneradora do “Syllabus” e odiando a “Loi du Malheur” e o seu impulsionador, o Liégois Hubert Frère-Orban.

Devia antecipar, durante semanas, a festa do “Ommegang”, na Grand’ Place de Bruxelas, em honra do grande dia 2 de junho de 1549, comendo então, os acepipes próprios da rica tradição gastronómica flamenga.

Belga, ou melhor, ser belga, o que era em 1890?

Em primeiro lugar, viver o drama da dualidade: “flamigant ou franquillon”; flamengo, como o De Leew van Vlaanderen, ou valão-francisado, defendendo a supremacia do francês como “cimento da unidade nacional”. O pai Poirot era obviamente, valão e anti-federalista.

Em segundo lugar, defensor intransigente da neutralidade da Bélgica (crise da integração do Grão-ducado de Luxemburgo na Bélgica; conferência de Londres de 1867; guerra-franco-alemã de 1870). Mas uma neutralidade “armada”: introdução do serviço militar obrigatório (Lei de 1909); elevação de um exército de 180.000 homens (quando da lei anterior) a 340.000 (Governo de Brocqueville de 1912); restauração das praças-fortes de Liège e Namur, etc.

Ser Belga era, até então, ler e amar Maurice de Maeterlinck e Émile Verhaeren, apreciar a incomensurável riqueza do movimento artístico do seu país, de George Minne a James Ensor, de Charles de Benoit a Eugène Ysaye, aplaudir César Franck ou Charles Tournemire, admirar o “Modern Style”. E aclamar o criador do saxofone, Adolphe Sax. Fumar cachimbo e beber bons licores da vizinha Holanda e charutos de contrabando. Lia-se e comentava-se, no café, “Le Lion de Flandres”, de Henri Conscience, e “La Légende d’Ulenspiegel”, de Charles de Coster.

Até fins de julho de 1914, em que o jovem (e presume-se galante…) oficial de “Gendarmerie” Hercule Poirot vê o “seu universo” desabar e o exército alemão, invadir e ocupar o seu território, matando milhares e milhares de compatriotas.

O choque emocional da ocupação do seu país, as atrocidades sobre civis, o terror dos fuzilamentos de pretensos “franco-atiradores”, leva Poirot, o mais fiel respeitador da “Lei e da Ordem”, a juntar-se à resistência contra o ocupante, a lutar heroicamente, a ser gravemente ferido e encaminhado discretamente para Londres para se restabelecer, com o estatuto de refugiado político de um país “amigo”.

Este jovem e irrequieto polícia não pode ficar muito tempo tranquilo. Conhece Japp, com ele a Scotland Yard e o “very original” combate ao crime da polícia britânica e temos paixão para toda a vida. Em 1918, Poirot continuará residindo e trabalhando em Inglaterra. Até ao fim da sua vida.

Sem esquecer as outras paixões que teve (platonicamente? Não creio…) por Vera Rossakoff, a encantadora burlona, que se intitulava Condessa e impunha uma afrodisíaca emoção instantânea ao seu amigo Hercule, cada vez que ele avistava a sua majestosa silhueta de paquete transatlântico; e pela jovem belga da sua juventude (“The Chocolate Box”), a quem salvou de um político canalha, assassinado pela própria mãe e de quem se enamorou.

Era um homem incomparavelmente vaidoso e inteligente.

E de opiniões definitivas sobre tudo. Por exemplo, ao falar de venenos diz-nos: “…o veneno é o ingrediente mais clássico do romance policial. Tem de ser raríssimo, oriundo, sempre que possível, da América do Sul, usado por uma tribo que o utiliza para impregnar as suas flechas. Provocará sempre uma morte instantânea que a ciência ocidental será incapaz de explicar!”.

Houve quem o quisesse dar como “filho espiritual” de detectives seus contemporâneos: Hercule Flambeau, o criminoso regenerado pelo inefável Padre Brown, amigo de Gilbert K. Chesterton; Eugène Valmont, o pedante pavão, de que Robert Barr publicou alguns excertos da sua “Autobiografia”; Hercules Popeau, companheiro de aventuras de Marie Belloc Lowndes; o Inspector Hanaud, amigo de de A. E. W. Mason.

E porque não Sherlock Holmes, Vidocq, ou Wenceslas Worobeïtchik? Absurdo.

