Os 10 jogadores com mais jogos pelo Vilafranquense na II Divisão B

Em Desporto

Fundado a 12 de abril de 1957, a União Desportiva Vilafranquense resultou da fusão de quatro coletividades existentes em Vila Franca de Xira: Operário, Águia, Hóquei e Ginásio. O intuito passava por criar um clube maior e mais representativo, que tem tido o ponto mais alto da sua história desde 2019, com a subida à II Liga.

Em termos futebolísticos, a União Desportiva Vilafranquense acabou por suceder ao Grupo Futebol Operário Vilafranquense, nascido a 6 de março de 1913 e que no final da década de 1930 e nos anos 1940 participou na II Divisão Nacional; e ao Águia Sport Clube Vilafranquense, clube satélite do Belenenses, fundado a 3 de maio de 1924 e que também competiu na II Divisão durante a década de 1940.

Até à ascensão às ligas profissionais o mais significativo que as Piranhas do Tejo tinham alcançado foram duas presenças nos oitavos de final da Taça de Portugal, em 2003-04 e 2016-17, quando foram eliminadas por FC Porto e Vitória de Guimarães, respetivamente.

Em termos de II Divisão B acumulou oito presenças, uma em 1995-96 e as outras sete entre 1998 e 2005, tendo alcançado o 2.º lugar na Zona Centro em 1999-00.

Vale por isso a pena recordar os dez jogadores com mais jogos pelo Vilafranquense na II Divisão B.

10. Cid (83 jogos)

Médio defensivo cabo-verdiano, mas desde tenra idade em Portugal, passou por clubes como LourinhanenseAlverca e Santa Clara antes de reforçar o Vilafranquense no verão de 1998, aquando do regresso dos ribatejanos à II Divisão B.Na primeira época no Cevadeiro disputou 30 jogos (25 a titular) no campeonato, contribuindo para a obtenção da permanência.

Em 1999-00 atuou em 23 partidas (oito a titular) e ajudou a formação de Vila Franca de Xira a alcançar um brilhante 2.º lugar na Zona Centro.

Na terceira e última temporada no Cevadeiro participou em 30 encontros (19 a titular) e marcou um golo à Sanjoanense.No verão de 2001 transferiu-se para o Casa Pia.

9. Cortes (83 jogos)

Disputou o mesmo número de jogos de Cid, mas amealhou mais 2121 minutos em campo – 7045 contra 4924.Defesa central que vinha que no futebol sénior tinha representado Fanhões e Povoense, reforçou o Vilafranquense no verão de 1994 e logo na primeira época no clube alcançou a subida à II Divisão B.Em 1995-96 disputou 29 jogos (todos a titular) na II B, mas foi impotente para evitar a descida à III Divisão.Após a despromoção mudou-se para o Vianense, mas regressou ao Cevadeiro em 1997-98 para se sagrar campeão nacional na III Divisão.Seguiram-se três temporadas consecutivas ao serviço dos ribatejanos na II B, tendo atuado num total de 54 partidas (51 a titular) e integrado a equipa que alcançou um honroso 2.º lugar na Zona Centro em 1999-00.No verão de 2001 transferiu-se para o Loures.

8. Cristiano (87 jogos)

Defesa central natural de Amiais de Baixo (concelho de Santarém), internacional jovem português e formado no Benfica ao lado de Veríssimo, José Soares, Bruno Caires e Rogério Matias, reforçou o Vilafranquense no verão de 2000, depois de passagens por União de Santarém, Alcains e Beneditense.

Em quatro temporadas no Cevadeiro foi quase sempre titular indiscutível – a exceção foi em 2002-03, quando não foi além de nove jogos –, ajudando os ribatejanos a alcançar sempre a permanência. Entre 2000 e 2004 amealhou um total de 87 encontros (83 a titular) e dois golos na II Divisão B, tendo ainda participado na célebre eliminatória da Taça de Portugal frente ao FC Porto em janeiro de 2004.Paralelamente, era chefe do bowling num dos centros comerciais em Vila Franca de Xira.No verão de 2004 regressou ao Beneditense.

