Bijou de açúcar e coragem

Em Opinião

O senhor Alfredo Oliveira da Bijou abriu nova casa comercial: um outro “café”, a Bijou 3. Arriscou numa época em que as coisas não se apresentam fáceis, criou emprego em vez de despedir. Abalançou-se e transformou uma casa que criara nome, entretanto encerrada, o “Académico”, com outra roupagem e uma lista de comeres adaptada aos novos tempos e à zona da cidade onde se instalou. Com o filho Paulo e os muitos colaboradores, constituem uma equipa em que a cidade se revê na solidez da legenda:” Vamos a Santarém à Bijou?”. Pois é, a cidade projeta-se nestes empresários que teimam em resistir, que caminham e quebram enguiços num “Centro Histórico” debilitado. Negócio de doçaria conventual, de pastéis de nata com massa estaladiça, pastelaria diversa, na Bijou a “bica” rescende, aroma a pairar! A casa-mãe nasceu há mais de meio século, à vista do Seminário, refúgio de estudantes. Dias intermináveis, catrapiscavam-se uns e outras, olhares sorrateiros – alguns pegaram e persistem, como por milagre! Nas paredes havia um quadro bonito, uma natureza-morta, um óleo a que dedicava especial atenção. Fora seu autor o pintor Cadima, amigo dos meus avós, que fizera um retrato de minha Mãe, um carvão, que guardamos carinhosamente.

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Saudosamente, porque o Senhor Alfredo partiu deste mundo, dedicamos-lhe estas palavras, escritas em 2014, que ajudarão a perdurar a memória de tão dedicado e inesquecível Cidadão da nossa Cidade – a Santarém que ele acarinhou extremosamente!

Arnaldo Vasques

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