Poirot, cartesiano até ao âmago da sua taça de chocolate matinal, aposta tudo na dedução. E odeia a “chamada intuição”. Nos “Crimes de A.B.C.” diz a Hastings:

Não me fale de intuição, mon bom ami…Para mim, intuição é um palavrão. São o meu saber e a minha experiência que me dizem que alguma coisa está errada…as impressões resultam ou da dedução lógica ou da experiência”.

Tenho, de fontes geralmente bem informadas, a certeza de que Parker Pyne, (o primeiro e mais prestigioso patrão de Miss Lemmon e da escritora Ariadne Oliver) e Mr. Satterwaithe, velho amigo de Poirot (e o seu Demónio privado, Harley Quin), não estavam, no momento no Reino Unido (o primeiro em férias, na Escócia, os outros num festival desportivo em Biarritz…), quando o mundano Mr. Shaitana (Cards on the Table, Collins, London) reúne, num bridge em sua casa (um sumptuoso apartamento de Park Lane), o Chief- Inspector Battle, o Coronel dos Serviços Secretos Race (imaginem um David Niven, nos seus cinquenta e muitos…), a escritora policial Ariadne Oliver (prematuramente senil, mas odiosamente ativa a fazer asneiras) e Poirot.

Isto numa sexta-feira, 18, de um inverno de 1936. Era a “nata da nata” dos amigos de Hercule…

O já Coronel Hastings, assim como o Chief-Inspector James Japp, não foram convidados, ofensa que só perdoaram ao inqualificável Shaitana, porque ele se fez assassinar, nessa mesma noite, perante várias testemunhas.

Como é evidente, Poirot apanhou o assassino. Ariadne Oliver (Agatha Christie; era outro pseudónimo literário que também usava) teve o descaro de dizer, após o desfecho: “Eu sempre disse que era ele!”.

Aliás, nunca gostei desta senhora…

Mas se Poirot tinha um sem número de amigos (muitos dos quais lhe deviam a vida ou a liberdade) só teve, ao longo de toda a sua vida, duas Mulheres.

Uma platónica talvez, incompreendida, na Bélgica da sua juventude, Virginie Mesnard (“The Case Of The Chocolate Box”), outra (pense o que pensar o tonto Hastings, com a sua alma de solteirona ressequida), muito mais material e de forte conteúdo erótico: a da condessa Vera Rossakoff.

Não menciono, nem me parece decente fazê-lo, a não correspondida (ou sequer adivinhada…) paixão de Miss Lemon por Hercule, que só ele não pressentia, sequer.

Como se alguma mulher aturasse os caprichos tirânicos daquele neurótico obsessivo do alinhamento e de “la méthode”, sem se despedir ao fim do mês…

Era um hipocondríaco impenitente e um paranoico da simetria e da arrumação.

Dizia dele Hastings: “era…extremamente piegas com assuntos de saúde. Desconfiando de correntes de ar, envolvendo o pescoço em seda e lã, demonstrando horror em molhar os pés, tirando constantemente a temperatura e refugiando-se na cama ao menor sinal de constipação”, não fosse ter uma “fluxion de poitrine” ou, pelo menos, “la grippe”!

Os seus médicos, o Dr. Ridgeware, o Dr. John Stillingfleet e o seu dentista, (que acabou assassinado, o pobre…) passam tormentos com ele. Mas, na verdade, tem uma esplendida saúde e só sofre verdadeiros horrores por causa dos calos (usa sempre sapatos de verniz abominavelmente apertados) que lhe dão uma forma de andar especiosa e amaneirada.

Usa a propósito e a despropósito, cataplasmas e “tisanes”, de sabor tão horrendo como o cheiro.

Mas, apesar disso, este pequeno estrangeiro calvo consegue, como pensa a jovem Katherine Grey (“The Blue Train”), ser extremamente sedutor junto das mulheres.

Tem também parentes a que, confessemo-lo, não dá grande atenção. Uma irmã, Yvonne e um número indeterminado de sobrinhos e sobrinhos-netos.

Na Bélgica, claro. O seu “irmão gémeo”, Achille, é obviamente uma invenção, que lhe serviu para ludibriar e derrotar uma das mais temíveis organizações criminosas que enfrentou em toda a sua vida (“The Four”). Reconhece-se “un peu snob”.