7. João Ribeiros (91 jogos)

Defesa central/médio defensivo que tinha passado por clubes como SeixalPenicheLourinhanenseAmoraOvarense e Oriental, reforçou o Vilafranquense no verão de 2000.Titular indiscutível ao longo das três temporadas que passou no Cevadeiro, amealhou um total de 91 jogos (86 a titular) e apontou cinco golos pelos ribatejanos na II Divisão – Zona Centro, ajudando a equipa a assegurar sempre a permanência.No verão de 2003 transferiu-se para o Sintrense.

6. Zé Manuel Ramos (96 jogos)

Avançado de origem moçambicana desde tenra idade radicado no Alentejo, passou por clubes como Aldenovense e Desp. Beja antes de chegar a Vila Franca de Xira no verão de 1998.Na primeira época no Cevadeiro até foi mais vezes suplente utilizado (19) do que titular (13), mas contribuiu para a permanência do Vilafranquense na II Divisão B com 16 golos, registo que fez dele o quarto melhor marcador da Zona Centro em 1998-99.

Na temporada seguinte confirmou a veia goleadora ao sagrar-se no artilheiro-mor do campeonato, com 29 golos em 36 jogos (32 a titular), tendo ajudado os ribatejanos a alcançarem um brilhante 2.º lugar no campeonato.Apesar do elevadíssimo número de remates certeiros, nunca deu o salto para as ligas profissionais. Entre 2000 e 2002 representou o Casa Pia, mas regressou ao Vilafranquense em 2002-03 para atuar em 28 encontros (15 a titular) e apontar oito golos.Depois transferiu-se para o Carregado.

5. Roque (108 jogos)

Médio de elevada estatura (1,90 m) formado no Povoense, passou ainda por Alhandra e Loures antes de reforçar o Vilafranquense no verão de 1996.Na segunda época no clube sagrou-se campeão nacional da III Divisão e a consequente promoção à II Divisão B, patamar em que amealhou um total de 108 encontros (105 a titular) e 29 golos pela turma do Cevadeiro entre 1998 e 2002, tendo contribuído para a obtenção do brilhante 2.º lugar na Zona Centro em 1999-00 e conquistado com naturalidade o estatuto de capitão de equipa.No verão de 2002 transferiu-se para o Odivelas.

4. Angel (128 jogos)

Lateral/médio esquerdo que passou pelas camadas jovens de BenficaCasa Pia e Estrela da Amadora, representou ainda os seniores dos açorianos do Operário antes de ingressar no Vilafranquense no verão de 1999.Na primeira época no Cevadeiro sentiu algumas dificuldades para se impor no onze das Piranhas do Tejo, apesar de ter contribuído para a obtenção do brilhante 2.º lugar na Zona Centro da II Divisão B, mas nas temporadas que se seguiram tornou-se titular indiscutível. No total amealhou 128 jogos (119 a titular) e três golos no campeonato ao serviço da formação de Vila Franca de Xira entre 1999 e 2003.Depois mudou-se para o Barreirense, ajudando o conjunto alvirrubro a subir à II Liga em 2005.

3. Casquinha (147 jogos)

O melhor marcador de sempre do Vilafranquense na II Divisão B, com 59 golos. Avançado natural de Alverca do Ribatejo, cruzou-se com Marco Caneira e Simão Sabrosa na formação do Sporting, apesar de ter feito grande parte do seu período formativo no Alverca.

No entanto, quando subiu a sénior, em 1997, rumou ao Vilafranquense e logo na primeira época no Cevadeiro sagrou-se campeão da III Divisão Nacional e alcançou a promoção à II Divisão B, patamar competitivo em que disputou em 58 jogos (50 a titular) e apontou 24 golos entre 1998 e 2000, contribuindo para a obtenção do honroso 2.º lugar em 1999-00.Em 2000-01 representou o Seixal, mas no verão de 2001 regressou a Vila Franca de Xira para mais três anos a competir na II Divisão B, tendo amealhando entre 2001 e 2004 um total de 89 partidas e 35 golos.

