Rio Maior quer ter ‘cluster’ e ‘hub’ de inovação no desporto

Em Empresas

A Câmara de Rio Maior quer aproveitar o “prestígio internacional” de que goza o seu Centro Desportivo para desenvolver um ‘cluster’ e criar um ‘hub’ de inovação no desporto, como um dos eixos para o desenvolvimento económico concelhio.

Esta é uma das propostas que constam na “Estratégia para o Desenvolvimento Económico – Rio Maior 2030”, apresentada hoje ao final da tarde, numa sessão que contou com os participantes nos grupos setoriais temáticos que discutiram o documento orientador do concelho para a próxima década.

Para o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias (PSD), as linhas orientadoras hoje apresentadas visam “reforçar” a posição como “município empreendedor”, ao apontar um conjunto de medidas para a atração de investimento e a melhoria das condições de vida e da qualificação das pessoas, nas quatro áreas apontadas como estratégicas: indústria e serviços; ação social, saúde, educação e cultura; turismo; desporto.

Partindo da aposta feita nas últimas décadas em torno do desporto, que permitiram a concentração de um vasto conjunto de infraestruturas desportivas em torno do Centro de Estágios, o documento sublinha a “posição única” do Rio Maior Sports Centre para que este setor se transforme num ‘cluster’ promotor do desenvolvimento económico do concelho.

Entre as várias propostas para esta área, contam-se a criação da marca Rio Maior Sports Centre – Business Hub, com ligação a ‘hubs’ internacionais, um programa para identificar e atrair eventos desportivos, a realização de uma Bienal do Desporto, a criação de um Observatório da Prática Desportiva, tornar esta a primeira cidade monitorizada na atividade de exercício físico, instalar “ginásios naturais” nas periferias urbanas, criar um programa de “desporto para todos”, ampliar o centro de treinos e alojamento.

Para o setor da indústria e serviços, são propostas ações como um programa de “diplomacia económica”, um “embaixador empresarial”, contactos com emigrantes, programas de incentivo ao consumo local, promoção de projetos de economia circular, programas de mentoria, apoio à qualificação pós-graduada, mapeamento das necessidades de recursos humanos das empresas do concelho, entre outros.

O documento realça que o concelho, com pouco mais de 20 mil habitantes, tinha, em 2018, 2.312 empresas instaladas, 71% das quais há mais de seis anos, sendo 37% indústrias, 32% comércio e 9% do setor primário, com uma taxa de desemprego de 2,4%.

Já as apostas no turismo centram-se no “novo polo de atração” que está a ser criado com a reabilitação da zona ribeirinha do rio Maior e a recuperação da Villa Romana e de uma antiga moagem, que vai acolher um centro de interpretação, num investimento de quatro milhões de euros que vai dotar a cidade de um parque urbano ao longo do rio.

Entre as várias propostas, contam-se ainda iniciativas no âmbito do “turismo industrial”, aproveitando as antigas minas do Espadanal, mas também criando roteiros de visitas em setores de produção de pão, enchidos, ferro, pedra, sal, entre outros, havendo igualmente referências ao enoturismo, à criação de uma Grande Rota, que ligará Rio Maior a Fátima, de um parque de autocaravanas e à pré-candidatura das Marinhas do Sal às “aldeias de Portugal”.

Para o setor social e cultural, o documento aponta para o reforço do investimento na promoção de uma vida saudável, da saúde mental e da qualidade de vida das pessoas com deficiência, na rede de apoio social e educativo, nos espaços culturais.

Filipe Santana Dias comprometeu-se a “trabalhar para que os objetivos do documento sejam uma realidade até 2030”.

Santana Dias, que sucedeu a Isaura Morais na presidência do município quando esta assumiu a função de deputada pelo PSD, após as legislativas de 2019, é o candidato do partido às eleições autárquicas deste ano.

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