Fabíola Cardoso é a candidata do BE à presidência da Câmara de Santarém

Em Autárquicas 2021

A Assembleia de Aderentes do Bloco de Esquerda de Santarém aprovou os dois nomes que encabeçarão a equipa que se candidatará à Câmara Municipal. 

Fabíola Cardoso, cabeça de lista do BE à Câmara

Fabíola Cardoso é a candidata à presidência da Câmara. Atualmente é deputada eleita para a Assembleia da República, onde tem sido uma voz interventiva, principalmente nas Comissões de Assuntos Europeus, de Agricultura e Mar e de Ambiente e Ordenamento do Território. Tem apresentado, defendido e feito aprovar propostas legislativas de interesse local e impacto nacional, nomeadamente sobre o Rio Tejo e a Linha Ferroviária do Norte. Acompanha de perto os principais problemas do distrito, tendo apresentado centenas de requerimentos e perguntas escritas ao Governo sobre temas tão variados como a poluição relacionada com as suiniculturas, os subsídios da Política Agrícola Comum, a falta de transportes ou iniciativas para apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos e filhas. Professora de Biologia e Geologia, de 47 anos, destacou-se enquanto cidadã nos movimentos cívicos LGBT, na defesa da escola pública e do ambiente.

A Assembleia aprovou Vítor Franco para o 2.º lugar da lista. Eletricista de profissão, é neste momento deputado municipal com intensa participação; cronista na rádio e no jornal Mais Ribatejo, é praticante de trail e amante  das viagens em bicicleta animando o blogue santaremnomundo.blogspot.com. É conhecido pelo seu ativismo sindical, social, cultural e desportivo na região.

Vítor Franco é o 2.º da lista do BE para a Câmara de Santarém

Em comunicado, o Bloco de Esquerda afirma a oposição a este executivo municipal PSD: “Ricardo Gonçalves entende a gestão do município como uma sociedade anónima (S.A.) de concessões a privados. A privatização sucessiva de serviços da câmara degrada os serviços públicos e é pré-corrupção, gera precariedade laboral e alimenta negócios para privados [cultura, recolha lixos, festival gastronomia, crematório, “mercado municipal”…] em detrimento da qualidade de vida e desenvolvimento sustentável do concelho”. 

Para o BE, “os principais recursos do concelho estão subaproveitados e Santarém continua a perder o comboio do progresso que vemos em povoações vizinhas”. 

O Bloco defende que “Santarém precisa de um 25 de abril na sua gestão! Santarém precisa de um rumo que garanta o futuro! É preciso uma alternativa de desenvolvimento no concelho, que responda às necessidades da população, que valorize e proteja os recursos naturais e que permita parar a saída das gerações mais jovens”. 

O Bloco de Esquerda adianta no comunicado que “pretende, em diálogo com as populações, continuar a a aliança cidadã das anteriores autárquicas e construir um programa autárquico que faça a ponte entre os problemas existentes e o concelho que merecemos”. 

A decisão concelhia será objeto de ratificação pela Distrital.

O executivo municipal escalabitano é liderado por Ricardo Gonçalves (PSD), que vai recandidatar-se a um terceiro mandato autárquico, tendo o PS apresentado já a candidatura do atual deputado Manuel Afonso e o Chega anunciado a candidatura do médico veterinário Pedro Frazão.

O PSD obteve 43,2% dos votos nas eleições autárquicas de 2017, elegendo cinco dos quatro elementos do executivo municipal, ocupando o PS (34,1%) os restantes lugares.

A CDU teve 7,6% dos votos, o CDS 5,4% e o BE 4,1%, num concelho que em 2017 tinha 51.718 eleitores inscritos.

A lei determina que as eleições autárquicas decorram entre 22 de setembro e 14 de outubro.


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