Dia do Trabalhador – O mercado de trabalho em números

Em Sociedade

O Dia do Trabalhador é celebrado este sábado,1 de maio. A Pordata, projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, apresenta um conjunto de destaques estatísticos sobre o mercado de trabalho em Portugal e na EU27.

O trabalho representa uma das mais importantes esferas da vida de uma pessoa. É através dele que obtemos rendimento, mas ele pode igualmente constituir um elemento crucial para a nossa identidade. Ter ou não ter emprego é frequentemente a linha que divide as situações de estar ou não em vulnerabilidade económica e social.

Devido às múltiplas dimensões da temática, este texto divide-se em sete áreas em que se procuram identificar alguns dos indicadores que permitem uma caracterização genérica do mercado de trabalho em Portugal: mão-de-obra disponível; condições de trabalho; escolaridade e aprendizagem; desigualdade de género; salários; protecção social e impactos da pandemia.

Importa reter alguns indicadores para análise do mercado de trabalho:

  • A. População activa (mão-de-obra disponível)
    • Pessoas empregadas
    • Pessoas desempregadas*
  • *Desempregados – pessoas que não tinham qualquer trabalho, estavam disponíveis para trabalhar e fizeram diligências activas nos últimos 30 dias para encontrar um emprego remunerado ou não.
  • B. População inactiva
    • Reformados
    • Jovens (com menos de 15 anos)
    • Estudantes com 15 e mais anos
    • Domésticos
    • Inativos à procura de emprego mas não disponíveis
    • Inativos disponíveis mas que não procuram emprego
  • C. População subutilizada – conjunto de A.2 + B.5 + B.6 + o subemprego de trabalhadores a tempo parcial*
  • *Subemprego dos trabalhadores a tempo parcial – Conjunto de trabalhadores, a tempo parcial que declararam pretender trabalhar mais horas do que as que habitualmente trabalhavam em todas as atividades e estavam disponíveis para começar a trabalhar as horas pretendidas (Metainformação INE)
  • População em idade activa – pessoas entre os 15-64 anos de idade
  • Taxa de actividade – percentagem da população activa sobre a população residente
  • Taxa de emprego – percentagem da população empregada em relação à população residente
  • Taxa de desemprego – percentagem da população desempregada em relação à população activa

Sabia que (em) Portugal…

  • é o 3º país com maior taxa de actividade entre pessoas com 65 ou mais anos
  • recuou face à meta 2020 estabelecida em 75% para a taxa de emprego
  • é um dos países que mais recorre ao trabalho temporário
  • 1 em cada 10 trabalhadores encontra-se a tempo parcial, quase metade da média da UE27
  • 1 em cada 5 trabalhadores ganha o Salário mínimo nacional
  • 3 em cada 10 trabalhadores têm o ensino superior
  • 6 em cada 10 desempegados inscritos no IEFP recebe subsídio de desemprego
  • tem cerca de 752 mil pessoas consideradas “subutilizadas” perante o mercado de trabalho

Mão-de-obra disponível

Sabia que…

  1. A UE27 conta com mais de 212 milhões de pessoas, com mais de 15 anos, consideradas activas. Em Portugal, a população activa é de cerca de 5 milhões de pessoas.

Portugal tem, no geral, uma taxa de actividade superior à média da UE27. Por cada 100 pessoas em Portugal com 15 ou mais anos, 59 estão no mercado de trabalho (quer estejam empregadas ou desempregadas). A média da UE27 é de 56.

Portugal é ainda o 3º país com maior percentagem de pessoas, com mais de 64 anos, no mercado de trabalho (a seguir à Estónia e Irlanda), um valor que representa o dobro do registado na EU27.

Factos

População activa (2020)

PT= 5.165.1 | UE27= 212.140.7

Taxa de actividade – 2019

Grupo etárioUE27Portugal
Total56,559,1
15-2438,534,2
25-3482,589,9
35-4487,292,4
45-5485,287,7
55-6461,864,4
65 +5,711,7

Conceitos:

População activa – Conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que, no período de referência, constituíam a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico (empregados e desempregados) (metainformação – INE).

Taxa de actividade – Taxa que permite definir o peso da população activa no total da população com 15 e mais anos (metainformação – INE).

