Grandes nomes da literatura de crime e mistério (11): Raymond Chandler (1888-1959)

Em Leituras

O nome de Raymond Chandler tornou-se inseparável de um outro: o de Philip Marlowe, seu detective na maioria dos livros que escreveu.

Tentemos perceber porquê. Até porque, as virtudes que Chandler atribui ao detective privado que criou (probidade, coragem cívica, vida austera para não se tornar rico desonestamente, mentalidade tipicamente norte-americana), ele nunca as teve. Dir-se-á que “projectou” em Marlowe, o homem digno que nunca conseguiu ser… pelo menos por inteiro.

A sua vida foi um torturado filme a preto e branco, raras vezes iluminado por muito fugazes momentos de alegria. Disse uma vez ao seu advogado londrino: “Vivi toda a minha vida à beira de um abismo“.

E, no entanto (opinião que partilho sem reservas) foi, com Dashiell Hammett, James Cain, David Goodis o criador (e provavelmente o melhor) dos autores da escola designada por “Black Mask“.

Raymond nasce em Chicago, a 23 de julho de 1888. Filho de Maurice, engenheiro da Union Pacific e Florence Dart Thornton, jovem irlandesa, com quem este se casa em 1887. O casal, parcimonioso em tolerância, cedo (tem Raymond sete anos) se divorcia, nunca mais voltando o miúdo a ver o pai, que desaparece e a quem passará a designar por “perfeito canalha”.

Florence parte para Londres, para uma zona sul da cidade, junto ao Crystal Palace, vivendo com parentes irlandeses protestantes, de alguns meios.

Cedo se apercebe, com a intuição perspicaz que o caracterizará, das castas e sistema sociais anglo-irlandeses e dos seus ridículos e injustiças. Mas também de um certo snobismo, de um desprezo profundo pelos irlandeses católicos. Assim começará a forjar forte e lúcido espírito crítico.

Em 1900, vai para o colégio de Dulwich (“Public School”), joga o rugby e o cricket.

Aí adquirirá uma boa, mesmo excelente cultura, essencialmente prática, sendo quase sempre o melhor aluno, com prémios especiais em matemáticas.

Sem meios financeiros de frequentar a Universidade, é destinado pela família à Administração (“Public Servant”) e é enviado, por um ano, para estudos em França e Alemanha, a fim de se preparar para as provas de entrada naquela. Uma vez em Paris, com dezassete anos, nada muda na vida do jovem snob tímido. Nem em Munique, Viena e Nuremberga, onde irá a seguir.

De volta a Londres, naturaliza-se cidadão britânico em 1907. Começa a trabalhar no Ministério da Marinha, onde suporta seis meses o Edwardian style of life…

Passa ao jornalismo (Daily Express, Westminster Gazette, aqui sob a orientação do famoso J. A. Spender, Academy). Num artigo neste periódico, (“Realismo e Mágica”) define a sua posição ética e estética como escritor, que manterá até ao fim da vida. “Os escritores verdadeiramente importantes eram de essência idealista, pois metamorfoseavam o sórdido em visão mágica e duma poeira de estuque sem valor, fazem surgir pura beleza. O olhar do idealista, diz Chandler, aborda todas as possibilidades da natureza humana. Não as regista mecanicamente, como um catálogo sociológico”.

Com vinte e três anos (1912) sente que o seu futuro está condenado ao fracasso se ficar em Inglaterra. E regressa à terra onde nasceu.

Durante mais de vinte anos, terá toda a ação que ambicionava, empregos sórdidos e não qualificados, no comércio, agricultura e indústria, acabando por se fixar em Los Angeles, com a protecção do casal Lloyd, que conhecera na viagem para os EUA, e de quem se tornou amigo íntimo.

Em 1917, com a entrada dos Estados Unidos no conflito mundial, alista-se no exército canadiano e, mais tarde, na Royal Air Force. Desmobilizado em 1919, recebe algumas medalhas e citações.

Acaba por se casar com a mulher de um amigo, Julian Pascal, do “círculo Lloyd”, Cissy, que tem mais dezoito anos que ele.

Começa a trabalhar no Dabney Oil Sindicate, durante treze anos, iniciando a sua carreira como perito contabilista e fiscal-financeiro, acabando por tornar-se vice-Presidente.

Mas a bebida, (ajuda para a timidez e o “stress” profissional) começa, progressivamente, a instalar-se-lhe no organismo.

