Bombeiros Sapadores de Santarém em greve para que seja “reposta a legalidade do pagamento dos vencimentos”

Em Sociedade

Teve início esta quinta-feira, às 19h00, a greve na Companhia de Bombeiros Sapadores de Santarém, por um período de 1 mês.

“Iniciamos hoje esta greve porque os bombeiros estão revoltados e porque, apesar das várias tentativas para negociar, a Câmara Municipal de Santarém não nos deixou outra alternativa“, afirma o dirigente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, Ricardo Cunha, assegurando que “o socorro às pessoas está garantido”, assim como “todos os serviços de Socorro Urgente” num problema que, notou, “sendo de ordem nacional, em Santarém chegou a este ponto”.

Piquete de greve ontem frente ao quartel dos Bombeiros Sapadores de Santarém

Em causa está a “reposição do pagamento da média do trabalho suplementar realizado ao longo do ano“, a “retribuição e o descanso compensatório do trabalho realizado em dia feriado” e a “abolição do banco de horas imposto aos Bombeiros Sapadores“, numa greve que decorre numa corporação com “32 bombeiros sapadores, dos quais 19 ligados ao Sindicato” organizador do protesto, disse Ricardo Cunha.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores dá conta que a greve decorre entre as 19:00 de hoje e as 19:00 do dia 1 de maio, abrangendo todos os trabalhadores da carreira de Bombeiro Sapador (antigos Bombeiros Municipais) do município de Santarém “tendo em conta que foram realizados todos os esforços (…) para que fosse reposta a legalidade do pagamento dos vencimentos no que respeita à remuneração relativa ao trabalho suplementar”.

Ricardo Cunha disse à Lusa que em causa podem estar verbas “entre os 150 e os 400 euros” e que a Câmara de Santarém “não só não repôs a legalidade destes pagamentos como o fazia até meados de 2020, como ainda se recusa a reunir novamente por forma a encontrar uma solução, pese embora as diversas interpelações, quer dos profissionais, quer da Associação Sindical, que aguardou sete meses depois de enviar um parecer ao município de Santarém“.

Greve iniciada esta quinta-feira poderá prolongar-se um mês, se a Câmara de Santarém continuar a não aceitar negociar com o Sindicato

“Não nos restava outra alternativa senão a de avançar para a greve”, reiterou, tendo o Sindicato esclarecido que a greve “aplica-se somente aos serviços de transporte de doentes não urgentes, transferências inter-hospitalares, formaturas, formações, prevenções, limpeza e manutenção de viaturas e aquartelamento, serviços de logística e administrativos (exceto relatórios de ocorrências), representações, descontaminações e serviços de reforço, recorrendo a elementos que se encontrem de folga“.

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