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Taxa de actividade: total e por grupo etário

População activa

  • Portugal recuou no cumprimento da meta 2020, fixada para a taxa de emprego, na população entre os 20 e os 64 anos. Apesar de ter ultrapassado a meta, fixada em 75%, em 2018 (75,4%) e em 2019 (76,1%), os dados de 2020 confirmam o retrocesso, ainda que ligeiro (74,7%). Só Chipre e Portugal se encontram nesta situação de recuo face à meta já atingida em 2019. Contudo, no total, 12 dos países da UE27 ainda não cumpriram a meta que fixaram para 2020.

Nota: As metas variam entre os países: Portugal, tal como a EU, fixou a meta em 75%; Dinamarca, Suécia e Países Baixos em 80% (as mais elevadas) e Irlanda, Itália e Croácia em menos de 70% (as mais baixas). Ver metas aqui

Este indicador integra o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Trabalho digno e crescimento económico

Factos

Taxa de emprego (%) PT: 74,7 | Meta (%): 75

Conceitos:

Taxa de emprego (20-64 anos) – relação entre a população empregada (20-64) e a população residente (20-64). (metainformação – Eurostat)

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Taxa de emprego, dos 20 aos 64 anos, por sexo – Metas Europa 2020

  • Atendendo ao total da população empregada, Portugal é 9º país com maior peso relativo de trabalhadores por conta própria (TCP) empregadores (4,6%) e o 8º com mais TCP não empregadores (11,8%). Na Grécia, Roménia e Itália, mais de 15% da população empregada são TCP não empregadores. Em países como Alemanha, Dinamarca e Luxemburgo esta situação não ultrapassa os 5%.

Factos

TCP empregadores (%) 2020: PT= 4,6 | UE27=4,2

TCP não empregadores(%) 2020: PT=11,8 | UE27=10

Conceitos:

Trabalhador por conta própria (TCP) – é o profissional independente, patrão de si próprio. Diz-se que o trabalhador por conta própria é empregador quando contrata outras pessoas para trabalharem consigo ou que é isolado quando não tem funcionários a seu cargo.

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

População empregada por situação na profissão (%)

  • Portugal apresenta taxas de desemprego inferiores embora próximas da média da UE27, excepto nos grupos etários dos mais jovens e dos mais velhos, sendo a diferença particularmente expressiva entre a população dos 15 aos 19 anos (21% vs. 32%).

Factos

Taxa de desemprego (15-64 anos) (%) 2020: PT= 7,1%| UE27=7,2%

Taxa de desemprego 15-19 (%) 2020: PT=31,6% | UE27=21%

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Taxa de desemprego, dos 15 aos 64 anos, por grupo etário

  • Em Portugal, a taxa dos jovens (15-29 anos) que não trabalham nem estudam é de 11%, valor inferior à média da UE27 (14%). Em países como Itália, Grécia e Bulgária, mais de 18% dos jovens encontram-se nesta situação. Em contrapartida, no Luxemburgo, Suécia e Países Baixos, os valores são inferiores a 8%.

Este indicador integra o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Trabalho digno e crescimento económico

Factos

Taxa de jovens não empregados que não estão em educação ou formação (15-29) (%) (2020)

PT: 11% | UE27=13,7

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Taxa de jovens não empregados que não estão em educação ou formação: total e por sexo

Condições de trabalho

  • Portugal é o 4º país europeu com mais contratos a prazo, a seguir à Espanha, à Polónia e aos Países Baixos. Cerca de 1 em cada 5 trabalhadores tem um contrato a prazo, mais 4 p.p. que o verificado na UE27 (14%). Nos países bálticos e na Roménia, esta situação atinge menos de 3% dos trabalhadores.

Factos

Trabalhadores com contrato de trabalho temporário (%) 2020: PT=17,8 | UE27=13,6

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Trabalhadores com contrato de trabalho temporário em % do total de empregados: total e por sexo

  • O recurso ao tempo parcial em Portugal é de quase metade face à UE27 (10% vs. 19%). Nos Países Baixos, mais de metade dos trabalhadores trabalha a tempo parcial e na Alemanha, Áustria, Bélgica esta é uma realidade para pelo menos ¼ dos trabalhadores.

