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Regresso à Boa Hora

Em Opinião

No seu último artigo publicado no Expresso de 10 de Abril pp., a procuradora Maria José Morgado, em tom e som de angústia existencial como que expressava a adivinhação do resultado instrutório da operação Marquês a cargo do juiz Ivo Rosa. A defensora da delação premiada bem como a sua antiga camarada MRPP, mostrava-se de «coração» pesado em face da tempestuosa trovoada que se abateu sobre o omnipotente e omnisciente Ministério Público acusado de «fantasista» na acusação a Sócrates e demais arguidos do momentoso processo. Sócrates ao jeito de menino mimado sem mácula proclama vitória anunciando não estar satisfeito porque vai ser alvo de julgamento relativamente aos empréstimos recebidos do seu amigo Santos Silva.

Antigo Tribunal da Boa Hora em Lisboa

O juiz Ivo Rosa fustigou o controverso Ministério Público, ousou escrever e dizer daquela magistratura Mafoma não disse do toucinho, exprimiu em voz alta tudo quanto se murmurava na praça pública relativamente aos seus métodos, bichanava-se ao ouvido sobre as violações do segredo justiça, faziam-se comparações com os juízes «justiceiros» Baltasar Garzón e Pietro Grasso, enfim o MP fazia-se sentir vestido com a toga de ser um estado dentro do Estado.

O procurador Rosário Teixeira anunciou que iria recorrer das decisões de Ivo Rosa, pode recorrer e até pode «salvar» acusações do MP, só que por mais voltas que produza as pessoas têm motivos de sobra para adensarem as perplexidades, as dúvidas, a competência e rigor deste esteio do sistema jurídico português. O romancista escreveu: debaixo do manto diáfono da fantasia a nudez forte a verdade. O juiz terá lido o celebrado Eça?

Nós se estávamos mal, ficámos pior!

Armando Fernandes

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