Fato de linho branco na Riviera, de seda branca em Rodes, casaco preto e calça às riscas, com gravata de seda e coco em Inglaterra, além dos inevitáveis sapatos de verniz…

Nunca se desloca sem um enorme lenço de seda, um pente, uma escova de fatos, um estojo de cartões de visita, um frasco de “Cologne”, um espelho, uma lanterna, um alfinete de segurança…

Galochas ao mínimo sinal de chuva e diversos casacos e sobretudos (até de peles) sobrepostos, ao mínimo indício de frio.

É católico e reza frequentemente (por exemplo, na igreja católica da Assunção da Virgem, em Warmsley Vale), ajoelhado frente ao altar.

Repete muitas vezes o provérbio popular britânico: “Confia em Deus e mantem a pólvora seca”.

Conhece meio mundo e já viajou por diversas vezes pelo Egito, Palestina, Iraque, França, Alemanha, Áustria, Rodes, Grécia.

Mas o que ele prefere é um Natal numa confortável mansão do campo inglês, com mordomos de cinco estrelas e peru recheado, ou um Outono de caça ao galo selvagem, como em Hunter’s Lodge, na Escócia…

Whitehaven Mansions, a morada de Poirot em Londres.

Ou uma noitada de chocolate quente e bolinhos, na sua casa em Londres, 60, Whitehaven Mansions, modelo de arquitetura urbana “Art Deco”, ou na vivenda (com quintal e plantio de abóboras) de Larches, King’s Abbott.

Na sua casa, quadros, tapetes e móveis eram modernos, muito “late Art Nouveau”, à Jan Petreck, ou cubistas, todos em ângulos, cromados e quadriculados simétricos.

Aquecida, Verão ou Inverno, até ao insuportável…

E chegou, por fim, a altura de falarmos dos seus cúmplices na erradicação do crime no Reino Unido.

O mais chegado, Arthur Hastings, O.B.E., seu fiel companheiro em trinta e quatro aventuras, Etoniano distinto e bravo militar, mas mais tonto do que é permitido, mesmo a um soldado de sua Majestade britânica…

A sua fiel secretária Felicity Lemmon, o seu valet, o acaciano George, os amigos polícias, James Japp e Albert Spence, o dandy-espião, Coronel Race e a insuportável cabotina e comedora de maçãs, a escritora policial Ariadne Agatha Christie Oliver.

Como referi, Hercule Poirot morre, em agosto de 1975, assassinado (num crime muito bem mascarado de suicídio…) por Agatha Christie. Como então referiu Fernando Savater, o filósofo espanhol e professor de Ética “…foi a traição (involuntária, segundo a lenda) da mulher que mais o amava que motivou a morte de Hércules, queimado na sua túnica sangrenta. Outro Hercule morre agora, atraiçoado também pela mulher que mais amor lhe deve. Dir-se-á que no fim de contas, Agatha Christie é dona da sua personagem: ela no-la deu, ela no-la tira. Grave erro. Poirot não é um presente que possa ser arrancado: não é o sonho de um, mas de muitos. Talvez seja isso, precisamente, que motivou os criminosos ciúmes da sua mãe política, digo, literária: Agatha Christie deu-se conta de que Poirot a tinha abandonado. […] Poirot a tinha abandonado para ir com todos. Deste ciumento ponto de vista, não lhe faltavam razões para lhe ganhar ódio. E ter esta senhora como inimiga não deve ser nada cómodo, se considerarmos que tem um dos historiais delituosos mais amplos da Europa. É uma Locusta com “cottage”, uma Elizabeth Bathory mais hipócrita e amante de chá. Estou certo que planeou o seu crime longa e cuidadosamente. Aos oitenta e cinco anos, o arrebato passional deve ser afastado. Além disso, não entra no estilo de Agatha Christie, que é uma perfeccionista minuciosa e mais retorcida do que um saca-rolhas. A premeditação é segura. [….] Mas se eu calçasse os seus sapatos, querida senhora, não confiaria demasiado. Nenhum crime é fácil […] mas o assassinato dos grandes detetives encerra particulares riscos. A morte, cara Agatha Christie, não é nem justa nem necessária. Isso de “todos temos de passar por aí” ou “é a lei da vida” é uma solene estupidez. Morrem só as vítimas do aborrecimento, do desamor, do trabalho, da exploração: todos morremos assassinados. Por isso nos agradam os romances policiais, onde nenhuma morte fica impune e todas revelam, atrás de si, por “naturais” que pareçam, um maléfico plano destruidor que o grande Detetive se encarregará de descobrir e castigar. Não faltaria mais nada!!! Com os heróis, a morte não é possível! Por isso me sinto na obrigação de a advertir muito seriamente, Senhora Christie, dos perigos que vai enfrentar com essa sua tentativa de liquidar Poirot. Já sei que a Senhora pretende demonstrar, matando-o, que ainda é a única que manda e até aí poderíamos chegar. Mas não se sobrestime. A Senhora acredita que Hercule Poirot é uma personagem sua; mas, pensando melhor, não será o contrário também provável? Pelo que sabemos, Dame Agatha Christie é uma velhinha respeitada, cuja fotografia aparece nas contracapas dos romances de Poirot. Dizem que a senhora é casada com um arqueólogo e que gosta de “bridge”. São precisamente pessoas deste tipo, que aparecem nos casos de Poirot. Perdoe-me, mas a senhora é perfeitamente inverosímil…. Suspeito, muito suspeito. Creio que Agatha Christie é uma invenção de Poirot, para contar os seus casos, sem pecar por excesso de vaidade e sem, todavia, deixar de vangloriar-se o mais possível. Tente matá-lo, minha senhora, e verá o que acontece: a sua fotografia ir-se- á apagando lentamente das contracapas e a senhora terá completamente deixado de existir. Lembre-se que não há crime perfeito”. (“La Infancia Recuperada”, Taurus Ediciones, Madrid).[3]