Factos

População empregada a tempo parcial (%) 2020: PT=9,8 | UE27=19,1

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

População empregada a tempo parcial e completo (%)

  • Em 2019, em Portugal, 11% da população empregada era considerada pobre, ou seja, vivia com rendimentos inferiores ao limiar de risco de pobreza. Portugal está entre os cinco países (Roménia, Espanha, Luxemburgo e Itália) com maior risco de pobreza entre trabalhadores. Na Finlândia e na República Checa o risco de pobreza atinge menos de 4% da população empregada.

Atenção: No Eurostat, os dados relativos a 2019 referem-se ao ano de aplicação do inquérito embora o período de referência dos indicadores sobre o rendimento se refira ao ano civil ou fiscal anterior, isto é, 2018, excepto Irlanda (últimos 12 meses).

Factos

Taxa de risco de pobreza da população empregada (%) 2019: PT=10,8 | UE27=9,0

Conceitos:

Taxa de risco de pobreza % de pessoas que tem rendimentos considerados baixos face à restante população, ou seja, que ficam abaixo do valor fixado para o limiar de risco de pobreza. A linha de pobreza é relativa, isto é, varia consoante o nível e a distribuição dos rendimentos entre a população de cada país. Por isso, uma pessoa que é considerada pobre num país pode não o ser noutro. Em Portugal o limiar de risco de pobreza = 501 euros mensais. (conceito simplificado da Pordata a partir da metainformação – Eurostat).

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

PORDATA – Taxa de risco de pobreza da população empregada

  • Portugal é um dos seis países com menor produtividade, ou seja, que geram menos riqueza por hora de trabalho (65% da média da UE27). Bulgária, Grécia e Letónia são os “menos produtivos” ao passo que Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca encabeçam a lista dos que geram mais riqueza por hora trabalhada.

Factos

Produtividade do trabalho, por hora de trabalho (UE27=100) 2019: PT=65,3

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Produtividade do trabalho, por hora de trabalho (UE27=100)

  1. Em 2018, ocorreram, em Portugal, 103 acidentes de trabalho mortais: é o valor mais baixo desde que há dados (1994). Já os acidentes de trabalho considerados graves atingiram os 130.430. Considerando os acidentes graves por 100 mil empregados, Portugal ocupava a primeira posição no ranking, com 2.680 casos Também com mais de 2.000 acidentes graves por 100 mil empregados temos países como o Luxemburgo, Espanha e Alemanha. Na Grécia, Bulgária e Roménia os acidentes graves por 100 mil empregados são inferiores a 200.

Factos

Acidentes de trabalho PT 2018: Graves=130.430 | Mortais=103

Acidentes de trabalho graves por 100 mil empregados: PT 2018= 2.680

Nota: sem dados para França.

Conceito:

Acidente de Trabalho – inclui imprevistos que podem matar ou ferir física ou psicologicamente o trabalhador, como é o caso de uma queda, da perda de controlo de uma máquina, de incêndio ou explosão no decorrer do trabalho (metainformação Eurostat)

Acidente de Trabalho Mortal- Acidente de que resulte a morte da vítima num período de um ano (após o dia) da sua ocorrência. (metainformação – GEE/ME)

Fonte: Eurostat, ESAW, Pordata

Factos:

Acidentes de trabalho graves e mortais

Acidentes de trabalho graves, por 100 mil empregados: total e por alguns sectores de actividade económica

Escolaridade e a aprendizagem de adultos

  1. Quase metade dos empregadores em Portugal têm, no máximo, o ensino básico (46%), 29 p.p. acima do registado na média da UE27 (17%). Apesar dos trabalhadores por conta de outrem serem mais escolarizados que os empregadores, as diferenças face à média europeia mantêm-se: enquanto que, em Portugal, 37% dos trabalhadores têm, no máximo, o ensino básico, na EU27 esse valor é de 16%. Contudo, é de salientar a maior aproximação do peso dos trabalhadores com ensino superior à média europeia (32% vs. 38).

Factos

Empregadores sem instrução ou com o ensino básico (%): PT=46,1 | UE27=16,7

Trabalhadores sem instrução ou com o ensino básico (%): PT=37,1 | UE27=16,1

Trabalhadores com o ensino secundário (%): PT=31,3 | UE27= 46,3

Trabalhadores com o ensino superior (%): PT=31,5 | UE27=37,5

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Trabalhadores por conta de outrem por nível de escolaridade no total de trabalhadores por conta de outrem (%)

Trabalhadores por conta própria como empregadores por nível de escolaridade no total de trabalhadores por conta própria como empregadores (%)

  1. Em 2020, Portugal era o 12º país com maior participação de adultos na aprendizagem (10%), valor semelhante ao da UE27 (9,2%). É na Suécia que se verifica uma maior percentagem de adultos a participar na aprendizagem (28,6%), valor que contrasta com os registados na Bulgária (1,6%) e Roménia (1%).