A gravidade das suas bebedeiras, ausências ao trabalho e aventuras fáceis é tal, que é despedido, aos quarenta e quatro anos, em 1932. 

Os Chandler passam a viver duramente, sofrendo este golpe em plena Depressão, o que em nada facilita as coisas.

Num país (vive em Beverley Hills, South California) que, apercebe-se tarde demais (e é demasiado orgulhoso para o admitir) em nada é melhor do que o que abandonou.

Da janela de minha casa, vê-se a reverberação da iluminação pública refletir-se no céu. De quando em quando, o mugido grave da sereia de um carro da polícia ou de bombeiros. Vinte e quatro horas por dia, alguém foge a alguém que o tenta alcançar. Na calçada, na noite dos mil assassinatos, pessoas morrem, são estropiadas, são esmagadas pelos próprios volantes ou por pneus alheios.

Há gente agredida, violada, roubada, assaltada, estrangulada, envenenada.

Há pessoas esfomeadas, doentes, piolhosas, desesperadas pelo remorso, pela solidão, pelo medo, sacudidas por soluços, furiosas, febris.

Uma cidade que não é pior que qualquer outra, uma cidade rica, vigorosa e plena de orgulho, uma cidade perdida, maltratada e cheia de vazio. Que pode um homem fazer num mundo assim ambíguo? Dar-se ao respeito…e saber da vida o suficiente para acreditar que a amizade e o amor têm poucas hipóteses face à cupidez” (“The Big Sleep”).   

E é aqui que (res)surge o escritor. Perante a instante necessidade de dinheiro, engole o snobismo e o orgulho e escreve para as revistas da “pulp jungle”, nomeadamente a célebre pioneira “Black Mask”.

Tarifa: um cêntimo a palavra.

Esta literatura popular barata (até no tipo de papel usado), direta herdeira dos folhetins, começada em Nova Iorque (Greenwich Village) por um grupo de esganados com fome, nos anos vinte (Frank Gruber dixit…) tornou-se um enorme êxito, nos EUA e em toda a Europa (lembremos a origem dos “Harry Dickson” de Jean Ray…).

Chandler preparou-se conscienciosamente.

Leu minuciosamente Austin Freeman, Chesterton e até o contemporâneo Hammett. E, também, Hemingway, Dreiser, Sherwood Anderson, Ring Lardner, Carl Sandburg.

Começa com “Blackmailer’s Don’t Shoot”. Um cêntimo a palavra, note-se.

E continua, alimentando-se assim. Menos mal.

Nas novelas que se sucedem, o estilo depura-se, uma personalidade define-se e ele vai tentando criar o “seu” detective privado (imagem de marca), através de sucessivas tentativas.

John Dalmas, Ted Carmady, Johnny Deruse, Pete Anglish, Sam Delaguerra têm nomes tão ingénuos como a sua caracterização, nas tentativas literárias iniciais de Chandler.

Todos são duros, independentes, lutando contra a corrupção e os criminosos e tentando ajudar inocentes.

De Mallory a Marlowe, todos serão deste molde. Narradores muitas vezes, “deus ex-machina”, mal-amados pela polícia e caloteados pelos clientes, mas com um código moral muito próprio e uma tradição de Robin Wood, que os torna simpáticos.

O melhor das suas novelas são as descrições do cenário e os diálogos.

Nos seus enredos, nos contornos do cenário que envolve a história, nas conversas, alterna harmoniosamente o americano popular – nos diálogos – com um inglês tradicional, educado, muito “british”, nas partes descritivas essenciais da história.

É muito sério na documentação em que baseia os romances policiais que irá criar (na sua biblioteca existem, para leitura e consulta permanentes o “Manual de Armas de Fogo”, de J. S. Hatcher; “Para o Agente policial da Califórnia: Respostas a Mil Questões Policiais”; inúmeras obras de medicina legal, toxicologia, técnicas policiais, técnicas de interrogatório).

“The Big Sleep”, o primeiro romance a sério, curiosamente, é um “puzzle” ou, se preferirem, uma desajeitada “colagem” de elementos de várias novelas anteriores: nomeadamente “Killer in the Rain” e “The Curtain”.                                                                                                                                             

O que voltará a acontecer, em muitas das obras subsequentes.

O detective, “produto final”, Philip Marlowe, é um tipo cínico e sem confiança ou ilusões sobre (quase) ninguém, mas inteligente, culto e de certa maneira, romântico.