Em “Curtain”, ao morrer, Hercule tem uma frase para Hastings “Não tornaremos a caçar juntos, meu amigo. Foi aqui (em Styles) a nossa primeira caçada … e a nossa última! Foram tempos magníficos! … Sim, houve realmente bons tempos!”.

Ao morrer, diz mais “… mostrei-me sempre tão seguro … demasiado seguro … prefiro agora entregar-me às mãos do Bon Dieu. Que o seu castigo ou perdão sejam rápidos!”.

Morreu como viveu. Com imensa dignidade. Homenzinho. Grande Senhor.

OBRAS SOBRE A VIDA E OBRA DE  POIROT

ROMANCES

The Early Cases of Hercule Poirot eBook de Agatha Christie - 9789897787560  | Rakuten Kobo Portugal
  • THE ABC MURDERS – COLLINS, LONDON,1936.
  • AFTER THE FUNERAL (FUNERAL ARE FATAL, BLACK, NEW YORK, 1953) – COLLINS, LONDON, 1953.
  • APPOINTMENT WITH DEATH – COLLINS, LONDON, 1938.
  • THE BIG FOUR – COLLINS, LONDON, 1927.
  • BLACK COFFEE ( A PLAY IN THREE ACTS) – LONDON, ASHLEY, LONDON, 1934.
  • CARDS ON THE TABLE – COLLINS, LONDON, 1936. CAT AMONG THE PIGEONS – COLLINS, LONDON, 1959. THE CLOCKS – COLLINS, LONDON, 1963.
  • CRIME IN CABIN 66 – VALLANCEY, LONDON, 1944.
  • CURTAIN – COLLINS, LONDON, 1975.
  • DEAD MEN’S FOLLY – COLLINS, LONDON, 1956.
  • DEATH IN THE CLOUDS (DEATH IN THE AIR, DODD & MEAD, NEW YORK, 1935) – COLLINS, LONDON, 1935.
  • DEATH ON THE NILE – COLLINS, LONDON, 1937.
  • DUMB WITNESS (POIROT LOSES A CLIENT, DOODD, MEAD, NEW YORK, 1937) – COLLINS, LONDON, 1937.
  • ELEPHANTS CAN REMEMBER – COLLINS, LONDON, 1972.
  • EVIL UNDER THE SUN – COLLINS, LONDON, 1941.
  • FIVE LITTLE PIGS – COLLINS, LONDON, 1942.
  • HALLOWEEN’S PARTY, COLLINS, LONDON, 1969.
  • HERCULE’S POIROT CHRISTMAS (MURDER FOR CHRISTMAS, DODD & MEAD, NEW YORK, 1939) – COLLINS, LONDON, 1938.
  • HICKORY DICKORY DOCK – COLLINS, LONDON, 1955.
  • THE HOLLOW (MURDER AFTER HOURS, DELL, NEW YORK, 1954) – COLLINS, LONDON, 1946.
  • LORD EDGWARE DIES (THIRTEEN AT DINNER, DODD & MEAD, NEW YORK, 1933) – COLLINS, LONDON, 1933.
  • MR. MCGINTY’S DEAD – (BLOOD WILL TELL, BLACK, NEW YORK, 1951) – COLLINS, LONDON, 1952.
  • MURDER IN MESOPOTAMIA – COLLINS, LONDON, 1936.
  • MURDER IN THE MEWS – COLLINS, LONDON, 1937.
  • THE MURDER OF ROGER ACKROYD – COLLINS, LONDON, 1926.
  • MURDER ON THE LINKS – JOHN LANE, LONDON, 1923.
  • MURDER IN THE ORIENT EXPRESS (MURDER ON THE CALAIS COACH, DODD & MEAD, NEW YORK, 1934) – COLLINS, LONDON, 1934.
  • THE MYSTERIOUS AFFAIR AT STYLES – JOHN LANE, LONDON AND NEW YORK, 1921.
  • THE MYSTERY OF THE BLUE TRAIN – COLLINS, LONDON, 1928.
  • ONE, TWO, BUCKLE MY SHOE – COLLINS, LONDON, 1940 (PATRIOTIC MURDERS, DOOD, MEAD, NEW YORK, 1941).
  • PERIL AT END HOUSE – COLLINS, LONDON, 1932.
  • POIROT AND THE REGATTA MYSTERY – TODD, LONDON, 1943.
  • SAD CYPRESS – COLLINS, LONDON, 1940.
  • TAKEN AT THE FLOOD (THERE IS A TIDE…, DODD, MEAD, NEW YORK, 1948) – COLLINS, LONDON, 1948.
  • THIRD GIRL– COLLINS, LONDON, 1966.
  • THREE ACT TRAGEDY (MURDER IN THREE ACTS, DODD, MEAD, 1934) – COLLINS, LONDON, 1935.
  • THE LABOURS OF HERCULES (13 CONTOS CURTOS) – COLLINS, LONDON, 1947.
Um Mistério de Hercule Poirot - As Investigações de Poirot