Factos

Participação de adultos na aprendizagem (%) 2020: PT=10%|UE27=9,2%

Este indicador integra o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Trabalho digno e crescimento económico

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Participação de adultos na aprendizagem

Desigualdade de género

  1. Em 2020, mais de 1/5 das mulheres inactivas, entre os 20 e os 64 anos, encontravam-se em inactividade devido a responsabilidades familiares. Em 2000 esta razão era invocada por quase 40% das mulheres inactivas. Em contrapartida, este indicador nunca superou os 5% entre os homens inactivos.

Este indicador integra o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Trabalho digno e crescimento económico

Factos

População inactiva, entre os 20 e os 64 anos, devido a responsabilidades familiares (%)

PT: Mulheres=22 | Homens=4,4

UE27: Mulheres=27,3 | Homens=3,9

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

População inactiva devido a responsabilidades familiares: total e por sexo

  1. Em todos os países da EU27, a disparidade salarial favorece os homens. Portugal é o 8º país onde esta disparidade é menor: elas ganham menos 11% que eles. Luxemburgo é o país com menor gap salarial (1,3%) e há 3 países onde elas auferem menos 20% que eles: Estónia (21,7), Letónia (21,2) e Áustria (19,9).

Factos

Disparidade salaria entre homens e mulheres (%) 2019

PT: 10,6% |UE27=14,1%

Nota: Sem dados para a Grécia e Irlanda.

Este indicador integra o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – Trabalho digno e crescimento económico

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Disparidade salarial entre homens e mulheres

Salários

  1. O salário mínimo nacional em Portugal (em PPS) é quase metade do salário luxemburguês (885.94 vs. 1668.43). Na Estónia, Letónia e Bulgária o SMN é inferior a 700 PPS.

Factos

SMN (PPS) 2021: PT=885.94

A Dinamarca, Itália, Áustria, Chipre, Finlândia e Suécia são excluídos da recolha de dados por não terem salários mínimos obrigatórios nacionais.

Fonte: Eurostat, Pordata

Links

Salário mínimo nacional (PPS)

  1. Comparando o ano de 1974 com o ano de 2020, e descontando o efeito da inflação, as pessoas que recebem o SMN recebem hoje mais 139€ do que em 1974, ou seja, em média ganhou-se mais 3€ euros por ano.

Factos

SMN, a preços constantes

1974 = 582.6 | 2020= 721.3

Fonte: DGERT/MTSSS, Pordata

Links

Salário mínimo nacional

  1. Em 2018, cerca de 1 em cada 5 trabalhadores ganhava o SMN (22%). É o triplo do valor registado em 2008 (7,4%) – é de notar, contudo, que o SMN aumentou neste período 23%, o equivalente a mais de 100 euros (a preços constantes), crescimento bem superior ao das remunerações médias mensais no mesmo período (4%, ou mais 35 euros). No sector do alojamento e restauração, o SMN atinge um terço dos trabalhadores e um quarto daqueles nas indústrias transformadoras e nas actividades de saúde e apoio social.

Factos

% de trabalhadores por conta de outrem com o salário mínimo nacional

 20082018Variação Absoluta
Alojamento, restauração e similares14,832,517,7
Indústrias transformadoras8,625,817,2
Actividades de saúde humana e apoio social6,924,617,7
Construção5,723,718,0
Total7,422,114,7
Comércio por grosso e a retalho (…)8,621,512,9
Actividades imobiliárias5,119,714,6
Transporte e armazenagem1,114,213,1
Indústrias extractivas3,29,96,7
Educação1,79,07,3
Actividades financeiras e de seguros0,21,61,4
Electricidade, gás e água0,10,30,2

Nota: Os valores apresentados referem-se a Portugal Continental.

A remuneração de base mensal é o montante que o empregado tem direito a receber todos os meses pelo horário normal de trabalho.

