Pelo menos 119 palestinianos morreram desde o início dos bombardeamentos israelitas

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Pelo menos 119 pessoas já morreram, incluindo 31 menores, desde o início da escalada militar entre Israel e grupos palestinianos na segunda-feira, anunciou hoje o Ministério da Saúde palestiniano

Entre os mortos estão 19 mulheres e o número de palestinianos feridos subiu para 830, declarou o porta-voz do Ministério da Saúde palestiniano, Ashraf Al-Qedra.

O exército israelita realizou esta madrugada a maior operação na Faixa Gaza desde a eclosão da escalada militar na segunda-feira, com cinquenta rondas de bombardeamentos por terra e ar em quarenta minutos.

Até agora, as milícias dos grupos islamitas Hamas e Jihad Islâmica lançaram mais de 1.800 foguetes em direção ao território israelita e pelo menos 430 destes acabaram por cair no enclave.

No total, nove pessoas morreram em Israel, sete delas com o impacto de projéteis e duas após caírem quando corriam em direção aos abrigos antiaéreos.

Durante a noite, os alarmes antiaéreos praticamente não pararam de soar nas comunidades israelitas próximas da Faixa de Gaza devido aos disparos de foguetes a partir de Gaza, o que levou o exército israelita a realizar ataques de retaliação até hoje de manhã.

Nas últimas horas, entre outras ações, aviões de guerra atacaram várias instalações subterrâneas de onde militantes do Hamas lançaram foguetes, bem como vários postos de observação do grupo no centro e ao norte do enclave.

O exército israelita anunciou hoje que continuará a atacar alvos no enclave e que “pretende” realizar uma ofensiva terrestre.

“Estamos preparados para isso”, disse um porta-voz do exército israelita.

“Estamos a fazê-lo e continuaremos a fazer com muita intensidade. Esta não é a última palavra e essa operação continuará pelo tempo que for necessário”, alertou Netanyahu num vídeo transmitido na madrugada de hoje em suas redes sociais durante os bombardeamentos a Gaza.

Conselho de Segurança da ONU realiza sessão pública no domingo

O Conselho de Segurança da ONU realizará no domingo uma reunião pública virtual sobre o conflito israelo-palestiniano, anunciaram hoje fontes diplomáticas.

A reunião, inicialmente marcada para sexta-feira com caráter de urgência, foi solicitada por 10 dos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Tunísia, Noruega, China, Irlanda, Estónia, França, Reino Unido, São Vicente e Granadinas, Níger e Vietname).

Os Estados Unidos, que tinham rejeitado a data de sexta-feira para a reunião, mostraram-se favoráveis a que o encontro se realizasse no início da próxima semana, “para dar um pouco mais de tempo à diplomacia para conseguir resultados”, nas palavras do chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.

Agora, os Estados Unidos concordaram em que a reunião de emergência seja antecipada para domingo, numa solução de compromisso entre as duas datas, segundo fontes diplomáticas.

A realização deste tipo de reuniões de urgência por videoconferência requer o consenso dos 15 Estados membros do Conselho de Segurança, mas tem sido prática comum nos últimos meses, devido à pandemia de covid-19.

O anúncio da reunião acontece no momento em que o exército israelita admitiu que soldados do seu exército penetraram esta noite na Faixa de Gaza, no âmbito de uma operação militar em curso contra o movimento islâmico xiita Hamas, em mais uma escalada de tensões do conflito que já dura há quatro dias.

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