A importância da higiene das mãos (antes, durante e após o Covid-19)

Em Saúde

Não é novidade para ninguém que lavar as mãos é um dado fundamental para melhorar os padrões da Saúde Pública. Logo nos jardins de infância e nas escolas, nos locais de trabalho como em nossas casas ou nos cuidados de saúde hospitalares, à correta higiene das mãos deve ser dada a importância que ela merece. Porque lavar as mãos é um dos mais eficientes métodos para a prevenção das doenças, desde a diarreia e outras perturbações gastrointestinais, até à gripe e à pneumonia. Lavar as mãos é uma das medidas mais importantes para diminuir o risco de transmissão de uma infeção de uma pessoa para outra.

As mãos transportam microrganismos que podem causar doenças. Por exemplo, uma das vias mais frequentes de transmissão do vírus da gripe é através das mãos. Mas nada de melodramas: nas nossas mãos existem milhões de bactérias que exercem uma importante função da proteção contra as agressões de outros agentes patogénicos e que raramente causam doenças. Os microrganismos com potencial para causar doenças podem ser adquiridos através do contato físico com o ambiente ou contato mão-mão ou mão-objeto. Estes microrganismos podem ser rapidamente removidos com a lavagem das mãos com fricção mecânica e sabão seguida da passagem por água corrente ou até mesmo mediante a aplicação do antissético. Uma lavagem das mãos feita apropriadamente poderá impedir três dos principais modos de transmissão de doenças: fecal-oral (a gastroenterite e a hepatite A, por exemplo, podem ser transmitidas por esta via), contato indireto com secreções respiratórias (caso do sarampo, da gripe e da tuberculose) e contato direto com fluídos corporais (herpes e varicela).

Lavar as mãos deve fazer parte do desenvolvimento harmonioso da criança, um renomado pediatra, Mário Cordeiro, sugere até um conjunto de passos para que haja uma lavagem correta: a existência de papel de secagem das mãos, a aplicação de sabão, o esfregar as mãos vigorosamente até aparecer espuma, esfregando as mãos entre os dedos, o leito das unhas, debaixo das unhas e na palma das mãos, o passar as mãos pela água corrente, secar as mãos com papel disponível ou toalha de uso único limpa. Este pediatra adianta que “nos infantários e jardins infantis (e até em casa) é desejável o uso de sabão líquido pois embora o sabão sólido, por si, não esteja implicado na transmissão de bactérias, ao ficar imerso em água pode ficar contaminado por bactérias, para além de muitas crianças não terem destreza para o manusear”.

Para os manipuladores de alimentos esta operação de higienização das mãos é crucial para cortar caminho às toxinfeções alimentares, antes e depois de manipular alimentos crus, evitando a contaminação de alimentos preparados: estas infeções chamam-se contaminações cruzadas, potencialmente perigosas. A lavagem das mãos é também imperiosa depois de mexer em animais, remover os sacos de lixo e no caso das crianças depois de brincar ao ar-livre.

Escusado é dizer que em meio hospitalar lavar as mãos pode salvar vidas. Secar as mãos tem que se lhe diga. Quando se secam bem as mãos ajudam-se a prevenir as fissuras da pele, reduz-se a contaminação das mãos e removem-se algumas bactérias e vírus. Hoje em dia os secadores elétricos não são muito recomendados porque há pessoas que não secam as mãos adequadamente e sabe-se que os próprios secadores podem acumular bactérias que acabam por se depositar nas mãos.

Mário Beja Santos

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