Fizeste uma cidade mais feliz

Em Opinião

Fizeste uma cidade bem mais feliz, acordaste-a do cinzentismo bacoco em que Santarém mergulhou, já lá vão uns pares de anos!

Simples no trato, amistoso nas palavras, emotivo no dedicado abraço a tudo em que te envolvias. Enorme abraço estendido a todos quantos contigo privaram, eis a imagem, como de marca, carimbaste assim a tua passagem por esta vida. Vida que coloriste, como o teu email o espelha: bola colorida!

Nas coisas mais simples, singulares até, davas ênfase ao percurso trilhado,  foram anos e mais anos: poesia, teatro, humor, palhaço, circo, fantoches, sei lá que mais.

Fugindo dos elogios fáceis, daquela mediocridade onde nunca te encaixaste, os prémios, louvores, honrarias, que foste recebendo amiúde e ao longo dos anos, guardaste-os só para ti, jamais o alardeaste e só o saberíamos por um mero acaso.

Como um galo que nos acorda, matinal, inusitado, porque para ouvirmos o seu có-có-ró-có-có só nas aldeias e vilarejos em volta, como um galo que nos acorda, repito, abanavas este nosso torpor e enchias-nos de alegria, riso, contentamento, direi mesmo: felicidade.

Adeus Chona, ou Xona, ou Carlos Oliveira, isto ou aquilo, mas sempre o AMIGO!

Recordar-te-emos como nas palavras sentidas de António Lobo Antunes, acerca de um também amigo que partira, e não o queria perder jamais:

“Os amigos não morrem: andam por aí, entram por nós dentro quando menos se espera e então tudo muda: desarrumam o passado, desarrumam o presente, instalam-se com um sorriso num canto nosso e é como se nunca tivessem partido. É como, não: nunca partiram!”

Um Abraço para ti, lá onde estás, do

Arnaldo Vasques

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