CONTOS – THE ADVENTURE OF JOHN WAVERLY

  • THE ADVENTURE OF THE CHEAP FLAT (O.V. POIROT INDULGES A WHIM)
  • THE ADVENTURE OF THE CHRISTMAS PUDDING (DUAS VERSÕES DIVERSAS)
  • THE ADVENTURE OF THE CLAPHAM COOK
  • THE ADVENTURE OF THE EGYTIAN TOMB
  • THE ADVENTURE OF THE ITALIAN NOBLEMAN
  • THE ADVENTURE OF THE KING OF CLUBS
  • THE ADVENTURE OF THE “WESTERN STAR”
  • THE AFFAIR AT THE VICTORY BALL
  • THE APPLES OF THE HESPERIDES (O.V. THE POISON CUP)
  • THE ARCADIAN DEER
  • THE AUGEAN STABLES
  • THE STYMPHALEAN BIRDS ( O. V. THE BIRDS OF ILL OMEN) DOUBLE SIN ( O. V. ROAD OR RAIL)
  • THE CAPTURE OF CERBERUS (O.V. MEET ME IN HELL)
  • THE HORSES OF DIOMEDES (O.V. THE CASE OF THE DRUG PEDDLER)
  • THE NEMEAN LION (O.V. THE CASE OF THE KIDNAPPED PEKINESE)
  • THE CASE OF THE VEILED LADY
  • THE CHOCOLATE BOX (O.V. THE TIME HERCULE POIROT FAILED)
  • THE CORNISH MYSTERY
  • THE CRETAN BULL (O. V. MIDNIGHT MADNESS)
  • PROBLEM AT SEA (O. VERSÕES COMO: CRIME IN CABIN 66, POIROT AND THE CRIME IN CABIN 66, …)
  • THE JEWEL ROBBERY AT THE GRAND METROPOLITAN (O.V. THE OPALSEN PEARLS)
  • DEAD MAN’S MIRROR (VERSÃO MUITO AUMENTADA EM THE SECOND GONG)
  • THE DISAPPEARANCE OF MR. DAVENHEIM
  • THE GIRDLE OF HYPPOLITA (O.V. THE DISAPPEARANCE OF WINNIE KING)
  • THE DOUBLE CLUE (O. V. THE DUBIOUS CLUE) DOUBLE SIN (O. V. BY ROAD OR RAIL)
  • THE DREAM
  • THE ERYMANTHIAN BOAR (O.V. MURDER MOUNTAIN)
  • THE FLOCK OF GERYON (O.V. WEIRD MONSTER)
  • FOUR-AND-TWENTY BLACKBIRDS (O.V. POIROT AND THE REGULAR COSTUMER)
  • HOW DOES YOUR GARDEN GROW?
  • THIRD FLOOR FLAT
  • THE INCREDIBLE THEFT (O.V. THE SUBMARINE PLANS)
  • THE LEARNEAN HYDRA (O.V. THE INVISIBLE ENEMY)
  • THE KIDNAPPED PRIME MINISTER
  • THE LEMESURIER INHERITANCE
  • THE LOST MINE
  • THE MARKET BASING MYSTERY
