Investimento de 3.500 milhões de euros no megacentro de dados em Sines vai criar 1.200 empregos diretos

Em Nacional

 O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que o projeto para instalar um megacentro de dados global em Sines (Setúbal) é “o exemplo de excelência” de que a transição digital e energética devem andar aliadas.

Este é “um exemplo de excelência de que a transição digital e energética são mesmo uma transição gémea e têm de andar mão na mão, uma com a outra”, afirmou António Costa.

O chefe do Governo discursava na cerimónia de apresentação do projeto de um megacentro de dados global a instalar em Sines pela empresa de capitais anglo-americanos “start campus”.

Para António Costa, estas transições “não são uma ameaça ao desenvolvimento económico, nem à criação de emprego”.

“São pelo contrário uma oportunidade extraordinária para um desenvolvimento económico mais sustentável e para a criação de emprego de melhor qualidade e emprego mais qualificado”, realçou.

O denominado Sines 4.0 prevê um investimento de “até 3.500 milhões de euros” num ‘campus Hyperscale Data Centre’, com capacidade até 450 Megawatts (MW), que “criará até 1.200 postos de trabalho diretos altamente qualificados e pode vir a gerar 8.000 novos empregos indiretos até 2025”, segundo a empresa promotora.

O investimento da start campus –  empresa detida pelos norte-americanos da Davidson Kempner) e pelos britânicos da Pioneer Point Partners – foi apresentado hoje na cidade do litoral alentejano, numa cerimónia em que, além do primeiro-ministro, participaram ainda o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e diversos secretários de Estado.

Com início de construção previsto para 2022, envolvendo 900 pessoas numa primeira fase e até 2.700 no total, o Sines 4.0 deverá inaugurar, no final de 2023, o primeiro dos cinco edifícios projetados.

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