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Comeres & beberes – Cravo e Canela

Em Ribatejo Cool

Pois, pois, falta a exuberante mulata Gabriela criação do notável folião e grande romancista Jorge Amado. A Gabriela actriz viverá na Califórnia, sobra a saúde, o cravo e a canela especiarias que incendiaram as mentes as mentes dos aventureiros e reis sedentos de riquezas deram grande contributo para o almoço pascal resultar em ágape de truz e, por essa razão, as antes custosas especiarias dão azo a esta crónica.

O cravo desde tempos imemoriais está associado às práticas de sarar pessoas, introduzido na Europa no século IV, os cravos espetados em laranjas afugentariam a peste, a farmacopeia refere numerosas receitas nas quais o cravo é elemento primacial, ainda nos dias de hoje vinho quente condimentado com cravo é receita contra a gripe, no entanto, na Idade Média os cultores da Escola de Salerno entendiam-no como panaceia para toda a sorte de maleitas.

Hoje, o cravinho é menos abrangente do que na Idade Média, apesar das transformações ocorridas, o cravinho (cravo da Índia) tem lugar destacado na cozinha portuguesa, carnes rijas beneficiam das suas qualidades tornando-as menos rijas, aromatiza-as e tal como os enchidos ganham sabor e perfume ao receberem os seus efeitos.

A canela é outra especiaria aromatizante, a farmacopeia aponta-a no domínio do tratamento da diabetes, os pasteleiros e confeiteiros não a esquecem a fim de enfeitarem as suas realizações, a nível doméstico, no mundo rural e urbano, nos dias festivos os pratos de arroz-doce, de leite-creme ou de aletria recebem enfeites de canela, na cozinha burguesa compotas com esta especiaria cujo perfume doce e calmo lhes confere subtil sapidez. Os paus de canela resultam do encarquilhamento da casca da canela, muito utilizados no concederem gosto a muitas bebidas, caso do vinho.

Armando Fernandes

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