  • THE MILLION DOLLAR BOND ROBBERY MURDER IN THE MEWS
  • THE MYSTERY OF HUNTER’S LODGE
  • THE MYSTERY OF THE BAGHDAD’S CHEST (VERSÃO AUMENTADA EM THE MYSTERY OF THE SPANISH CHEST)
  • THE MYSTERY OF THE PLYMOUTH EXPRESS POIROT AND THE REGATTA MYSTERY TRAGEDY AT MARSDON MANOR
  • TRIANGLE AT RHODES THE UNDERDOG
  • WASP’S NEST (O.V. THE WORST OF ALL) YELLOW IRIS

– HARLEQUIN TEA SET

EM COLABORAÇÃO

COM E. PHILLIPS OPPENHEIM:

  • TWO NEW CRIME STORIES”, READER’S LIBRARY, LONDON, 1929
  • TWO THRILLERS”, DAILY EXPRESS FICTION LIBRARY, LONDON, 1936

TELEVISÃO

  • THIRTEEN AT DINNER (ADAPTAÇÃO DE LORD EDGEWARE DIES).
  • PETER USTINOV É POIROT. COM FAYE DUNAWAY, O ESTREANTE DAVID SUCHET (JAPP), JONATHAN CECIL (UM HASTINGS IMBECIL, AO NÍVEL DO CABOTINISMO DE USTINOV), JOHN STRIDE, LEE HORSEY – WARNER – 1985
  • DEAD MEN’S FOLLY – PETER USTINOV CONTINUA, INFELIZMENTE, A SER POIROT. COM JEAN STAPLETON (UMA MRS. ARIADNE OLIVER INQUALIFICÁVEL), TIM   PIGGOTT-SMITH, CONSTANCE CUMMINGS, SUSAN WOOLBRIDGE, JONATHAN CECIL (HASTINGS) DIRIGE, DESTA VEZ, CLIVE DONNER – WARNER – 1986.
  • MURDER IN THREE ACTS – PETER USTINOV INSISTE EM SER POIROT. COM TONY CURTIS, EMMA SAMMS, LISA EICHORN–WARNER – 1986.
  • MURDER BY THE BOOK – TELEVISION SOUTH U.K. – ESCRITO POR NICK EVANS. É UM BRILHANTE CONFRONTO ENTRE AGATHA CHRISTIE (PEGGY ASHCROFT) E H. POIROT (IAN HOLM, NUMA EXCELENTE INTERPRETAÇÃO, PORVENTURA A MELHOR ATÉ SUCHET). LUTA ENTRE A ASSASSINA (REMINISCÊNCIAS DE CONAN DOYLE…) E O ASSASSINADO. – 1986.

E CHEGAMOS ÀS SÉRIES DA THAMES-LTW, COM MAIS DE CINQUENTA EPISÓDIOS, ALGUNS DE DURAÇÃO DE UM FILME, NORMALMENTE ADAPTADOS, COM RESPEITO PELA HISTÓRIA DE CHRISTIE, POR CLIVE EXTON E MICHAEL BAKER. E QUE SÃO OS MELHORES ATÉ HOJE FILMADOS SOBRE POIROT: GRAÇAS AO FENÓMENO DAVID SUCHET!!!