É, como diz Chandler, insensível ao suborno, ao insulto e à ameaça física. É um solitário e tem, como base essencial do seu amor-próprio, ser tratado respeitosamente.

Ou então, quem o não faça, lamentará tê-lo conhecido.

O seu humor é brutal, falando como um homem plenamente integrado no seu tempo: sentido do ridículo, náusea, face à hipocrisia social dos novos ricos dos novos EUA e desprezo por tudo o que soe a mesquinho.

Que também encontra polícias honestos (por vezes) como o Captain Gregory, do Departamento de Pessoas Desaparecidas, que lhe diz: “Sou um chui. Do mais banal que é possível. Razoavelmente honesto. Tão honesto como se pode esperar de um homem que vive num mundo onde isso já não se pratica. É a principal razão porque lhe pedi que viesse cá […] Queria que ficasse convencido. Sendo um chui, prefiro que seja a Lei a ganhar. Adoraria ver perfeitos canalhas como o Eddie Marsa estragar as unhas manicuradas nas pedreiras de Folsom (penitenciária da Califórnia), lado a lado com os pobres diabos dos bairros degradados da periferia, uns desgraçados esfomeados que se deixam apanhar logo no primeiro assalto e nunca mais se podem endireitar. Era o que eu queria. Mas você e eu já vivemos o suficiente para sabermos que isso nunca o verei. Nem nesta cidade, nem numa cidade duas vezes mais pequena, nem no menor recanto dos floridos, vastos e verdejantes Estados Unidos da América […] Mas que é que interessa o sítio onde nos arrumem quando batermos a bota? Num buraco nojento ou num mausoléu de mármore no cimo de uma enorme colina? Está-se morto, dorme-se o grande sono (Big Sleep), estamo-nos nas tintas para isso…”.

Como seria de esperar o novo chefe de redação de “Black Mask” rende-se a um escritor desta têmpera.

O melhor de Chandler é (sem deixar de sacrificar ao ritual do enredo “Black Mask” típico) dar tal vida, tal profundidade psicológica às personagens, mesmo às mais secundárias, que nos parece têrmo-las sempre conhecido ao longo da vida. Banhando essa visão socialmente lúcida de um carinho não escondido (e muito mal mascarado de cepticismo cínico…) que faz da leitura dos seus livros, um prazer indubitável.

Em Londres, graças ao seu editor Hamish Hamilton, obtém melhores condições financeiras, maior aceitação e mesmo enorme sucesso.

Com os seus fatos de “tweed” e o seu cachimbo, o seu ar de professor universitário, voltara a ser, também, um bebedor de chá. Chegado aos Estúdios Paramount, 6520, Drexel Avenue, de Hollywood, entendo que foi aí (e somente então) que a verdadeira tragédia se começou a abater sobre ele.

Trabalhar com outros escritores, ser mais sociável, frequentar as reuniões sociais do meio cinematográfico e almoços de trabalho, aliados à sua inexperiência da sociabilidade, promiscuidade e liberalismo da sociedade californiana.

Em muito pouco tempo e com a referida inexperiência (e falta de defesas) volta ao antigo vício dos tempos de contabilista-chefe: torna-se num alcoólico compulsivo.

Lucey, o célebre bar-restaurante de Melbourne Avenue, frente à Paramount, torna-se o centro das libações alcoólicas de Chandler e do casal Sistrom, de que infelizmente é amigo.

Depois do álcool, o sexo fácil e promíscuo, que o meio de Hollywood proporciona.

Chandler já não é o mesmo.

Mas pode-se perguntar: como consegue escrever, no meio de noitadas e bebedeiras, tantas e tão belas obras?

Façamos falar Chandler: “Eu espero pela inspiração. Para trabalhar [literariamente], escrevendo uma obra que tenha vida própria, é necessário trabalhar com o plexo solar. O que importa é a disponibilidade; não se é obrigado a escrever e se não nos sentimos com o estado de espírito indispensável, nem o devemos tentar. Nem, em alternativa, folhear magazines ou assinar cheques. Ou se escreve ou não se faz nada”.

A receita, pelos vistos, no seu caso, resultou.

A sua estada no mundo do cinema destroça-o e não falo apenas do álcool. (“Trabalhei na M.G.M., no quarto piso daquele frigorífico a que chamavam Thalberg Building.”).

