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Porque é que a greve Função Pública nos beneficia?

Em Opinião

Ontem de manhã estive, com a deputada Fabíola Cardoso, na concentração que os trabalhadores da Higiene da Câmara Municipal de Santarém realizaram no Largo do Município. A incorreta aplicação do Suplemento de Penosidade e Insalubridade pela Câmara Municipal de Santarém – com prejuízo dos trabalhadores – foi o tema principal dos diálogos.

A iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, STAL, insere-se na jornada de luta de quinta-feira dos trabalhadores da Administração Pública com particular impacto na higiene urbana e no ensino.

(Dados: das 15h)

Vejamos alguns factos:

– Há 100 000 trabalhadores da Administração Pública que só ganham o salário mínimo. Ainda ontem falei com uma trabalhadora de uma escola que assim estava há 20 anos!

– O Governo recusou aumentos salariais a estes trabalhadores, quer para este ano de 2021 quer para 2022, o congelamento de salários arrasta-se há 10 anos!

– Face à enorme carência de funcionários nas escolas o governo autorizou a contratação de 3 000 trabalhadores, é positivo, mas há 5 000 escolas no país!

Outros temas que permanecem atuais nas autarquias locais é o da integração de trabalhadoras e trabalhadores precários e o da revogação do Sistema de Avaliação, SIADAP, que origina que um trabalhador precise de 10 anos para conseguir subir uma única posição remuneratória.

É interessante e positivo verificar que são os próprios trabalhadores a exigirem a melhoria dos serviços públicos a todos nós!

Os serviços públicos são o nosso salário indireto. Uma sociedade é tanto mais justa quanto os nossos descontos para a segurança social e impostos se possam traduzir em mais e melhores serviços do Estado à população: educação, saúde, proteção civil, proteção na doença, na velhice, no acidente… A sociedade torna-se mais injusta quando esse dinheiro se esvai em financiamento para cobrir atos verdadeiramente mafiosos como os que acontecem com os banqueiros.

A greve e a luta destes trabalhadores beneficiam a comunidade, ainda que a curto prazo possamos ficar aborrecidos porque a escola fechou.

Vítor Franco

(deputado municipal pelo Bloco de Esquerda)

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