Comeres & beberes – Emílio Andrade

Em Ribatejo Cool

Para a esmagadora maioria dos portugueses o título (dois nomes) desta crónica nada lhe dizem, porém se acrescentar a referência ao emblemático restaurante Adega da Tia Matilde o caso muda de figura. O seu proprietário acaba de fazer 100 anos, uma vida dedicada a atender gentilmente todos os clientes, a gerir a «nave» de modo a manter-se na primeira linha das boas casas de comeres de Lisboa.

Frequento o restaurante quase há 50 anos (fica perto da Fundação Gulbenkian onde trabalhei 38), ali conheci e convivi com o famoso Pantera Negra, ali aprendi a distinguir sável de savelha, ali aprendi a diferenciar as subtilezas da cozinha tradicional portuguesa, ali e espero continuar a desfrutar de toda a panóplia de pratos como o arroz com lampreia, a sopa rica de peixe, a caldeirada de peixes, o cordeiro assado e…mais e mais substanciosas representações culinárias de cunho nacional.

O Senhor Emílio apesar do seu extremado amor ao Benfica sempre lida bem com os triunfos dos adversários e dribla bem as piadas vindas dos tifosos de outros clubes, preferindo mandar-lhe servir as delicadezas saídas dos fogões da cozinha e da garrafeira da «catedral» onde podemos alimentar o corpo e, não raras vezes a gula comilona em tempo de dieta, como outrora fazia amiúde. Para béns Senhor Emílio!

Armando Fernandes

PS. Lastimo a inopinado falecimento do Sr. Luís prestimoso Chefe de sala da Adega da Tia Matilde, ocorrida no dia l6 deste mês de Maio.

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