A situação depressa se tornou insustentável, com conflitos com todos, do realizador ao produtor.

Ficara possuído por um temperamento impossível e brutal, em harmonia com a torpe escola de hipocrisia, deboche e intriga, que era a Meca do cinema.

Acaba por escrever um livro, que lhe trará terríveis e irreconciliáveis inimizades, “Writers in Hollywood” (novembro de 1945), onde desanca os filisteus do dinheiro e a sua exploração dos argumentistas, como ele.

Mas escritores de mérito, como W. H. Auden (“The Guilty Vicarage”, publicado no Harper’s, em maio de 1948) referem a sua obra como a de “alguém que não escreve romances policiais, mas estudos muito sérios do meio criminal e esses livros possantes, ainda que terrivelmente deprimentes, que deveriam ser lidos e julgados não como literatura de evasão, mas como obras de arte”.

E é bem verdade. “The Big Sleep“, “The Long Goodbye“, “The Lady in the Lake” são fascinantes e lúcidos estudos sociológicos dos Estados Unidos da época em que foram escritos (1939, 1943, 1953).

O que faz surgir rapidamente outro drama. As opiniões de Raymond em política, arte ou religião são sempre brutais, diretas, cépticas, maniqueístas.

As suas opiniões sobre os judeus, baseada é certo (e sobretudo) nos abutres da produção hollywoodesca, refugiados da Europa Central para a Califórnia para fugir ao nazismo, agora multimilionários, se por vezes sensatas e justas, criam-lhe novos ódios e inimigos.

Numa altura em que impera a tenebrosa ditadura de MacCarthy e da sua “Comissão de Atividades Antiamericanas” (que ele despreza e não se coíbe de o dizer).

Mas a que se lhe opõe o grupo dos “Hollywood Ten”, que ele também nada aprecia, dado o seu anticomunismo radical.

Para cúmulo, em 12 de dezembro de 1954, a sua mulher-mãe, Cissy morre, do que hoje chamaríamos síndroma respiratório obstrutivo crónico.

É um golpe tremendo e não o superará. Embora aparente em sociedade uma alegria, uma bonomia extravertida que nunca exibira antes.

Prefere matar-se lentamente pelo álcool. Tem “affairs” com Mrs Loughner, Natasha Spender, Helga Greene.

Sem consequências ou envolvimento real.

Será em La Jolla, Califórnia que morrerá, esgotado de tudo (talento inclusive, sem esquecer a vontade de viver), de pneumonia, em 26 de março de 1959.

Viveu com honesta sinceridade. Escreveu com sincera brutalidade.

 A extrema violência (contida) do seu estilo pode exemplificar-se neste excerto de “Bay City Blues”, de 1938:

“… De Spain atingiu-o no rosto.

Big Chin rebolou pela gravilha do caminho e agarrou a cabeça com as duas mãos; um gemido perpassava-lhe entre os dedos. De Spain passou-lhe sobre o corpo e deu-lhe um pontapé no tornozelo. Big Chin uivou. De Spain voltou à posição inicial, por detrás do sobretudo e do revólver. Big Chin rastejou por um momento, soergueu-se sobre os joelhos e sacudiu a cabeça; enormes lágrimas corriam-lhe ao longo da face e tombavam na gravilha. Lentamente, conseguiu por-se de pé, esforçando-se por retomar o equilíbrio.

De Spain proferiu: Levanta-te. És um duro. Tens Vance Conried, por detrás a defender-te, e ele tem a mafia (Sindicate) por trás. Talvez tenham mesmo o Police-Chief Anders por trás. Eu sou um reles privado piolhoso, que tem no bolso um bilhete para parte nenhuma.  Continuemos com a brincadeira.

Big Chin mergulhou na direção da arma. A sua mão tocou na coronha, mas apenas conseguiu fazê-la mudar de posição. De Spain enfiou violentamente o salto do sapato na mão e fê-la torcer-se. Big Chin uivou de novo. De Spain recuou e atirou-lhe, com ar enojado: Demasiado duro, querido?”.

Não posso nem quero deixar Chandler, sem falar do seu reflexo no espelho: o seu “detective” Philip Marlowe.

O escritor fala alguma coisa sobre a sua criatura. Aliás, uma das razões do mérito da obra de Chandler é que quase toda a sua obra é escrita na primeira pessoa. É Marlowe, não ele que analisa, descreve, sente, numa palavra, é o narrador.