Fonte: GEE/METD, Pordata

Links

Trabalhadores por conta de outrem com salário mínimo nacional por sector de actividade económica – Continente (%)

Salário mínimo nacional

Salário médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem: remuneração base e ganho

  1. A preços constantes, o aumento dos salários nas últimas décadas tem vindo a ser menor. Se na década de 90 (entre 1988 e 1998), os salários aumentaram 32%, já na década de 2000 (entre 1998 e 2008) aumentaram 12% e na última (entre 2008 e 2018) 5%. Um Trabalhador por Conta de Outrem (TCO) ganha, em média, 1.170 euros mensais em 2018 (a preços correntes). Os sectores da electricidade, gás e água; dos organismos internacionais; e das actividades financeiras e de seguros ganham cerca do dobro do ganho médio nacional. Os ganhos mais baixos (inferiores a 1.000 euros) ocorrem nos sectores da construção, agricultura e pescas e alojamento e restauração.

Factos

Ganho médio mensal dos TCO por sector (preços constantes)

 1988199820082018Taxa de variação (2008-2018)
Electricidade, gás e água1.344,21.928,32.373,32.880,121,4
Organismos internacionais (…)//882,21.814,62.270,125,1
Actividades financeiras e de seguros//2.078,82.408,82.267,5-5,9
Transportes e armazenagem1.210,21.495,31.399,41.392,9-0,5
Indústrias extractivas732,61.031,21.116,11.370,722,8
Educação//1.060,81.155,11.242,97,6
Total744,2978,31.091,61.143,14,7
Indústrias transformadoras649,8855,8984,61.084,810,2
Administração pública (…)//1.100,31.132,11.074,1-5,1
Comércio por grosso e a retalho (…)//914,51.015,21.073,55,7
Saúde e acção social//761,9929,71.020,99,8
Construção614,3810,5942,4970,12,9
Agricultura e pesca498,3673,3773,8875,613,2
Alojamento, restauração e similares//656,7741,3801,28,1

Fonte: GEP/MTSSS (até 2009) | GEE/MEc (2010 a 2012) | GEP/MSESS, MTSSS (a partir de 2013) – Quadros de Pessoal, Pordata

Links:

Ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem: total e por sector de actividade económica

Protecção Social – prestações sociais

  1. Em 2019, o número de beneficiários de prestações de desemprego (subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego) foi de mais de 169,5 mil indivíduos. Assim, quase 4 em cada 100 contribuintes recebe uma prestação de desemprego, o dobro do que em 1990. Os anos em que se atribuíram mais subsídios de desemprego foram 2012 (398,7 mil) e 2013 (375 mil), no pico da última crise económica.

Factos

Beneficiários de prestações de desemprego da Segurança Social: 1990= 169.485 | 2012= 398.742 | 2013=375.057 | 2019=169.485

Fonte: IGFSS/MTSSS (até 1997) | II/MTSSS (a partir de 1998), PORDATA

Links

Prestações de desemprego da Segurança Social: total de subsídios, subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego

Beneficiários das prestações de desemprego da Segurança Social no total de beneficiários activos (%)

  • Do total de desempregados inscritos no IEFP em 2019, 6 em cada 10 recebe uma prestação de desemprego (subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego). Há 10 anos, eram 8 em cada 10. Entre 2016 e 2017, metade dos inscritos não recebia qualquer prestação.

Factos

Beneficiários das prestações de desemprego da Segurança Social no total de desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (%): 2009=78,6 | 2016=47,5 |2017=47,5|2018=53,6| 2019=59,8

Conceitos:

Desempregado = Candidato inscrito num Centro de Emprego que não tem trabalho, procura um emprego como trabalhador por conta de outrem, está imediatamente disponível e tem capacidade de trabalho.

Fonte: IGFSS/MTSSS (até 1997) | II/MTSSS (a partir de 1998), IEFP/MTSSS-METD, PORDATA; II/MTSSS, PORDATA

Links

Beneficiários das prestações de desemprego da Segurança Social no total de desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (%)

  • O subsídio de doença foi atribuído a mais de 713,6 mil beneficiários em 2020. Destes, cerca de 6 em cada 10 são mulheres. Mais de metade dos beneficiários têm menos de 45 anos.

