Dança – Coletivo Habitacional de Susana Domingos Gaspar no Teatro Virgínia

Em Ribatejo Cool

A torrejana Susana Domingos Gaspar apresenta no próximo sábado, dia 29 de maio, às 18h, o espetáculo de dança Coletivo Habitacional no Teatro Virgínia. Os bilhetes já se encontram à venda e têm o custo de 7,5€, sendo aplicáveis descontos.

Coletivo Habitacional é uma coreografia política sobre Habitação, desafiando a dança a debruçar-se sobre as questões basilares da vida. O projeto move-se numa delicada manipulação do cenário, do movimento e do texto, tendo como meta uma coreoturgia em que se nasce para um mundo que está sempre a desabar. Isso é o que acontece quando se perde a casa, quando se perde o direito a estar com um filho, quando uma casa é demolida sem alternativa de habitação, quando uma cidade é bombardeada, quando se foge de um país em guerra, quando se está a pontos de perder o planeta ou quando um coletivo se desmembra e todo o seu trabalho pelo comum se perde. Para sobreviver a um acontecimento, a que gestos um se dedica um corpo? Que sons precisa de ouvir, como deseja vestir-se, que discurso rebentatório produz e que ação é esta que edifica? Coletivo Habitacional vive também de uma aproximação ao movimento social de luta pelo direito à habitação e à cidade. A partir de experiências pessoais, assume, em determinados momentos, o lugar do discurso amargo e da crítica feroz.

Bio // Susana Domingos Gaspar (1980, Torres Novas) licenciou-se na Escola Superior de Dança, estudou Coreografia no Programa Gulbenkian de Criatividade e Criação Artística” na FCG e “Dança na Comunidade” no Fórum Dança. Fez assistência coreográfica de Manuela Pedroso e Costanza Givone. Coreografou “Registo”, “Enleio”, “As árvore ligam os pássaros à terra”, “Foi como se o chão a engolisse” e “O Rebusco das castanhas”, “Morro onde me prendo”, “Uma artista ao domicílio”, “Ostinato Cantabile”, “Lava” e “Ka”, “Catalága” e “Classe do Jaime”. Colaborou com o Teatro de Montemuro e a Amarelo Silvestre. Desenvolve trabalho pedagógico desde 2002 e fez mediação cultural no Museu Municipal Carlos Reis, entre 2015 e 2018. Em 2014, integrou o programa de residências e mentoria do Festival de Polver.

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