Numa carta a um leitor, diz-nos o autor:” Marlowe nunca falou nos pais e penso que ambos já morreram. Nasceu em Santa Rosa, na Califórnia. Fez os seus estudos universitários no Oregon e começou a sua vida profissional com inspetor de sinistros (numa seguradora). Posteriormente, ocupou um lugar na equipa do District Attorney (Procurador Geral da República) de Los Angeles. Fisicamente, parece-se com o ator Gary Grant. Detesta álcoois açucarados e fuma demasiado. Joga xadrez consigo próprio, no seu pequeno “bangaló”, quando está ocioso, à noite. Não desgosta de ler (bons autores, ficção) e de ir ao cinema. A sua casa compõe-se de um estúdio, ao qual se acede por um átrio que faz face a janelas francesas e a uma varanda quase virtual. À direita, um divã. À esquerda, uma porta abre-se para um corredorzinho para uma divisão com uma secretária de carvalho, maples, etc. A seguir, uma varanda larga dá luz à cozinha e a uma pequena sala de jantar.”

Uma vida modesta, sem dinheiro para nada, correndo riscos e bebendo aventuras e corrigindo injustiças, a largos haustos. Falo de Marlowe.

Que permitiu a alguém viver por procuração.

Foi assim que viveu Chandler.

OBRAS PUBLICADAS

  • BIG SLEEP, 1939
  • FAREWELL, MY LOVELY, 1940
  • THE HIGH WINDOW, 1942
  • THE LADY IN THE LAKE, 1943
  • THE LITTLE SISTER, 1949
  • THE LONG GOODBYE, 1953
  • PLAYBACK, 1958
  • THE POODLE SPRINGS STORY, 1959

CONTOS

  • BLACKMAILERS DON’T SHOOT, 1933
  • FINGER MAN, 1934
  • KILLER IN THE RAIN, 1935
  • NEVADA GAS, 1935
  • SPANISH BLOOD, 1935
  • GUNS AT CYRANO’S, 1936
  • THE MAN WHO LIKES DOGS, 1936
  • GOLDFISH, 1936
  • CURTAIN, 1936
  • TRY THE GIRL, 1937
  • MANDARIN’S JADE, 1938
  • RED WIND, 1938
  • THE KING IN YELLOW, 1938
  • BAY CITY BLUES, 1938
  • THE LADY IN THE LAKE, 1939
  • PEARLS ARE A NUISANCE, 1939
  • TROUBLE IS MY BUSINESS, 1939
  • I’LL BE WAITING, 1939
  • NO CRIME IN THE MOUNTAINS, 1941
  • MARLOWE TAKES ON THE SYNDICATE / THE PENCIL, 1958
  • A COUPLE OF WRITERS (PÓSTUMO)
  • ENGLISH SUMMER (PÓSTUMO)

OUTROS ESCRITOS

  • THE BRONZE DOOR, 1939 (FANTÁSTICO).
  • PROFESSOR BINGO’S SNUFF, 1951 (FANTÁSTICO).
  • THE SIMPLE ART OF MURDER, 1944.
  • RAYMOND CHANDLER SPEAKING, 1962. Inclui “Algumas observações sobre as histórias de mistério”.

FILMES

Humphrey Bogart e Lauren Bacall: atores icónicos em filmes com argumento de Raymond Chandler
  • FEZ ADAPTAÇÕES AO CINEMA DE DIVERSAS OBRAS, NOMEADAMENTE DE: JAMES CAIN, RACHEL FIELD, PATRICIA HIGSMITH, ETHEL LINA WHITE.
  • TEXTO DE SUA AUTORIA:
    • THE BLUE DAHLIA, 1946 (REAL. GEORGE MARSHALL, COM VERONICA LAKE, ALAN LADD, WILLIAM BENDIX).
  • ADAPTAÇÃO DE DIVERSAS OBRAS SUAS, EM FILMES, DIRIGIDOS POR:
    • HOWARD HAWKS, ROBERT MONTGOMERY, PAUL BOGART, ROBERT ALTMAN, EDWARD DMYTRICK, …
    • PHILIP MARLOWE APARECE NA PELE DE DICK POWELL, HUMPHREY BOGART, ROBERT MONTGOMERY, JAMES GARNER, ELLIOT GOULD, ROBERT MITCHUM.

Carlos Macedo

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