David Suchet considerado o melhor intérprete de Hercules Poirot

FALAMOS, POIS, DO ACTOR QUE É, ATÉ À DATA E CREIO O SERÁ POR IMENSO TEMPO, A MELHOR PERSONIFICAÇÃO DE HERCULE POIROT, EM CINEMA, TELEVISÃO OU TEATRO (TAMBÉM JÁ INTERPRETOU JAMES JAPP…).

REFIRO-ME Á PRODIGIOSA TRANSFIGURAÇÃO DE SUCHET EM POIROT, DE PASSADINHAS CURTAS, SORRISO QUE SE LHE ESPRAIA PELO ROSTO, PEQUENOS GESTOS DE MÃO OU MODO DE OLHAR QUE O PÕEM NUM UNIVERSO ESTELARMENTE DIFERENTE DO APALHAÇADO NÚMERO DE CIRCO DE USTINOV OU RANDALL, OU DO EXAGERO TRUCULENTO E “HARD-BOILED STYLED” DE ALBERT FINNEY.

SUCHET CRIOU JÁ MAIS DE CINQUENTA EPISÓDIOS PARA A LTW–UK, ENTRE 8 DE JANEIRO DE 1989 E O OUTONO DE 2001.

HUGH FRASER (CAPTAIN ARTHUR HASTINGS); PHILIP JACKSON (UM EXCELENTE CHIEF-INSPECTOR); PAULINE MORAN (MISS FELICITY LEMON) E UM “CAST” DE SECUNDÁRIOS DE BOM NÍVEL (POLLY WALKER, AMANDA WALKER, MEL MARTIN, DAVID HARGREAVES, DAVID HOROWITCH, RONALD HINNES, ROSALIND BENNETT, TYM WILTON, MARTIN TURNER E TANTOS OUTROS…), UMA RECONSTITUIÇÃO DA ÉPOCA COM A QUALIDADE HABITUAL DA LTW TORNAM ESTA SÉRIE UM “MUST…

PROTAGONIZOU-A, DESDE O INÍCIO (8 DE JANEIRO DE 1989) ATÉ AO ANO 2002 (NOVA SÉRIE) DAVID SUCHET ACOLITADO PELO EXCELENTE TRIO ACIMA REFERIDO: CAPITÃO, MAIS TARDE CORONEL HASTINGS (HUGH FRASER), MISS FELICITY LEMON (PAULINE MORAN) E O INSPECTOR-CHEFE JAMES JAPP (PHILIP JACKSON).

CITAMOS OS PRIMEIROS DEZANOVE EPISÓDIOS:

