Abrantes, Mação, Ourém e VN Barquinha – Governo cria rede de espaços de coworking no Interior

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O Ministério da Coesão Territorial e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social lançaram esta semana a primeira fase da rede nacional de espaços de coworking “Teletrabalho no Interior. Vida Local, Trabalho Global”, que vai incluir os concelhos de Abrantes, Mação, , Ourém e Vila Nova da Barquinha.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse que espera ter a funcionar em junho mais de 57 espaços de teletrabalho no interior do país, que acolherão todas as pessoas que se mostrem interessadas.

O Governo tinha anunciado a abertura de 53 espaços mas, esta semana, surgiram mais quatro e a ministra está convencida de que este número aumentará.

O estabelecimento destes espaços de coworking, previsto no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), vai contribuir para a dinamização dos territórios do Interior, facilitando a fixação e atração de pessoas e empresas, diminuindo a necessidade de deslocações e a consequente pegada carbónica e melhorando a qualidade de vida das populações do Interior, ao promover a conciliação entre vida profissional e familiar.

“Registo em poucos dias um aumento dos espaços de teletrabalho. O objetivo é o de que em junho estejam todos operacionais e sejam não 57, mas um número maior”, afirmou Ana Abrunhosa em Vouzela, durante a cerimónia de assinatura dos acordos de cooperação para a instalação de 23 destes espaços na região Centro, engtre os quais Abrantes, Ourém e Vila Nova da Barquinha.

A governante frisou que esta rede de teletrabalho foi criada “prioritariamente para o interior” do país, com o objetivo de criar nos territórios “locais de trabalho mais qualificados e de mais empresas inovadoras”.

“Qualquer pessoa, seja qual for a sua entidade patronal, que esteja em regime de teletrabalho pode trabalhar nestes espaços”, garantiu.

No que respeita à lotação destes espaços, Ana Abrunhosa frisou que “no interior há sempre espaço para mais um”.

“Nós encontraremos sempre capacidade de acolher aqueles que nos procuram”, garantiu.

Na sua opinião, “mais do que os euros, mais do que os milhões, a chave para o futuro” é a forma de trabalhar em conjunto.

Com o aumento do teletrabalho devido à pandemia, todos perceberam que “é possível trabalhar fora do escritório”, com “mais conforto, mais calma, mais segurança e mais qualidade de vida” e “mais tempo para a família”, considerou.

No entanto, a ministra reconheceu que “o teletrabalho não tem só vantagens, também tem riscos” – como dificuldades de colocar fronteiras entre vida familiar e profissional”, isolamento e desmotivação – que esta rede pretende ultrapassar.

Durante a cerimónia, foram celebrados acordos de cooperação para a instalação de espaços de teletrabalho nos concelhos de Abrantes, Aguiar da Beira​, Alvaiázere, Ansião, Carregal do Sal, Castelo Branco, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fundão, Góis, Idanha-a-Nova, Mação, Oliveira do Hospital, Ourém, Penamacor, Penela, Proença-a-Nova, Sátão, Santa Comba Dão, Sever do Vouga, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha e Vouzela.

Os espaços, disponibilizados pelas autarquias, vão estar devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à internet e vão ser divididos em áreas de diferentes tipologias, de forma a disporem de bancadas livres para diferentes períodos de ocupação, zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação. Vão localizar-se em espaços centrais, próximos de serviços, espaços culturais ou destinados à prática de desporto.

As Câmaras Municipais serão responsáveis pela divulgação destes espaços, através das respetivas páginas e redes sociais, publicando fotografias ou vídeos, para permitir a realização de visitas virtuais por parte de eventuais interessados, bem como toda a informação relativa às características do espaço, condições de utilização, calendário anual, horário de utilização e custo associado.

O teletrabalho e o coworking assumem particular importância para os territórios do Interior na redução da assimetria geográfica de ofertas profissionais, democratizando as oportunidades entre as regiões de elevada densidade populacional e as de menor densidade. A rede agora constituída, alinhada com os objetivos do Programa de Valorização do Interior, pretende incentivar a fixação de pessoas no interior do país e promover a partilha de experiências e ideias entre trabalhadores de vários contextos e origens.

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