Vídeo – Presidente da Câmara de Alcanena “estupefacta” com multa da GNR pela poluição do Alviela

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A presidente da Câmara de Alcanena Fernanda Asseiceira afirmou, na última reunião do executivo, ter ficado “estupefacta” quando soube que o SEPNA da GNR de Santarém identificou a ETAR da Aquanena como sendo a origem da descarga poluente que afetou o rio Alviela a 5 de março. Veja aqui a declaração da autarca na gravação vídeo da sessão da Câmara de Alcanena sobre o caso:

Questionada pela vereadora Maria João Rodolfo, do grupo Cidadãos Por Alcanena, a presidente da Câmara disse ter lido a notícia sobre a aplicação pelo SEPNA/GNR de Santarém de um auto de contraordenação a uma empresa de Alcanena que fez uma descarga ilegal de águas degradadas no rio Alviela.

Recorde-se que o Mais Ribatejo procurou saber junto da GNR de Santarém a identificação da empresa que foi objeto da contraordenação pela descarga poluente no rio Alviela, mas a GNR escusou-se a prestar tal informação ao nosso jornal.

“Ao ler a notícia, não sendo identificada a empresa do concelho de Alcanena, procurei saber se na Aquenena havia alguma informação, e como não sabiam de nenhuma contraordenação, liguei diretamente ao comandante da GNR”, afirma a presidente.

“Qual não foi o espanto quando a GNR me informou que era a Aquanena. Solicitámos uma reunião com o comandante da GNR que se realizou no dia 30 de março, e ficámos então a saber que a situação encaminhada pela GNR para o IGAMAOT no dia 24 de março tinha a ver com as ocorrências verificadas no dia 5 de março”, afirma fernanda Asseiceira.

Segundo a autarca, “o SEPNA/GNR veio à ETAR e falou com os técnicos da ETAR, mas não encontrou evidências e comprovou com análises” que a Aquanena era a origem do foco. Aliás, “foram também à nascente do rio, nos Olhos d’Água a verificaram que já ali, muito antes da ETAR, o rio estava cheio de espuma, o que poderia ter origem no incêndio da fábrica de produtos químicos da Prodyalca que tinha acontecido no dia anterior, a 4 de março“. Registe-se que houve a confirmação de escorrências para linha de Água proveniente quer da forte pluviosidade nessa tarde e noite como dos grandes volumes de água necessários para apagar o incêndio, só possível de controlar no dia seguinte.

A autarca salienta que “a Aquanena não teve conhecimento prévio desta diligência, não reconhece nenhum incumprimento, nem foi multada, e vai enviar Relatório do que efectivamente se passou nesse dia quer para a GNR quer para a IGAMAOT.

Por isso, a autarca mostra-se inconformada com a contraordenação da GNR: “não houve provas nem análises que provassem que a Aquanena é que estava em incumprimento. Como é que se envia para a IGAMAOT uma acusação desta natureza?” Veja aqui as declarações de Fernanda Asseiceira na sessão da Câmara.

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