“Não sei se sou o ídolo, mas sempre fui muito bem tratado em Vila Franca. Agora não vou muito lá. Tenho uma vida profissional atarefada, mas sei que as pessoas me reconhecem e é agradável. Íamos jogar fora e comíamos sempre em Vila Franca antes de ir para Norte. As pessoas ainda são as mesmas e recordam esses momentos. Sempre foi um clube que me acarinhou e sempre me senti vila-franquense, apesar de ser de Alverca e haver aquela rivalidade. Estive no Vilafranquense desde os 18 anos e fui logo campeão”, afirmou ao Record em outubro de 2015.Nessa segunda passagem pelo clube, capitaneou a equipa que em janeiro de 2004 defrontou o FC Porto no Estádio das Antas numa eliminatória da Taça de Portugal. “Mourinho deu-me os parabéns e disse-me ‘bom jogo capitão’ que na altura era eu. Na primeira parte estive a jogar do lado dos bancos, do lado dele, e mesmo num jogo que à partida seria mais fácil, Mourinho estava muito interventivo e sempre a puxar pelos seus jogadores. Qualquer jogo, para ele, dá ideia que é sempre para ganhar, não importa o adversário. Estava ali muito ao pé do banco do FC Porto e percebia que era respeitador e dava força ao adversário. Não sei se por se tratar de uma equipa da II Divisão B, mas tinha comentários bastantes afetuosos para nós. O Mourinho respeitou e tratou-nos com muita elevação”, relatou ao Record. “Tínhamos um grupo muito interessante do qual fazia parte o Tiago Caeiro e o Marinho, que não pôde jogar. Estavam connosco e orgulhámo-nos de privar com eles. Quem jogava connosco, mesmo depois de ter jogado mais acima, manteve a mesma humildade”, acrescentou. No verão de 2004 transferiu-se para o Loures.

2. Sérgio Paulo (158 jogos)

Defesa polivalente, capaz de cobrir todas as posições da linha defensiva, foi formado no Vilafranquense e fez quase toda a carreira no clube, tendo estado na equipa principal entre 1989 e 2005. Ou seja, esteve nas oito participações dos ribatejanos na II Divisão B.Ainda assim, começou na III Divisão, desceu às distritais da AF Lisboa em 1992, sagrou-se campeão distrital no ano seguinte e em 1995 subiu à II Divisão B, patamar em que disputou 20 jogos (16 a titular) em 1995-96, não conseguindo evitar a descida à III Divisão.

Em 1997-98 sagrou-se campeão nacional da III Divisão, seguindo-se sete temporadas consecutivas na II B, tendo amealhado um total de 138 encontros (133 a titular) no campeonato entre 1998 e 2005. Em 1999-00 contribuiu para a obtenção do 2.º lugar na Zona Centro e em 2003-04 participou na caminhada até aos oitavos de final da Taça de Portugal.Em 2005 despediu-se do Cevadeiro com a descida à III Divisão, tendo encerrado a carreira no ano seguinte após uma época no Carregado.

1. Moisão (199 jogos)

Lateral direito/médio defensivo natural de Vila Franca de Xira, passou pelas camadas jovens de Alhandra e Carregado antes de chegar ao Vilafranquense ainda júnior, em 1994-95.Na época seguinte subiu à equipa principal, tendo participado em 27 jogos (10 a titular) e marcado um golo ao Oliveira do Hospital na II Divisão B, mostrando-se impotente para evitar a descida à III Divisão.Em 1997-98 sagrou-se campeão nacional da III Divisão e contribuiu para a promoção à II B, patamar em que disputou 172 encontros (165 a titular) e apontou 12 golos entre 1998 e 2003. Nesse período contribuiu para a obtenção do brilhante 2.º lugar na Zona Centro em 1999-00.No verão de 2003 transferiu-se para o Carregado, clube pelo qual haveria de jogar na II Liga em 2009-10, quando já tinha 33 anos.

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