  1. THE ADVENTURE OF THE CLAPHAM COOK – 1989 – DIR. EDWARD BENNETT
  2. MURDER INTHE MEWS – 1989 – DIR. EDWARD BENNETT
  3. THE ADVENTURE OF JOHNNIE WAVERLY – 1989 – DIR. RENNY RYE
  4. FOUR AND TWENTY BLACKBIRDS – 1989 – ADAP. RUSSELL MURRAY
  5. THE THIRD-FLOOR FLAT – 1989 – DIR. EDWARD BENNETT
  6. TRIANGLE AT RHODES – 1989 – DIR. RENNY RYE
  7. PROBLEM AT SEA – 1989 – DIR. RENNY RYE
  8. THE INCREDIBLE THEFT – 1989 – DIR. EDWARD BENNETT
  9. THE KING OF CLUBS – 1989 – DIR. RENNY RYE
  10. THE DREAM – 1989 – DIR. EDWARD BENNETT
  11. PERIL AT END HOUSE – 1990 – ABRE A SEGUNDA SÉRIE – E TEM (ESTE EPISÓDIO) A DURAÇÃO DE 120 MINUTOS. COM POLLY WALKER, CHRISTOPHER BAINES, JOHN HARDING, MARY CUNNINGHAM, DIR. RENNY RYE
  12. THE VEILED LADY – 1990 – DIR. EDWARD BENNETT
  13. THE LOST MINE – 1990 – DIR. EDWARD BENNETT
  14. THE CORNISH MYSTERY – 1990 – DIR. EDWARD BENNETT
  15. THE DISAPPEARANCE OF MR. DAVENHEIM – 1990 – DIR. ANDREW GRIEVE
  16. DOUBLE SIN – 1990 – DIR. RICHARD SPENCE
  17. THE ADVENTURE OF THE CHEAP FLAT – 1990 – DIR. RICHARD SPENCE
  18. THE KIDNAPPED PRIME-MINISTER – 1990 – DIR. ANDREW GRIEVE
  19. THE ADVENTURE OF THE WESTERN STAR – 1990 –DIR. RICHARD SPENCE
  20. COMEMORATIVO DO 100º ANIVERSÁRIO DA AUTORA – 16 DE SETEMBRO DE 1990 – THE MYSTERIOUS AFFAIR AT STYLES – DIR. ROSS DEVENISH. ENCERRA A SEGUNDA SÉRIE
  21. HOW DOES YOUR GARDEN GROW? – 1991 – DIR. BRIAN FARNHAM
  22. THE MILLION DOLLAR BOND ROBBERY – 1991 – DIR. ANDREW GRIEVE
  23. THE PLYMOUTH EXPRESS – 1991 – DIR. ANDREW PIDDINGTON
  24. WASP’S NEST – 1991 – DIR. BRIAN FARNHAM
  25. THE TRAGEDY AT MARSDON MANOR – 1991 – DIR. RENNY RYE
  26. THE DOUBLE CLUE – 1991 – DIR. ANDREW PIDDINGTON
  27. THE MYSTERY OF THE SPANISH CHEST – 1991 – DIR. ANDREW GRIEVE
  28. THE THEFT OF THE ROYAL RUBY – 1991- DIR. ANDREW GRIEVE
  29. THE AFFAIR AT THE VICTORY BALL – 1991 – DIR. RENNY RYE
  30. THE MYSTERY AT HUNTER’S LODGE – 1991 – DIR. RENNY RYE.

E A PARTIR DAQUI, ARRANCA A SÉRIE QUATRO, NO ANO DE 1992,

COM TRÊS EPISÓDIOS DE DUAS HORAS. ATINGIU-SE JÁ A SÉTIMA SÉRIE.

CINEMA

– ALIBI – AUSTIN TREVOR É POIROT. (TWICKENHAM STUDIOS) – 1931

BLACK COFFEE – OS MESMOS – 1931

– LORD EDGEWARE DIES – (REAL ART STUDIOS) AUSTIN TREVOR É POIROT – 1934

– THE ALPHABET MURDERS – (MGM – EUA) – TONY RANDALL É POIROT – 1966

Albert Finney interpretou Poirot no cinema

– MURDER ON THE ORIENT EXPRESS – (EMI-PARAMOUNT – EUA) – ALBERT FINNEY É POIROT. COM SEAN CONNERY, MARTIN BALSAM, LAUREN BACALL, LYNN REDGRAVE, ANTHONY PERKINS, RICHARD WIDMARCK, JOHN GIELGUD, INGRID BERGMAN, COLIN BLAKELY – 1974

– DEATH ON THE NILE – (EMI-PARAMOUNT) – PETER USTINOV É POIROT. COM DAVID NIVEN (CORONEL RACE), BETTE DAVIES, MIA FARROW, ANGELA LANSBURY, MAGGIE SMITH, GEORGE KENNEDY, JACK WARDEN, JANE BIRKIN – 1978

O actor Peter Ustinov foi Poirot no cinema

– EVIL UNDER THE SUN – (EMI-PARAMOUNT) – PETER USTINOV É POIROT. COM JAMES MASON, COLIN BLAKELY, RODDY MCDOWALL, JANE BIRKIN, SYLVIA MILES, DIANA RIGG – 1982

– APPOINTMENT WITH DEATH – (CANNON GROUP INCORP.) – PETER USTINOV É POIROT. COM LAUREN BACALL, JOHN GIELGUD, MICHAEL SARRAZIN, HAYLEY MILLS, CARRIE FISCHER – 1988.

A escritora Agatha Christie

Carlos Macedo


[1] The Life and Times of Hercule Poirot, Pavilion Books, London, 1990.

[2] Curtain, 1975

[3]La Infancia Recuperada”, Taurus Ediciones, Madrid.

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