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Lisboa, Setúbal e Santarém – GNR desmantela circuito de venda de bebidas não alcoólicas avaliadas em 140 mil euros

Em Sociedade

A Unidade de Ação Fiscal (UAF) apreendeu, ontem, 5 de maio, mais de 63 mil litros de bebidas não alcoólicas e desmantelou uma rede criminosa que se dedicava à introdução destas bebidas para posterior comercialização ilícita em Lisboa, Setúbal e Santarém.

No âmbito de uma investigação que decorria há cerca de ano e meio e que incidiu numa rede criminosa com dimensão internacional que se dedicava à introdução de bebidas adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes, em território nacional, os militares da Guarda levaram a cabo diligências policiais que permitiram desmantelar esta rede. No decorrer da investigação foi possível apurar que a rede criminosa procedia à aquisição de quantidades avultadas de Bebidas Não Alcoólicas (BNA) em Espanha, em regime de suspensão de imposto, desrespeitando as regras de circulação previstas para este tipo de produtos, dado que a importação não era feita para um operador detentor de estatuto autorizado, sendo depois introduzidas no circuito económico sem a respetiva apresentação às estâncias aduaneiras competentes.

Foi dado cumprimento a 28 mandados de busca, nove domiciliárias e 19 em empresas, armazéns e anexos, que culminaram na apreensão de diverso material.

Foram apreendidos 63 596 litros de bebidas adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes; diversa documentação fiscal e bancária; equipamentos informáticos; e 2 870 euros em numerário.

Segundo a GNR, o valor comercial das bebidas não alcoólicas apreendidas é de cerca de 140 mil euros, sendo que a sua comercialização ilícita teria causado um prejuízo ao Estado de cerca de 40 mil euros, resultante da evasão à tributação incidente em sede de Imposto Especial Sobre o Consumo do Álcool e Bebidas Alcoólicas e as adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes (IABA) e Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Foi ainda possível apurar-se que as bebidas adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes eram colocadas no mercado abaixo do preço de custo, gerando assim uma concorrência desleal entre operadores e uma adulteração grave do mercado nacional nesse setor.

No decorrer da ação foram constituídos dez arguidos, nomeadamente sete pessoas e três empresas, as quais obtiveram uma vantagem patrimonial ilícita de, pelo menos, meio milhão de euros, encontrando-se indiciados pela prática dos crimes de fraude fiscal qualificada e introdução fraudulenta no consumo qualificada.

A ação contou com o reforço de 80 militares da Unidade de Ação Fiscal e do Comando Territorial de Lisboa.

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