Factos

Beneficiários do subsídio de doença:

2020= 713.612|Homens= 298.083 | Mulheres= 415.529

Por grupo etário: Menos de 45 anos = 371.323 | 45 ou mais anos = 342.289

Fonte: II/MTSSS, Pordata

Links

Beneficiários da Segurança Social do subsídio por doença: total e por grupo etário

Beneficiários do subsídio por doença da Segurança Social: total e por sexo

Impacto da pandemia

  • Em 2020 estavam inscritas 385 mil pessoas como desempregadas no IEFP. Face a 2019, este número representa um aumento de mais 71 mil pessoas (um acréscimo de 22%). Atendendo ao perfil do total dos desempregados em 2020, verifica-se que:
  • 92% estão à procura de novo emprego;
  • mais de metade são mulheres (56%);
  • 1/4 tem 55 ou mais anos;
  • quase metade (49%) tem no máximo o ensino básico;
  • mais de 70% provém do sector terciário;
  • 63% está inscrito no IEFP há menos de um ano.

Factos

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (IEFP):

Total: 2019=314.3 | 2020=384.9

2020

Homens=169.5 | Mulheres=215.4

Desempregados inscritos no IEFP com 55 ou mais anos: 92.8

Desempregados à procura de novo emprego: 354.4

Desempregados inscritos no IEFP com o ensino básico: 174.8

Desempregados inscritos no IEFP do sector terciário: 240

Desempregados inscritos há menos de 1 ano: 245.9

Fonte:  IEFP/MTSSS-METD, Pordata

Links

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (média anual): total e por sexo

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (média anual): total e por grupo etário – Continente

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (média anual): total e por tipo de desemprego

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (média anual): total e por nível de escolaridade completo – Continente

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional à procura de novo emprego (média anual): total e por grandes sectores de actividade económica – Continente

Desempregados inscritos nos centros de emprego e de formação profissional (média anual): total e por tempo de inscrição

  • Segundo dados do Eurostat, em 2020, Portugal tem cerca de 752 mil pessoas entre os 15-74 anos consideradas “subutilizadas” perante o mercado de trabalho. Este termo, de subutilização, representa o conjunto das seguintes situações:
  • pessoas em desemprego (351 mil)
  • subemprego dos trabalhadores a part-time* (153 mil)
  • pessoas à procura de emprego, mas não disponíveis no imediato (17 mil); 
  • pessoas disponíveis, mas que não procuram trabalho (230 mil);

Portugal apresenta assim uma taxa de subutilização de 14,1%, valor muito próximo da UE27 (14,3) e ainda assim longe do valor atingido na crise de 2013 (26%).

Conceitos:

Subutilização do trabalho – Indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego. (Metainformação INE)

Desempregado –

Taxa de subutilização do trabalho = (Subutlização do trabalho/População ativa alargada)*100

População activa alargada – População ativa acrescida dos inativos à procura de emprego mas não disponíveis e dos inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

Subemprego dos trabalhadores a part-time – Conjunto de trabalhadores, a tempo parcial e com idade dos 15 aos 74 anos que, no período de referência, declararam pretender trabalhar mais horas do que as que habitualmente trabalhavam em todas as atividades e estavam disponíveis para começar a trabalhar as horas pretendidas num período específico (o período de referência ou as duas semanas seguintes).

Factos

Indivíduos “subutilizados” 2020: UE27= 31.672.000 | PT=752.000

Fonte: Eurostat

Links

Subutilização do trabalho

  • O número de entidades empregadoras com prestações de lay-off tradicional aumentou 5 vezes mais entre 2019 e 2020 (3.883 vs. 20.262) tendo já ultrapassado o ano 2009, aquele com o maior número de beneficiários de prestações de lay-off (19.278). Em 2020, 6 em cada 10 destas prestações foram atribuídas por suspensão temporária, sendo as restantes por redução de horário de trabalho.

Factos

Entidades empregadoras em situação de Lay-off:

2005= 34 | 2012=550 | 2013= 547 | 2019=150 | 2020=857

Prestações atribuídas 2020: Suspensão temporária=12.347 | Redução de horário de trabalho=7.915

Conceito:

Lay-off- Redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho por iniciativa da empresa, durante um determinado período de tempo, motivadas por ocorrências que afetam gravemente a atividade normal da empresa e desde que se revelem indispensáveis para assegurar a viabilidade económica da empresa e a manutenção dos postos de trabalho (Metainformação INE).

Fonte: Segurança Social, Pordata

Links

Pordata – Entidades e beneficiários em Lay-off

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