Incêndio no lagar do Meira há cerca de 100 anos atrás. Para a história dos Bombeiros de Constância

Em Correio dos Leitores

No dia 6 de Maio comemora-se o aniversário da fundação da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Constância. Sobre a história da fundação já escrevi em tempos no extinto jornal “Gazeta do Tejo”. Desta vez permito-me  acrescentar aos registos da associação, uma das histórias orais que ainda consegui recolher durante a minha juventude. Que este  nonagésimo sexto aniversário seja assim enriquecido com este testemunho dos velhos da vila.

Foto contemporânea da fundação dos Bombeiros Voluntários de Constância. Na altura o Comandante era o Sargento Gambôa, também fotógrafo local.

Certo dia houve um incêndio no lagar do Nateiro do Meira. E os homens lá foram com a bomba manual. Só que esta pesava muito e a ladeira a seguir a Santana era muito íngreme, havendo do lado esquerdo uma grande cova ( local dos actuais Paços do Concelho). Ora, os homens disseram “trava” para o que ia a dirigir, ele descuidou-se e destravou, e lá foram todos parar ao fundo da cova. No meio da confusão ouvia-se dizer: “tragam a luz, tragam a luz”. Mas que luz? Não havia nada na altura. Lá foi então a vizinha Celeste com o gasómetro da bicicleta do João Nogueira e a mãe das Fonsecas com uma candeia.

Ouvi esta historia à  minha tia-avó Zulmira da Luz, às Fonsecas e a Augusto Alves Soares.

O “quartel” destes “bombeiros ” era num edifício onde funciona actualmente o cabeleireiro (antiga loja do Ercílio). Quanto à bomba manual? Seria semelhante à da foto.
José Luz

(antigo presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Constância).


PS- não uso o dito AOLP

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